Stranglers

  • Avarias

    Na sala do apartamento que dividia com Mila Cox, Zími cantava e tocava no teclado dela uma versão de ‘Always the sun’, dos Stranglers.

    Usando apenas acordes rudimentares, executou a canção de maneira belíssima.

    A rouquidão de sua voz, a falta de técnica vocal e a embriaguez tiveram efeito favorável para o resultado apresentado.

    Mila Cox e Silvano observavam.

    A visceralidade mostrada ali, do nada, com Zími alcoolizado, improvisando, era algo tão raro  atualmente, que os fez pensar imediatamente na vergonha que tinham das pessoas que se arriscam a ser artistas, e que eles eventualmente presenciavam se apresentando sozinhas ou com outras pessoas em bares da cidade, com repertório constrangedor e interpretação ainda pior.

    Cox, que apareceu quando ele já havia começado a música, olhava fixamente, encostada na lateral da porta de seu quarto.

    Estava vestindo apenas uma camiseta cinza, muito grande para ela, como se fosse um vestido, com a cara da Anette Peacock na frente.

    Silvano estava na sala com Zími, e alternava o foco de seu olhar entre ele e Mila Cox.

    A cara que Cox fazia enquanto olhava Zími e ouvia a música era a mesma que ela fez numa das fotos que estavam coladas na porta de seu quarto , em que ela, ainda criança, segurava e olhava a capa do primeiro disco da Suzi Quatro.

    Talvez a ideia de se tornar contrabaixista tenho surgido naquele momento.

    Ela também tinha o teclado e o sintetizador, para sanar a falta de um guitarrista na banda.

    Antes de Zími começar a tocar a música, Cox estava dentro do quarto ouvindo outra música ,enquanto ele falava na sala sem parar e às vezes tocava sons aleatórios no teclado.

    Ele falava sobre como são as pessoas que estão distópicas, e não os ambientes ou as paisagens.

    Contava sobre o desprezo que sente pelo sistema de um modo geral, focando naquilo que havia feito dele a pessoa que se tornou.

    Mencionou as dinâmicas de grupo para selecionar funcionários em empresas.

    Em seu monólogo semiembriagado, ele levantou uma questão.

    Questionou  o porque de, entre o desespero causado pelo capitalismo, que obriga milhões de pessoas a buscar um salário baixo em troca de uma carga horária de trabalho alta (além de ter que passar eventualmente pelo constrangimento das abomináveis dinâmicas de grupo), há pessoas, que vivendo exatamente no mesmo contexto, que simplesmente acham que as coisas são assim mesmo?

    Essas pessoas também dizem que se deve agradecer no caso de conseguirem uma oportunidade dada por corporações bilionárias, que irão sugar toda a energia vital de cada um dos escravos assalariados, cuspindo depois o caroço deles no limbo.

    Vivem acreditando que todo o sofrimento e humilhação diários serão recompensados depois da morte com a vida eterna num paraíso.

    Mila Cox tinha ido para a sala assim que ele parou de falar e começou a tocar a música.

    Quando Zími terminou, Cox olhou para Silvano e sabia o que ele estava pensando.

    Silvano estava pensando em como seria se Zími desencanasse da banda Crop Circles (que é um duo formado por Cox e Zími) e seguisse carreira solo.

    E Mila Cox sabia que Silvano estava pensando isso porque ela às vezes dizia que caso se cansasse da parceria musical com Zími,  iria substituí-lo por uma bateria eletrônica e seguiria com o nome da banda, mesmo tocando sozinha.

    Ela estava com vinte e um anos e provavelmente teria tempo para acertar e errar.

    Mas Silvano também tinha pensado em como Zími era cool e exercia influência sobre ele, mesmo tendo estilos e ideais musicais diferentes.

    Zími, que é baterista e vocalista dos Crop Circles, tem mais estofo musical, mas Silvano é mais determinado.

