Crônicas

  • jun- 2025 -
    29 junho

    Os Jardins de Áurea

    O ambiente cheirava a alfazema, misturada ao odor morno da roupa de cama recém-trocada, que aguardava no cesto para ser levada à lavanderia. Do lado de fora, um beija-flor pairava diante da janela, como se buscasse algo que havia perdido. Áurea já estava pront

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  • 28 junho

    Sobre viver em tempos bárbaros

    Acesso a internet e me deparo com o genocídio em Gaza, o ataque de Israel ao Irã, outra demonstração do exibicionismo doentio dos EUA e o descaso da Indonésia com a nossa menina brasileira. Respiro um ar rarefeito. Falta saliva para deglutir todo esse horror.

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  • 28 junho

    O Poema da Crônica

    Neste final de semana, chega ao fim meu descanso ou férias de inverno em Salvador. Como assim, férias, se sou aposentada? Ah, mas férias não significam apenas pausa do trabalho ou dos estudos. Recesso, férias, repouso, trégua, ou algo similar pode ser o deslig

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  • 28 junho

    ORDEM, PROGRESSO E… AMOR

    “O amor vem por princípio, a ordem por base / O progresso é que deve vir por fim / Desprezastes esta lei de Auguste Comte / E fostes ser feliz longe de mim” (POSITIVISMO, Noel Rosa e Orestes Barbosa) Bandeiras são símbolos que remetem à identidade de uma nação

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  • 27 junho

    Crepúsculo da bruxa

    A chuva forte não convidava a sair. Em outros tempos era o momento de dar uma ajeitadinha no visual, montar na vassoura e voar pelo mundo. Agora não. A vassoura está ali mas a confiança em subir nela desapareceu. Ou melhor, está adormecida. Não é de hoje que e

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  • 27 junho

    O verso e seu inverso

    Frequentemente, uma leitura puxa a outra e acabamos em um fim diverso do que planejamos. Foi assim que caí em Massaud Moisés. Melhor, na sua obra A criação literária, que, há um bom tempo, aguardava na estante o meu retorno. Procurando ser uma introdução ao es

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  • 26 junho

    Ao final de tanto!

    No teatro Pantomima presenciamos uma apresentação onde metade do sentido da obra surge através dos gestos dos atores. A outra metade, você mesmo cria a seu bel-prazer.  Em sua mente pode aparecer uma cena de horror quando seus dias estão carregados, ou um

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  • 25 junho

    Temístocles, a filosofia e o ônibus

    Por muitos anos Temístocles esperou o ônibus na mesma parada, bem perto da sua casa. O ônibus passava pontualmente, às 7h17, e o levava para a escola. Aos amigos ele contava qual curso faria na Universidade. Tinha planos, como todo jovem sonhador, um tanto bob

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  • 24 junho

    O porteiro que era dono de uma ilha de livros

    No trabalho, ele anotava placas e nomes de pessoas. Na hora do almoço, abria livros. Porteiro da Praia do Forte, na Bahia, dono de uma ilha de livros, guardião de entradas e saídas. E, sem que ninguém desconfiasse, dono também de uma ilha de livros. Começou qu

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  • 22 junho

    Dois cafés e um canto de bar

    Engraçado perceber como, com o passar do tempo, o ser humano perde alguns centímetros de altura; não é somente pela coluna que enverga para aqueles que não se exercitam. Mas há um efeito mais profundo da pressão da gravidade no tamanho dos idosos. Há um bom te

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  • 22 junho

    Crônica para Cronistas

    Você que faz crônicas, que olha para a rua, para os rostos, sente o vento e insinua um parágrafo… Você que, no banco de uma praça ou em uma calçada, vê o movimento da vida e escreve… Você sabe o peso de uma crônica? Escrever crônicas é traduzir o c

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  • 22 junho

    Bandeira branca

    Chega um momento na vida em que é melhor hastear a bandeira branca e desistir de certas lutas. Insistir em batalhas perdidas só serve para agigantar o inimigo que vive dentro de nós. É tempo de revisitar as bases que um dia abandonamos por medo ou fraqueza — e

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  • 21 junho

    Algoz Ritmo

    Esqueça o tempo em que você era explorado pelos patrões e tinha de brigar por seus direitos. Precisava se filiar a anacrônicos sindicatos, contar com um Estado falido e ineficiente e políticos corruptos para que suas condições de vida pudessem ser melhoradas.

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  • 21 junho

    Modo Economia de Energia

    Vamos falar de bateria social? Para mim, está cada vez mais difícil não prestar atenção, calibrar, recarregar ou mesmo optar se devo usar essa tal ferramenta. Todos os dias eu percebo o quanto ela está se tornando indispensável e necessária em nossas vidas. Em

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  • 21 junho

    Paratatá

    A experiência de não ser entendido, tampouco entender o que o outro diz, é de uma angústia visceral. Isso acontece, mais rotineiramente, nas desavenças, nos mal-entendidos, no ciúme, mas refiro-me, aqui, à vivência de estar num país de outra língua que não arr

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  • 19 junho

    Bilhete Premiado!

