Queria escrever um texto calmo que saísse de mim e pousasse languidamente na virtual folha de papel. Não sou assim! Meus textos são ansiosos, temem não alcançar a luz. Temem alcançar a luz.
Tenho muita inveja de quem consegue ruminar seus escritos, escolher para eles o melhor tempo e lugar; a melhor palavra.
Não sou assim. Meus textos são ansiosos! Vomitam verdades e mentiras com medo do arrependimento. Saem pela fresta da porta espremidos, em fuga, porque não podem mais habitar apenas em mim. Querem vozes outras, olhares díspares para não morrerem sufocados. Saem, porque precisam de ar!
Há paz quando na folha de papel. Descanso merecido da turbulência em mim.