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  • abr- 2025 -
    5 abril

    Por isso escrevo – parte II

    Estou revisitando meus contos, crônicas e estudos sobre escrita criativa. De vez em quando, tenho rompantes de “chefe”. Deve ser coisa do hábito — afinal, diz o ditado popular “o uso do cachimbo entorta a boca.”  Durante anos, fui supervisora na repartição ond

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  • 4 abril

    Maria Lattes

    Eu tenho uma amiga que é Maria Lattes. Não, ela não é parente do Cesar Lattes, físico e prêmio Nobel ainda não reconhecido, e que dá nome ao serviço do CNPq que registra a vida acadêmica e profissional de pesquisadores e estudantes. Não sabe o que é CNPq? Pesq

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  • 3 abril

    O homem da casa

    Eduardo acorda cedo e, como de costume, não faz a cama. Não tem de se trocar, dormiu de roupa. Toma um café preto e ralo e sai de casa tremendo de frio. Não calçou o Nike, preferiu o sapato velho, já que sabia bem aonde tinha de ir. Como companhia, um cajado p

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  • 3 abril

    A maldição suspensa sobre a história!

    Nosso mundo altivo com defeitos e qualidades, ainda é o único lugar que possuímos pra ficar e respirar normalmente.   Por isso não é possível aceitar um bebê fujão que foi devolvido para a barriga da mamãe, porque achou esse lugar horrível, sendo nec

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  • 2 abril

    O umbigo de Faustino

    Dentre todas as anomalias enfrentadas no consultório durante esses trinta e seis anos, a mais estranha foi a de Faustino. Jamais encontrei alguma lógica no seu transtorno, nem sequer cheguei a compreender o processo de cura. Um caso realmente complexo e sem re

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  • 1 abril

    A coleira do cão e a coleira do homem

    Um homem de “maus bofes” passeia pela rua com seu cachorro de estimação que, apesar do jeito ranzinza do seu dono, vai caminhando ao lado dele alegre, saltitante, interessado, bem mais que o seu dono, nas alegrias do mundo. A alegria do cachorrinho

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  • mar- 2025 -
    31 março

    Poema #17 – CORPO

    foi precisoque eu fosseenvelhecendopara entender(em parte) oerotismo tardionos poemas deDrummond. é que precisamosir perdendo parapoder reconquistar.é preciso ir morrendopra aprender a gostarda vida e tentar(quando não é mais possível)usufruir da beleza da águ

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  • 30 março

    pausas: cotidiano em . p.o.n.t.o.s .

    Bateu. O passarinho no vidro imóvel do topo da porta da varanda. Reflexo de algo ou transparência que não parecia obstáculo? Não se sabe. O barulho foi intenso e assustou a menina, que estava naquela casa, sozinha com seu cachorro. Ambos prestaram atenção, ale

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  • 30 março

    O BICHO LIXO

    As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco. Assim termina A revolução dos bichos, brilhante livro de George Orwell. An

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  • 30 março

    Direto ao ponto

    Falta de objetividade é uma característica, no mínimo, enervante! Ela se manifesta de várias formas, em diferentes situações, e não é típica do avanço da idade, muito menos da falta de capacidade intelectual. Como diriam os advogados em suas argumentações, sen

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  • 29 março

    PODRES PALAVRAS

    Elas não constam de glossários de expressões chulas. Não podem ser categorizadas morfologicamente. Têm em comum apenas a repulsão que provocam, por mais subjetiva e arbitrária que seja essa agregação. São repugnantes por natureza. Trazem o signo do horror em s

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  • 29 março

    Alguém mais a viu por aí?

    Estou convencida de que a felicidade, aquela menina nada popular e tão cobiçada por nós, é fruto de uma disponibilidade interna para o bom estado de espírito. A menina parece acompanhar somente os que desfrutam de uma inclinação nata para viver no agora ou os

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  • 29 março

    Por isso, escrevo

    Aprender sobre literatura faz parte do meu dia a dia. Aposentei-me após trinta e cinco anos como servidora pública. Trabalhei mais cinco anos nessa condição, até decidir que era hora de dar espaço ao novo. Mas que novo? Os jovens que me substituiriam no trabal

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  • 28 março

    Considerações de véspera sobre a véspera

    Véspera. Do latim vesperae. A tarde, ao cerrar da noite. Poeticamente, ao encerrar um ciclo solar. Dos pequenos, claro. Deriva também de Vésper, a estrela que não é estrela, visível a olho nu quando a tarde cai. Véspera é o território preferencial da ansiedade

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  • 28 março

    Vida e tempo

    Outrora as pessoas morriam mais cedo e nem assim deixavam de fazer as obras que poderiam notabilizá-las. Parece que a consciência da brevidade da vida levava-as a intensificar seu trabalho. Era como se, intuitivamente, soubessem que não tinham tempo a perder.

