
Poema #04: Toma uma xícara de café comigo?
Tempo, tempo.. passe logo, mas com calma!
Para que a pressa?
se preciso, eu, mais que vitaminas,
do alimento para o viço que reflete-me,
[interna] e inteiramente?
Que eu possa deleitar-me com o calor azul
da caligrafia inexistente no papel que cheira a delírio
Eis-me inteira,
num instante errante,
naufragada no suor de
não pertencer.
Cá estou.
Inexpressiva no sorriso mais verdadeiro.
Bate-me o peito em um não positivo.
Eis me aqui. Intacta.
Tempo, tempo…
por que não fica para o café?
Uma xícara, a água borbulha sobre o fogo…
Fique, tempo! Me aceite.
Tempo, tempo, tempo…
passe logo, passe aqui, mas com alma!
Que nossas pegadas sejam uma,
ao sabor do que se apaga
ao espreguiçar das ondas sobre a areia
ao primeiro raio de sol
Fique.
faça de mim sua, senz’altro.
Te espero
Tempo, tempo…























