O aluguel do mês estava pago, e quando isso é alcançado, Mila Cox e Zími têm piadas sobre o sonho da casa própria.
Faziam piadas sobre como conseguiam pagar contas sendo copywriters, mesmo com a inteligência artificial devastando as oportunidades da área.
Eles não tinham esse sonho.
As incertezas que eles tinham eram as mesmas do resto da humanidade, nesse momento macabro da história.
Zími olhava da janela para ver Satanásio, um vizinho desempregado vadiando na rua, gastando o dinheiro da feira com bebida, enquanto a esposa dele está na seis por um, como caixa no mercado, e com a gravidez avançada.
Havia outro vizinho no prédio deles que era pastor.
Antes de saber disso, Mila Cox disse a ele: “A religião serve para impedir o conhecimento, e promover o medo e a dependência. É uma forma grotesca de adestramento.”
Eles estavam no elevador, e o sujeito a indagou sobre crença em deus, por conta da camiseta do Venom que ela vestia.
Cox falou para Zími: “Agora só desço de escada, pra não encontrar aquele cara. Prédio é melhor pra mim do que uma casa, mas eu ainda não acostumei com esse tipo de chateação.”
Zími falou: “Essa gente é polarizada nas bolhas tóxicas da direita e da esquerda, brigam por isso, mas ambos os grupos gostam de ser governados. Não há muito diálogo possível.”
Cox falou: “É um tempo em que essa bizarrice pode ser varrida a qualquer momento, com destruição em massa. Donald está muito empenhado nisso.”
Zími: “Vai ter show do Redd Kross aqui perto, em breve.”
Cox: “Sim, no Cine Jóia. Nosso bairro é bom.”
Ficaram atualizando notícias de geopolítica, torcendo para dar merda logo.
Sabiam que independente de qualquer coisa, não haverá recompensa celestial depois da extinção.