Crônicas

  • nov- 2025 -
    22 novembro

    Pena de vida

    “Sou a favor da pena de vida, se o sujeito cagou, pisou na bola, tem que resolver aqui, não pode sair fora” (Pedro Luís e a Parede) É assustadora a frequência com que ocorrem nos EUA massacres perpetrados por armas de fogo em escolas, que deveriam ser ambiente

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  • 21 novembro

    Página virada

    Virar na vida uma página é mostrar atitude. Existem páginas mais pesadas, outras que quase se rasgam no manuseio e aquelas que praticamente pedem para ser viradas. Mas tenha certeza que na vida sempre há alguma página a ser virada. Quer você queira, quer não.

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  • 20 novembro

    Avis rara!

    O filme Maestro com Bradley Cooper traz a história de Leonard Bernstein às telas mundiais, que foi o gênio da regência dos anos 1950 a 1990. É uma oportunidade de conhecer e entender por que Bernstein sempre foi o centro das atenções em qualquer reunião, e de

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  • 18 novembro

    A guerra íntima de todo leitor

    Quando ia escrever seus livros, o escritor Moacyr Scliar aproveitava, como dizia nas entrevistas, os intervalos da vida: a poltrona de um avião, a palestra do fulano, o aeroporto — qualquer brecha que, entre um compromisso e outro, a rotina oferecesse. Para nó

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  • 16 novembro

    Presença de Espírito: Pena que Não Vem com Manual

    Sabe aquela habilidade de reagir rápido, com graça, esperteza e a frase perfeita? Pois é… não veio no meu pacote. Diante de situações inesperadas, viro uma estátua com sorriso de paisagem. Meia hora depois, claro, surgem respostas brilhantes — todas atrasadas,

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  • 15 novembro

    Então é Natal!

    Faça a conta. Faça a compra. Faça a lista. Afinal, dentro de poucas semanas será Natal. “É apenas mais um”, dirá o jovem. “Talvez seja o último”, pensará o idoso. “Vou ter que gastar meu décimo terceiro”, pensa o pai. Ou a mãe. “O serviço vai dobrar”, lamentam

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  • 15 novembro

    A lei do retorno

    Eu sempre tive implicância com a segunda-feira. Para mim, segunda era igual a prima chata que a família faz questão de enaltecer na sua frente, porque é obediente e comportada, ou aquele irmão mais velho que serve de referência para tudo o que você não faz dir

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  • 14 novembro

    Toxidade a conta-gotas

    Sair da vida de alguém é uma decisão unilateral. Não há consulta nem aviso prévio. Às vezes, se o processo é lento, a outra pessoa percebe. Às vezes, não. Os motivos para a ruptura na convivência podem ser vários. O mais comum é dar um basta em uma relação tóx

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  • 13 novembro

    Caminho factível com prazer!

    A imagem dos demônios dos cristãos foi desenvolvida a partir da figura dos sátiros. Eles foram semideuses da Mitologia Grega e viveram como devassos, libertinos de carteirinha. A Bíblia sagrada costuma apresentar os sátiros como sinônimos de demônios, principa

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  • 11 novembro

    No fim sempre dá certo

    Engraçado: sou fã de carteirinha de muita gente séria e focada que vejo pelas ruas. Parece que, de tão preocupadas, vão resolver o problema da humanidade, todas as injustiças do mundo. Gente que não se distrai nunca, não perde tempo, não olha pro lado. Queria

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  • 9 novembro

    Uma pitada de sal, não basta

    É notório o saber de que o sal, numa casa, nunca acaba. O “nunca”, aqui, refere-se a um tempo deveras alongado. Em uso mais direto da nossa língua coloquial, eis o papo reto: quando o sal acaba, meu amigo… tu tá com um pepinão para descascar. Ninguém pede sal

