
Poesias de 1 a 99
Poema #08: Alteridade
Este que vos premedita
Devia dizer-lhes algo
Mas o profundo que é o sereno
Mais errôneo que o acaso tornou-se
Então dizes ao papel:
Das tuas palavras fizestes
De pouco caso;
Que se bastasse um punhado
‘Inda que só coubesse o que lhe atava.
Sonoridade tal das águas já lhes assoavam
Os cascos empoeirados da vigília
E tu sonhastes teu atraso…
O não que dizes é certeiro
Ressoa pra longe, bem longe se estende.
Caronas apanhas; onde te encontras?
Ao retorno te encostas
De onde trazes teu perdão e tua luta.
A complacência sempre ouve teu discurso
E a vergonha nunca toma tua teima.
É que de verdade, amigo, lhe juro
Veneno bom fizestes, em fatos,
Contigo ninguém pode;
Comigo, jamais pude.























