ilêncio

  • Egocentrismo

    O alarido invade meus ouvidos ofendidos. Quero silêncio. Não tenho.

    Ainda é manhã e vespertino. Talvez até anoiteça, madrugue. Não sei.

    O barulho continua. Eu continuo. Queria poder parar os dois. Dormir? Acho que não. A vida me chama. Só a queria um pouco mais silenciosa. Estou sensível! A poeira me incomoda o nariz, a claridade, os olhos, o barulho… Maldito!

    Quero o silêncio de música escolhida. Quero o silêncio do livro preferido, quero o silêncio de amigos queridos por perto, quero o silêncio de estar em casa, em família. Quero o silêncio da agenda fechada. O silêncio de sonhar de olhos abertos, de escolher o que contemplar. Quero o silêncio do sol de outono sobre a pele…

    Quero discrição, segredo, intimidade.

    Quero esquecimento.

    Quero lembrança.

    Quero de novo o mesmo.

    Quero! E-go-ís-ti-ca-men-te!

    Um outro lugar que não seja aqui.

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