    Ficamos mais próximos de nós mesmos nesses últimos anos, foi inevitável o isolamento e descuido em relação aos outros, porém, crescemos sobre maneira evitando por vezes um desespero sem volta.  Os melhores estão aqui, os mais fortes e preparados se safara

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  • 15 junho

    [com]penetrante:

    Convencer-se profundamente sobre algo; Concentrar-se intensamente em algo. […] Quantas toneladas de cimento erguem-se do solo em direção ao céu, na cinza e tão loquaz São Paulo? Quanto de densidade vital se esfarela nas sombras penetradas por passos, sapatos,

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  • 15 junho

    Melhor não rir na sexta…

    Todo mundo conhece aquela velha metáfora do copo: meio cheio ou meio vazio. Virou referência clássica para distinguir os otimistas dos pessimistas. Basta um gole de convivência em família ou entre amigos para perceber quem vê a vida com espuma no topo e quem e

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  • 14 junho

    Namoro Fake

    Foi amor à primeira vista! Mas aqui já cabe uma dúvida: tem como não ser assim? Pensei, repensei, e concluí que talvez o amor, esse danado, só se instale quando é fulminante. Ou, pelo menos, quando nos parece inevitável. Amor precisa de sujeito. Ele pode ser f

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  • 12 junho

    Trama subjetiva nas mentes!

    O poder político mantém certas ideias para gerir uma nação, desenha caminhos fartos de opções no cotidiano do povo, que está a espera de sua colaboração e sustento.  O poder da biologia carrega em suas raízes a capacidade de escrever a data de seu velório

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  • 11 junho

    O último reduto da boa prosa

    O último reduto da boa prosa é o bar. E quem discorda é clubista, é demagogo, é coach dos bem mequetrefes. Não adianta procurar argumentos contrários. O último reduto da boa prosa é o bar. E ponto. Simples assim. Sejamos razoáveis, em que lugar ainda encontram

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  • 8 junho

    A beleza do mundo, hein, tá no Gantois!

    Amanheceu e Janaina, cantarolando Dorival Caymmi, se preparou para mais um dia de trabalho na entrada do Casa Espiritual do Gantois. Mais que depressa, arrumou a cesta com os alimentos responsáveis pela manutenção da energia dos orixás e que servem de caminho

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  • 7 junho

    Tempo de ler devagar

    “A comparação envolve confrontar a sua vida, ou um aspecto dela, com a de outra pessoa, procurando pontos de semelhança ou diferença.” Fui ao Aurélio em busca do significado exato da palavra comparar. Que bom que tive essa preocupação. Fiquei aliviada com a de

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  • 7 junho

    O silêncio dos culpados

    “Cauby cantando “camarim”, Orlando “faixa de cetim”, Milton, “o que será” e Dalva, “poeira do chão”. Melhor do que isso, só mesmo o silêncio. E melhor do que o silêncio, só João” (Caetano Veloso, “Prá Ninguém”) O

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  • 7 junho

    Férias de mim

    O poeta já disse que viajar é trocar a roupa da alma. Concordo! Aliás, no meu caso, creio que troco a pele da alma. Nunca retorno do jeito que fui. Algo sempre vem incrustado na derme: impressões, vivências, descobertas, perrengues, sorrisos. A experiência de

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  • 6 junho

    Viver é melhor que sonhar

    Viver é melhor que sonhar. É do Belchior e está na belíssima canção “Como nossos pais”. A letra é um primor e acredito que as leitoras e leitores – sei que são poucos rsrs – que eventualmente se aventuram em ler o que eu escrevo têm idade para conhecer a letra

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  • 5 junho

    Os imitadores

    São excelentes na arte de fingir que vivem e que respiram como nós. Imitam com tanta perfeição os movimentos humanos, que só a constante e mecânica repetição de gestos e olhares os denunciam como bonecos de palha. Homens, mulheres e crianças vagam pelas ruas e

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  • 5 junho

    Ao final de tanto!

    No teatro Pantomima presenciamos uma apresentação onde metade do sentido da obra surge através dos gestos dos atores. A outra metade, você mesmo cria a seu bel-prazer.  Em sua mente pode aparecer uma cena de horror quando seus dias estão carregados, ou um

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  • 1 junho

    Gestuais domingueiros

    Inequívoco: É pleno e gélido outono, o sol perpassa a concentração de nuvens brancas, total unificação de cor, reflexo intacto da luz no rebatedor que se faz teto do dia. Olívia espreguiça e se deixa ficar, é domingo, ela pode ser toda preguiça. O amanhecer ve

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  • 1 junho

    Ladrões de tempo

    Há um instante na vida — e ele chega sem avisar — em que o elástico do tempo começa a encolher. A gente passa tanto tempo acreditando que ele se estica infinitamente, que leva um susto ao perceber que a ponta já está ali, bem mais próxima do que parecia. Para

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