Vi vocês passando

  • Li ho visto passare

    Dove mi nasconderò?
    Dove mi sentirò?
    L’appartenenza non è più
    Che la gentileza
    Di far nulla Senza
    Una scelta.

    Il poema sarebbe bello
    Se non fossi io
    A scrivirtelo,
    Dall’uomo che suona zero
    Insomma, dammelo subito!
    Che poi riesco a diventare…
    Ansito

    Chiusa è
    l’ombra poiché si è
    avvolta alla finestra
    e finchè La parola più lunga
    Sotto l’esistenza esterna
    Trovasi infatti un esempio
    Cioè, una resistenza
    Incerta.

    Dimmi di più, dimmi di sì, di no…
    Su di noi lo scontro
    Sofferto, dal petto che brucia
    Esci la mia paura e La tenerezza…
    Un segreto mai detto.

    Discreto come lui
    Non ne ho scritto più di un verso,
    Di certo che l’ho fatto per me
    Ma perchè?

    Alzato ai monti
    Come si diceva, un Desiderio
    Davanti quartiere Lumbo
    Un rumore di fondo
    Davano le ali al vetro

    E sin venuto l’insuccesso
    Era trascorso l’autunno
    Mentre gridavano gli ucceli
    “Sei tu il numero uno”
    – E vogliono lo zero… poi seguivano

    Caduti gli anni dalle grondaie
    Incrinate, poveri scopritori…
    Eravamo noi i secondari
    Dove nemmeno i primi erano
    Pronti a sopportare
    Così Il dolore!

    Venivano le tende, a volte…
    Scivolate e vertiginose
    Verso le fessure del tempo

    – “Hai visto tutto, uccellino…
    Adesso fategli un riscontro,
    un fischio nel cielo,
    oppure un salto cieco… qualcosa!
    Ma sincero.”

    Vi vocês, passando

    Tradução: Bia Mies (@bia-mies)

    Onde é que me esconderei?
    Onde reconhecer-me-ei?
    Já não há vínculo
    Além da gentileza do absoluto nada agir
    Carente de
    Escolha, uma.

    Emergiria beleza qualquer do poema
    Não fosse eu a escrevê-lo, a si
    Vindo do homem que vi bra vazio
    Enfim, entregue-me de prontidão!
    Que ainda consigo tornar-me…
    Aflito

    Oclusa é a sombra por
    Enroscar-se à janela
    E porquanto a palavra mais longilínea
    Censurada pela existência externa
    Depara-se fatalmente frente ao modelo
    Quem sabe, brio
    Indefinido.

    Entoe-me além, diga-me sim, quiçá não
    Sobre nós contrastantemente
    Sofrido, ardendo-me o peito
    Desvaneço-me em temores
    Em ternura…
    Um segredo sequer confabulado.

    Prudente tal qual
    Não me atrevi além de um verso
    Convenço-me enfim, escrevi a mim
    Entretanto… por quê?

    Falido, levanto-me
    Como dizem, ambicionado
    À frente: os limites de Lumbo
    Rumores, logo ao fundo
    Asas conjuradas ao vidro

    Atrevido achega-se, pois, o fracasso
    Recuado o outono
    No mesmo passo grasnam, a mim,
    os pássaros
    “És único, oh, número mono”
    — Querem doravante o não-dito… e
    então, seguem

    Escorridos se vão, calha abaixo, os anos
    Falhada aos furos, modestos desbravadores
    Éramos os de em seguida
    Onde sequer os pioneiros
    Prontos estiveram a suportar
    Assim tamanha dor!

    Descortina vam-se, vez em quando
    Tecidos esvoaçantes e vertiginosos
    Rumo às frestas do tempo

    Agora plana: entrega-lhes o perdão
    migratório
    Um pio-canto; verso em céu
    Ouse além, numa queda cega, livre…
    tanto faz!
    — sin-cero”.

    Ao retornar – ninho para onde mingo …
    Ao meio-dia invernil
    É cedo.
    E se não me extingo…

    Assim me restam as plumas
    Vestindo a luz
    De um intento Eterno.

    É cedo.
    E se não me extingo…

    Assim me restam as plumas
    Vestindo a luz

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