
Breve encontro
Hoje, por acaso, tropecei no passado. Um banco de madeira, daqueles que encontramos nas pracinhas, a sombra de uma árvore de flores amarelas e a brisa suave de um fim de tarde me levaram à infância. Lá encontrei minha inocência, o castelo suntuoso dos meus sonhos, a paz de saber-me neta da minha avó e todas as garantias de amparo advindas dessa benção.
Bolas de sabão sopradas ao vento pela menina de vestido floral faziam ecoar no tempo as gargalhadas da minha meninice.
Ali eu me senti tão eu…tão tenra, tão solta… merecia ter permanecido aconchegada no colo da ingenuidade por toda a juventude. Mas amadurecer exige experiência com espinhos que, se não cortam profundamente, arranham o belo rosto da inocência. Contudo, a vida adulta tem seus unguentos. A maioria deles mora na amizade.
Que lindeza sentir o abraço de quem nos quer bem, o apoio daqueles que chamamos de pares.
Beijei o passado e voltei sorrindo para o presente.
A pureza ficou lá nos tempos idos, mas veio comigo em seu lugar a esperança, essa menina travessa e cheia de planos.
Salve o agora e todas as suas possibilidades.














Que lindo!
Que lindo!
Salve!