    Silvano é uruguaio, mas falava português quase sem sotaque, pois vivia em São Paulo desde os três anos de idade. Tem agora quarenta e nove.

    É vizinho de porta de Zími e Mila Cox,e tem uma Kombi para fazer carretos e pagar as contas.

    Cox e Zími pagam as contas trabalhando como copywriters, geralmente fazendo publicidade para corporações que não aprovavam.

    Antes de Mila Cox e Zími mudarem para lá, Silvano já morava naquele prédio havia onze anos.

    Ele parece o Pappo Napolitano, e também era guitarrista e cantor. Canta em inglês por opção estética, fazendo uma mistura de rock a billy, blues e punk rock.

    Se apresentava tocando guitarra sentado para fazer a parte percussiva com uma gambiarra de chimbal e bumbo, que ele tocava com os pés.

    Mila Cox sabia que Zími não seguiria carreira solo.

    Mas ele também dizia brincando que caso fosse despedido por Cox, juntaria outras três pessoas mais jovens que ele e montaria outra banda.

    E seria uma banda de apoio, para que ele se tornasse um crooner.

    Elaboraria um repertório primoroso de músicas autorais, misturadas com pérolas obscuras da música mundial do século vinte.

    Ambos sabem que isso nunca aconteceria, porque Zími sabe da falta de glamour que isso significaria em sua vida pessoal.

    Faria shows esporádicos, e gravaria em casa, também esporadicamente

    Estaria satisfeito. Estava com quarenta e sete anos e pensava mesmo era em preservar sua saúde mental e viver com o mínimo de conforto.

    Mas ele não sairia mesmo em carreira solo, porque seria um trabalho duro para ele fazer sozinho, considerando seu entusiasmo para ser artista, que somente aparece por causa da motivação constante por parte de Mila Cox.

    Zími entendia esse sentimento como a superação de sua necessidade de autoafirmação, e não como falta de entusiasmo pela arte.

    Afinal, mesmo que ele não fosse parte de uma banda, ainda assim, seria um apreciador e de alguma outra forma, um apoiador das artes.

    Zím terminou a música e alguns segundos depois Mila Cox falou: “Você deveria gravar essa do jeito que você tocou agora, deixar eu completar a gravação e a gente lançaria como single.”

    Zími respondeu: “Agora seria melhor lançar uma música autoral. Pra lançar cover, eu já estava pensando em uma outra, que é ‘Baby’s on fire’, do Brian Eno. Aproveitar que é uma música legal e é obscura o suficiente pras massas. Embora essa dos Stranglers também tenha essas características. Toquei porque ela me veio à cabeça sem que eu tivesse pensado nela. Eu te enviei a letra de uma música inédita, mas ainda não pensei na parte musical dela, então te mandei pra ver se você tinha alguma ideia.”

    Mila Cox havia mesmo recebido a letra da música, mas não havia começado a trabalhar na canção.

    Naquele momento se lembrava apenas que a letra era em inglês e definia o amor moderno como uma transação bancária em peças publicitárias de bancos.

    Numa outra parte, dizia que quem precisa ser liderado por um pastor, tem a inteligência de uma ovelha.

    Em outro trecho, a letra dizia em primeira pessoa que uma grande parte da humanidade é composta por pessoas com as quais ele jamais se envolveria, em qualquer nível e em quaisquer que fossem as circunstâncias.

    Exaltava ainda a desobediência às convenções.

    Então o interfone tocou e ninguém foi atender.

    Não estavam esperando ninguém, e menos ainda uma notícia minimamente razoável sendo dada pelo interfone naquele momento.

    O toque do interfone não foi persistente, tocou apenas uma vez.

    Então Zími disse que atenderia, mas que fumaria um cigarro na janela antes.

    Olhou para baixo, e nada acontecia na frente de seu prédio, nada que pudesse anunciar algo realmente ruim a ser comunicado.

    Não havia incêndio e nem invasão. A Rua da Glória estava normal.

    Zími tomava o vinho uruguaio direto da garrafa e fumou três cigarros.

