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Poesias de 1 a 99
Poema #09: Exercício para um ausente
Falemos da esperança.Sim, da velha andançaDa chuvosa lembrançaOnde te sondavas. Vamos, falemos em novidade.Digamos que vai tudo indo, sim.Lá fora, diga que, ao todo, te aquietasFora tempo de espera. E te lembravas. Este, foi-se?Não soubera.Tentaste um rumo, fostes sem manualSem estradas, fostes sem-terra. Pois que era
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Poema #08: Alteridade
Este que vos premeditaDevia dizer-lhes algoMas o profundo que é o serenoMais errôneo que o acaso tornou-se Então dizes ao papel:Das tuas palavras fizestesDe pouco caso;Que se bastasse um punhado‘Inda que só coubesse o que lhe atava. Sonoridade tal das águas já lhes assoavamOs cascos empoeirados da vigíliaE tu sonhastes
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Poema #07: Parado há duas horas
Estou parado há duas horas.Já fui de um lado a outroFui de esquina a esquinaPercorri cada quadrado de chão. É que me cansaram as pernasEntão deixei-me aqui.Por um lado parece-me um tanto sagrado,De outro, nefasto e ridículo. É que andei tanto que já não tenho por onde ir.Cumprimenta-me o passo do outroQue por um lado a
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Li ho visto passare
Dove mi nasconderò?Dove mi sentirò?L’appartenenza non è piùChe la gentilezza Di far nullaSenzaUna scelta. Il poema sarebbe belloSe non fossi ioA scrivirtelo,Dall’uomo che suona zeroInsomma, dammelo subito!Che poi riesco a diventare…Ansito. Chiusa è l’ombra poiché si èavvolta alla finestrae finchè La parola più lu
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Poema #06: De tudo o que não sei dizer
Se te olhasse de novo, te perceberiaSe eu soubesse enxergar, ah, se soubesse…Quão terrivelmente felizesSeriam meus dias Temo não saber o depois.Pois quem nunca se perguntou…“E agora, o que vem”? Deixo vir.Mas temo…Não saber receber. Temo a teima de não saberSer para saber.Temo ter de temer, e temer…E não viver outra co
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Poema #05: Não É Aqui, Mas Perto
Estou debruçadosob a fagulha do instante.Me distorço enquanto crioa ilusão de um esboço para algoque sequer sei o quê. Ouso um salto, um pêndulo.Giro de cá e de lá.Laço-me à vertente de um vértice,dobro os olhares e os reviro, o sintoma.Tu, que me devoraste. A vertigem do hoje faz horaHá tempo… Apressa-te, que o passo
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Poema #04: Sujeito Itinerário
Sentar-se à varanda e deliciar-se com aspassadas, dos sons da cidade,com a corrente inóspita do tempo… Ao silêncio de um lago turvoque se desdobra,sobre as luzes que escapam, e a vida queexiste… como que omundo as retirasse de si. E notar as ondas eternas das horasque mergulham sob a vastidãode um verso transitór
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Poema #03: PRESSÁGIO
Vê onde há dor,vá onde se avista,doa o que não se pede,perca o que não se dói. Foi o que não se via,viu o que não se achava,trouxe o que não devia,deveu o que não se tinha. “Terei onde ser um outro,verei o que há de novo”,tentou ser tudo que tinhaviveu feito vivo-morto. “Saudade é da liberdade”,
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Poema #02: Trinta e sete tonais de tinta
Foram precisos tantose tais quais tonaisde tons entonadosde tamanho eternoe com ternura tal.. Teria tido euum tempo ao qualtenro, turvo, talho,traços de tinta em rabiscos e tirando tudo de trás…teria eu tentado? Se tentei foi por tentar.Tirava tudo o que me trazia,talvez até mais…onde coubesse tanto. Traste! – te
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Poema #01: A Viagem
A gente corre e esqueceO tempo aquece, escorreSe a vida dança, eu rioSe a vida flui, eu sambo De lá eu vejo, sintoDe longe eu peço, e ficoDa rua, a terra, o transeA moita, espreita, um tanto Eu tive sede e sonhoVivi a luz, a sombraTimbrei um brado, um tintoUm feixe aceso, o sangueDa lua negra, um gritoAfresco a palo se
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