
As voltas que o mundo dá
Cada dia mais me convenço de que o universo se comunica com a humanidade por sinais sutis e precisos. Essa linguagem delicada costuma ser nomeada, por muitos de nós, como coincidência ou intuição. Eu, de minha parte, acredito tratar-se de um idioma ancestral, com o qual perdemos o contato, há muito tempo, mas permanece cifrado no nosso íntimo. Vez por outra, algo reconecta a sintonia perdida e decodifica a mensagem. Exemplo disso aconteceu hoje: estava me preparando para escrever essa crônica, cujo tema seria a importância de se estabelecer limites na relação eu/outro para preservação da saúde mental, quando me deparei com a notícia de que a terra ultrapassou 7 dos 9 limites planetários necessários à manutenção do equilíbrio ambiental no planeta. Coincidência? Com certeza, não! Certamente, foi um sinal do universo para quem precisa refletir. Vou fazer uma tradução livre da situação do planeta e vamos ver quem de nós se identifica:
Por mais que oferte o meu melhor com empenho, me desdobre para atender às necessidades e expectativas dos que me cercam, trabalhe exaustivamente para garantir amparo e proteção aos que amo, sem reclamar vantagens ou prioridade, cedendo quase sempre a minha vez, sem deixar faltar nada para ninguém, no final do dia, me sinto só. Sem cuidado, afago ou reconhecimento.
Eu preciso aprender a dar limites aos outros e valor a mim.