    Então ele finalmente  foi atender o interfone, e o porteiro disse que havia ligado para avisar que a água do banheiro seria fechada por meia hora, mas que naquele momento o reparo já havia sido resolvido.

    Zími explicou a situação para Mila Cox e Silvano.

    Fizeram silêncio e pensaram na chateação que haviam evitado, apenas por deixar de ouvir o que um outro humano tinha para lhes dizer.

    Alguém iria querer usar o banheiro só porque estava sem água.

    A preguiça coletiva de comentar pairava densa.

    Uma pequena chateação evitada que causou um bem estar enorme naquele momento.

    As famílias tradicionais e conservadoras muitas vezes começam a ruir com esses pequenos aborrecimentos, que viram ataques de fúria quando a frustração por uma vida farsante pesa mais do que tentar manter aparências.

    Sossego é uma premissa para a felicidade, e a felicidade não é algo para durar incessantemente, pois assim perderia seu sentido.

    Eles tentavam  eliminar as chateações gratuitas, para aguentarem aquelas que são inevitáveis, e que tem alguma razão decente para surgir.

    Silvano voltou para seu apartamento, Mila Cox voltou para seu quarto e Zími ficou na sala, sabendo que a solidão é um luxo e a desobediência às vezes é a ordem de uma intuição que não costuma falhar.

    O aluguel pago fazia agora com que Zími não quisesse estar em nenhum outro lugar.

    Houve um tempo  em que ele dormia num armário no corredor de uma pensão no centro da cidade.

    Ele não tem filhos porque sabe que não daria conta de ser um pai aprovado pelo status quo, então mais tarde poderia dormir bêbado no sofá.

    Gostava de crianças, mas odiava playgrounds de condomínio.

  • Cheiro de jaula

    Ainda era um pensionato aquela casa da rua Humaitá, onde Zími sempre parava na frente quando passava por ela, e ficava olhando durante a duração de um cigarro .

    Ele havia morado lá por alguns anos, atravessando o período da pandemia ali. Aquele lugar não havia sido a sua última moradia antes de dividir um apartamento com sua parceira musical Mila Cox.

    Ele alugou o quarto menor no apartamento de seu irmão mais novo, e ficou ali por seis meses. Era o prazo que tinha para tomar outro rumo.

    E então Mila Cox, que queria sair da casa em que morava com a mãe e a avó, no bairro da Penha, aceitou dividir um apartamento com Zími, num lugar mais perto do centro.

    Encontraram o lugar com melhor custo-benefício no bairro da Liberdade. Num domingo, Mila Cox estava de bicicleta, voltando da feira cultural do Bixiga, e parou na frente da pensão que Zími havia morado.

    Viu um casal que morava ali sair para a rua. O portão ficava destrancado, Não havia placa indicando que ali havia aluguel de quartos.

    Então ela entrou na casa e a conheceu parcialmente a parte de baixo por dentro. Havia ainda uma escada e um andar superior.

    Pela escada, logo apareceu um sujeito que era gerente, e ele mostrou a Cox um quarto que estava disponível. Depois mostrou-lhe o resto da casa.

    Os moradores ficaram curiosos com a presença de qualquer pessoa nova na casa dela. Abriram suas portas e a viram passar com o gerente.

    O cheiro que pairava nos corredores era uma mistura de xampú, maconha e incenso. Nos quartos em que moravam mulheres, havia mais ordem e limpeza, mas na maioria dos quartos, onde apenas moravam homens, havia quartos em ordem e outros degradados.

    Mas havia um quarto que tinha cheiro de jaula. Dois sujeitos dividiam o cômodo. Havia um deles que Mila Cox já tinha visto antes, e não estava lembrando de onde. O cara também a olhou como se já a tivesse visto.

    Antes de sair, Mila Cox perguntou ao gerente se ele conheceu Zími.

