Poesias de 1 a 99

Li ho visto passare

Dove mi nasconderò?
Dove mi sentirò?
L’appartenenza non è più
Che la gentileza
Di far nulla Senza
Una scelta.

Il poema sarebbe bello
Se non fossi io
A scrivirtelo,
Dall’uomo che suona zero
Insomma, dammelo subito!
Che poi riesco a diventare…
Ansito

Chiusa è
l’ombra poiché si è
avvolta alla finestra
e finchè La parola più lunga
Sotto l’esistenza esterna
Trovasi infatti un esempio
Cioè, una resistenza
Incerta.

Dimmi di più, dimmi di sì, di no…
Su di noi lo scontro
Sofferto, dal petto che brucia
Esci la mia paura e La tenerezza…
Un segreto mai detto.

Discreto come lui
Non ne ho scritto più di un verso,
Di certo che l’ho fatto per me
Ma perchè?

Alzato ai monti
Come si diceva, un Desiderio
Davanti quartiere Lumbo
Un rumore di fondo
Davano le ali al vetro

E sin venuto l’insuccesso
Era trascorso l’autunno
Mentre gridavano gli ucceli
“Sei tu il numero uno”
– E vogliono lo zero… poi seguivano

Caduti gli anni dalle grondaie
Incrinate, poveri scopritori…
Eravamo noi i secondari
Dove nemmeno i primi erano
Pronti a sopportare
Così Il dolore!

Venivano le tende, a volte…
Scivolate e vertiginose
Verso le fessure del tempo

– “Hai visto tutto, uccellino…
Adesso fategli un riscontro,
un fischio nel cielo,
oppure un salto cieco… qualcosa!
Ma sincero.”

Vi vocês, passando

Tradução: Bia Mies (@bia-mies)

Onde é que me esconderei?
Onde reconhecer-me-ei?
Já não há vínculo
Além da gentileza do absoluto nada agir
Carente de
Escolha, uma.

Emergiria beleza qualquer do poema
Não fosse eu a escrevê-lo, a si
Vindo do homem que vi bra vazio
Enfim, entregue-me de prontidão!
Que ainda consigo tornar-me…
Aflito

Oclusa é a sombra por
Enroscar-se à janela
E porquanto a palavra mais longilínea
Censurada pela existência externa
Depara-se fatalmente frente ao modelo
Quem sabe, brio
Indefinido.

Entoe-me além, diga-me sim, quiçá não
Sobre nós contrastantemente
Sofrido, ardendo-me o peito
Desvaneço-me em temores
Em ternura…
Um segredo sequer confabulado.

Prudente tal qual
Não me atrevi além de um verso
Convenço-me enfim, escrevi a mim
Entretanto… por quê?

Falido, levanto-me
Como dizem, ambicionado
À frente: os limites de Lumbo
Rumores, logo ao fundo
Asas conjuradas ao vidro

Atrevido achega-se, pois, o fracasso
Recuado o outono
No mesmo passo grasnam, a mim,
os pássaros
“És único, oh, número mono”
— Querem doravante o não-dito… e
então, seguem

Escorridos se vão, calha abaixo, os anos
Falhada aos furos, modestos desbravadores
Éramos os de em seguida
Onde sequer os pioneiros
Prontos estiveram a suportar
Assim tamanha dor!

Descortina vam-se, vez em quando
Tecidos esvoaçantes e vertiginosos
Rumo às frestas do tempo

Agora plana: entrega-lhes o perdão
migratório
Um pio-canto; verso em céu
Ouse além, numa queda cega, livre…
tanto faz!
— sin-cero”.

Ao retornar – ninho para onde mingo …
Ao meio-dia invernil
É cedo.
E se não me extingo…

Assim me restam as plumas
Vestindo a luz
De um intento Eterno.

É cedo.
E se não me extingo…

Assim me restam as plumas
Vestindo a luz

Pedro D’Ambrosio

Pedro D’Ambrosio é ítalo-brasileiro, artista independente e assistente jurídico, atualmente habitando o interior do norte fluminense (RJ). Escreve entre a inquietação do pensamento e a delicadeza da forma, explorando temas como linguagem, existência, silêncio e travessia. Seu trabalho se movimenta entre a filosofia, a poesia, a música e a arte como gesto. É Licenciando em Filosofia pela UNINTER e também Bacharelando em Direito pela Universidade Candido Mendes, mas é no espaço sensível das ideias e das criações que constrói sua estrada. Fala inglês e italiano, e além da escrita, encontra nas viagens e no montanhismo experiências de escuta e abertura ao mundo.

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