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  • 27 março

    Disputa

    Não é sempre que acontece, só às vezes, quando aquilo que o Camarão traz não é suficiente para dividir entre os dois. Eliseu e Célia primeiro ficam nervosos como bichos famintos dentro de uma jaula. Amaldiçoam o Camarão, a mãe dele e toda a família. Que morram

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  • 25 março

    A Chuva

    Gotas esparsas trouxeram o chuvisco e fizeram subir um cheiro bom de terra molhada. A chuva anunciou sua chegada e pôs para correr quem estava distraído. A grama continuou seca e marrom, as plantas mantinham as folhas encolhidas pela desidratação, e uma leve b

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  • 24 março

    Poema #16 – Convidados

    Da janela da casa onde moroaguardo a chegada de algunsamigos para a festa deaniversário. Nada se move, exceto a minhasombra na varanda, vazada deangústia, silêncio e noite. Fecho as janelas da casaonde moro e ainda douuma última olhada atravésdas frestas da ve

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  • 23 março

    Sei lá… a vida tem sempre razão

    É no cair do sol que nossa leitura da vida insiste em revisitar páginas passadas. Ali, contemplando a luz que se esvai, as lembranças faíscam e, por alguns instantes, pincelam nosso tecido afetivo com novas tonalidades. As dobras cinzentas das amarguras que em

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  • 23 março

    Quando o tempo para: instantes de giz e asas

    “O mundo não está para a paciência. Mas a paciência está para o nosso bom desenvolvimento humano”. Assim, de costas, com o velho e conhecido giz branco em punho, desenhando símbolos e números e letras contra uma lousa verde, a professora Vida passa

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  • 23 março

    Crônicas, Filmes e Fotos

    Em Crônicas sobre uma foto falei sobre o tempo, falei um pouco do passado, falei de memória. Tomei emprestado um verso do grande Manuel Bandeira, “…tempos de eu-menino…” E, também, tomei por empréstimo Pasárgada. Mas o poeta há de entender. Retirei

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  • 22 março

    Dia sim, dia não

    Seria pouco honesto dizer que Shirley não tentou caber na mesmice dos dias. Todos somos testemunhas de sua dedicação: levava o cachorro na rua, duas a três vezes, o filho na escola, no futebol, na explicadora, fazia mercado, voltava de lá com os braços lotados

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  • 22 março

    Precisamos falar sobre Elon

    “Se um macaco acumulasse mais bananas do que pudesse comer, enquanto os outros macacos morressem de fome, os cientistas estudariam aquele macaco para descobrir o que diabos estaria acontecendo com ele. Quando os humanos fazem isso, nós os colocamos na capa da

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  • 22 março

    Outono, bem-vindo!

    O outono chegou, espalhando seu tapete de petalas de flores pelas ruas e enchendo o ar com um frescor renovador. Hoje é o primeiro dia dessa estação que sempre me traz simbologias e memórias. Que época maravilhosa! O poeta Carlos Drummond de Andrade enalteceu

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  • 21 março

    Terrores infantis

    Penso que as mais intensas lembranças da infância são marcadas pelo que dá medo. Existem as de aniversário, viagens, reuniões em família, e todas constituem um repertório gratificante que nos faz ter saudades do tempo em que éramos guris. Mas elas não se impri

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  • 21 março

    Cry me a river

    Se você de repente descobrir que se perdeu de mim, não sofra muito. Ou ao menos faça como eu e tente não sofrer muito. A falta da presença minimamente incomoda e honestamente se não conseguir tudo bem porque eu mesmo nem sei se isso é possível. Mas sei que se

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  • 20 março

    Confundir e preencher os olhos!

    Movimentos sociais levam décadas para implantar suas regras e conceitos prodigiosos, que por vezes chegam às raias do lamentável.  As atividades culturais se diferem no tempo durante seu processo de maturação, tornando-se belos quadros sociais para serem

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  • 20 março

    Dois homens bons e generosos

    João Alfredo colhe a cada final de semana as verduras e legumes que semeia. Sua horta é cuidada com esmero, o solo é fértil e o produto de seu trabalho é considerado o melhor do povoado. A barraca que tem na feira é concorrida, todos apreciam sua colheita. Com

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  • 19 março

    O seleto grupo dos iluminados

    Há poucos dias finalmente descobri o meu lugar no mundo. Depois de vagar entre planaltos e ribanceiras por anos e anos, depois de me notar perdido, ansioso e angustiado, tive, por fim, a revelação. Foi um instante daqueles em que o coração não acelera porque s

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  • 17 março

    Poema #15 – EUTANÁSIA

    . Sob uma chuva de outubroo germe penetrouno solo árido de mim,onde as emoções se resguardavam. Mas o sol e o raciocíniodos meses subsequentesatrofiaram o germe ávidoque havia trazido o amor. E foram tantos os desencontrosdo clima naquele anoque a meteorologia

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