    O cara disse que sim, mas que nunca mais teve notícias desde que ele foi embora dali. Falou também que Zími dividia o espaço com um dos sujeitos que ainda morava no quarto com cheiro de jaula, o que esclarecia parcialmente a questão sobre como ela conhecera aquele cara.

    O gerente falava e a olhava embasbacado, quase intrigado com aquela figura tão cool. Quase baixinha, jovem, cabelo chanel vermelho, com franja, tatuada, e usando uma camiseta com estampa do álbum ‘No more heroes’, dos Stranglers.

    Tinha um olhar seco, sério e fulminante.

    O sujeito pensava sobre como ela conhecera Zími, se havia entre eles algum parentesco ou se havia outros motivos.

    A verdade é que antes de Mila Cox nascer, Zími foi colega de faculdade de Sara Cox, tia de Mila, e os dois ajudaram muito a moldar o gosto musical da garota.

    Zími e Sara se formaram em Jornalismo nos anos noventa. Depois, ela se mudou para a Inglaterra e ele seguiu uma jornada errante, da qual ele nunca se arrependeu.

    E agora Mila Cox pensava novamente sobre a podridão do universo masculino, ao mesmo tempo em que tentava imaginar o que aconteceria com o apartamento que dividia com Zími, caso ela tivesse que se ausentar por alguns dias.

    Cox saiu da pensão sem memorizar a fisionomia do cara que a atendeu, mas não esqueceu do cheiro de jaula até chegar em casa.

    Ela pegou a bicicleta e desceu da Bela Vista até a Liberdade. O caminho era de descida e ela chegou rápido.

    Subiu ao apartamento e ali estava Zími.

    Com ele estava Silvano, o vizinho uruguaio que morava na porta ao lado, que é multiinstrumentista e morava sozinho em seu apartamento.

    Silvano já morava naquele prédio muito antes de Mila Cox e Zími. Seu apartamento, embora não tivesse cheiro de jaula, não primava pela ordem.

    À essa altura, Mila Cox já entendia e partilhava dessa que era a razão em comum para quem resolve morar sozinho.

    E era muito simples. Poder fazer em casa o que não se fazia quando ainda se morava com a mãe. E provavelmente o que não faria depois, se a pessoa fosse casada.

    Zími e Silvano fumavam, bebiam a comiam no sofá.

    Ainda não estavam tão horrendamente bêbados. Nunca ficavam muito loucos antes que ela chegasse em casa.

    Ficavam mais bêbados só depois que ela soubesse antecipadamente que isso aconteceria inevitavelmente, quando era dia de folga das atividades que exerciam para pagar as contas, ou atividades musicais.

    E preferiam beber em casa, pois é mais barato que beber na rua.

    O assunto era música e Zími dizia: “Pelo menos três discos dos Beach Boys são ainda melhores que o Pet Sounds, e estão naquele período posterior a ele. Nesse bloco, entram o ‘Friends’, ‘Wild Honey’ e o espetacular ‘Surf’s Up’, que tem na faixa título a prova daquilo que estou querendo dizer. O ‘Holland’ também é muito bom. Depois veio aquela coletânea que só abrangia a primeira fase, sobre surf e carros, o que estigmatizou ainda mais a banda, depois da tentativa de fazer uma música muito mais abrangente nas temáticas. Foi uma tentativa muito bem sucedida, mas não comercialmente falando O que importa é que aqueles discos ficaram pra provar a relevância que deveriam ter também na época. Mas no fim dos anos sessenta e início dos anos setenta foram lançados tantos discos maravilhosos e as pessoas ainda associavam os Beach Boys à velha fórmula com que tiveram sucesso dez anos antes, falando de surf e carros.”

    Silvano queria fazer uma cover de Beach Boys.

    Zími falou: “Se é pra fazer cover, que seja como os Byrds fizeram com as músicas do Bob Dylan, dando uma roupagem diferente, recriando as músicas.”

    Quando ele falou essa frase, Mila Cox percebeu em sua voz, agora já um pouco pastosa, os primeiros sinais de embriaguez.

    Então ela falou: “Entrei na pensão que você morava, na Bela Vista.”

    Zími respondeu: “Nem posso imaginar o atual estado daquele lugar. Mas a época em que morei lá será mencionada no livro que estou escrevendo.”

    E o cara com quem você dividia o quarto?” – Mila Cox perguntou.

    “É o Elton, é baterista, tocou em várias bandas.”– Zími respondeu.

    Mila Cox: “Ele estava lá, e eu não lembrava de onde o conhecia. Na verdade não lembro ainda”

    Zími: “Foi num show em Catanduva, a banda dele tocou no mesmo evento. Na época ele era baterista de uma banda chamada ‘Quase’. O tempo em que morei lá com ele foi o pior momento da minha vida. Eu estava sem grana e dividi quarto pra baratear o aluguel. Dividir um quarto com quem quer que seja é inconcebível pra mim. Não sei quanto aos outros, e espero que façam o que quiserem com suas vidas, mas ter um quarto individual é essencial.”

    A pergunta seguinte de Mila Cox seria sobre o cheiro de jaula, mas ela preferiu deixar quieto naquele momento, já que Zími, de uma certa forma, já havia respondido.

    Antes de ter lembrado do cheiro de jaula e esperado pela oportunidade de falar sobre isso, Mila Cox pensou sobre sua antisociabilidade, já que tinha apenas vinte e um anos e também preferia beber em casa, independente da economia feita com a compra de bebidas no mercado.

    Eventualmente bebiam na padaria que havia no quarteirão onde moravam, quando o aluguel já estava pago e havia como gastar ali para beber.

    Mesmo sendo jovem, viu o declínio das competências linguísticas e intelectuais das pessoas, produto da falta de leitura e de referências culturais de qualidade.

    A qualidade humana, de uma maneira geral, parecia estar em declínio, principalmente pelo fato de tanta gente ter perdido a capacidade de pensar com a própria cabeça, ou mesmo nem ter desenvolvido essa capacidade ao longo da vida, o que resulta em vidas infelizes e a espera de uma recompensa póstuma. Essa é uma deixa para pastores e coachs picaretas lucrarem milhões. E a quantidade de charlatões não para de crescer.

    Então Mila Cox via aqueles dois sujeitos que só sociabilizavam realmente quando faziam shows. Quem realmente importava estava lá e havia diálogo.

    Nessas ocasiões havia amigos que eles não podiam encontrar sempre e mulheres que gostavam de rock.

    Por isso ela os compreendia. A diferença é que os dois já beiravam os cinquenta anos e ela tinha vinte e um.

    Ela já havia lido nos livros o que os filósofos dizem sobre não se misturar ao rebanho e sobre como é alarmante se ver ao lado da maioria, no que quer que seja. Zími era o baterista e eventual vocalista da banda Crop Circles, um duo formado por ele e Mila Cox, que além de tocar contrabaixo e sintetizadores, se revezava com Zími nos vocais. O mote da banda eram as angústias da existência e o som lembra o da banda Suicide. Quando se uniram para tocar, Zími já conhecia essa banda, mas Mila Cox, ainda não.

    Silvano era uma monobanda. Autodidata, Nos shows, ele tocava guitarra e fazia a parte de bateria minimalista de suas músicas no pedal.

    Eles e Zími diziam que Mila Cox era um prodígio em coisas que eles tanto prezavam, entre elas, buscar sempre frustrar as expectativas capacitacistas, higienistas, competivistas e produtivistas da asquerosa sociedade neoliberal em que vivem.

    Os três sabiam que qualquer solução ou revolução só pode realmente acontecer se for primeiramente pelo indivíduo, e talvez depois pela sociedade. Nunca pelo Estado.

    Eles sabiam também que o medo da opinião dos outros é a maior escravidão do mundo.

    Para ter paciência com a maioria das pessoas, lembravam que nem todo mundo é artista.

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Desative para continuar