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  • 9 novembro

    Pandora

    Certo dia resolvi organizar as fotos que ficavam naqueles albunzinhos que as Fotóticas da vida ofereciam junto com os filmes revelados, da época em que se revelava fotografia e colocava em álbuns. Foram guardados numa grande caixa, esperando o dia em que eu ia

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  • 8 novembro

    Nem sempre é céu de brigadeiro

    Passeando pelo Instagram e lendo as primeiras linhas daquelas matérias aleatórias, esbarrei em uma que capturou a minha atenção: um britânico de 52 anos, Malcolm Myatt, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) e perdeu a capacidade de sentir tristeza. Meu pr

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  • 8 novembro

    O Bairro Novo

    As calçadas são cinzas. Os muros também.  Opa! E as casas? Cinzas! E “harmonizam-se” com a cor preta e outros tons da mesma cor… Que moda é essa? Qual o guru da arquitetura moderna foi o precursor dessa escolha?  Sigo com o Google Maps aberto, como q

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  • 7 novembro

    Um Xamã para o meu piano

    Vou te contar o que vim fazer aqui. Faz algum tempo, uns meses já, que meu desempenho ao piano não avança. Estava muito preocupada em especial quando tentava executar “A Chegada da Rainha de Sabá”, de Handel. Pela sua cara nunca escutou, mas não tem problema é

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  • 7 novembro

    O tempo da praça

    Vários dos pedestres que percorrem aquela avenida, em meio ao tráfego acentuado e aos estabelecimentos comerciais, mal imaginam que, logo ali, há um espaço independente de toda essa atmosfera. Muito menos quem faz uso de automóveis; o vidro fechado isola o mot

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  • 6 novembro

    Embebida em éter!

    O engenheiro e capitão italiano, Agostino Ramelli (1531 – 1610), nasceu na comuna de Ponte Tresa, hoje um Cantão da Suíça. Ele viveu no ápice do Renascimento, e foi inventor de inúmeros mecanismos para fins militares. Na França, ele criou a “obra” que lhe deu

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  • 4 novembro

    Empadinhas de camarão

    O destino é meio brincalhão, vive tirando uma com a cara da gente — brinca de esconder, ora some completamente, ora se deixa achar de propósito, em todo caso, faz questão de lembrar quem é que dá as cartas. Nas últimas semanas, um desejo miúdo me tirava o soss

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  • 4 novembro

    De(i)vaga(R)ções sobre o surgimento de um novo líder no Morro(?) do Pau(?) da Bandeira – Sobre falar o óbvio(?)

    Brevíssimas considerações iniciais: Antes de iniciar esse texto, eu peço licença a você (leitor) para que possa fazer uma breve diferenciação semântica entre dois temos. Sei que a pressa dos dias atuais torna essa introdução chata, mas considero que esse movim

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  • 2 novembro

    Divagando

    Reza a lenda que quando os conquistadores espanhóis chegaram à América apresentaram-se montados em cavalos. Os nativos, que nunca tinham visto um animal assim, e muito menos armaduras reluzentes, enxergaram naquilo uma coisa só, meio homem, meio bicho de quatr

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  • 2 novembro

    Brotam, simplesmente: delírio carioca em câmera lenta

    Às vezes, as coisas das quais mais gostamos não são coisas, e sim, memórias. Esses resíduos de existência têm umas esquisitices amorfas, incorpóreas, como um ‘ar’ de vendedores ambulantes em engarrafamentos: apenas brotam. Do nada. Em função única

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  • 2 novembro

    Onde está Fênix?

    O final de semana prometia ser intenso. Depois de anos sem nos reunirmos, decidi chamar Roberto, Samanta e Maritza para a casa de praia. Oficialmente, discutiríamos os detalhes das comemorações de Natal. Mas, no fundo, eu queria testá-los — ver até onde cada u

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  • 2 novembro

    O Rio sangra

    “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar crianças, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar

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  • 1 novembro

    Pavê da vovó

    A receita era antiga e sua avó quando era viva nem lembrava mais sua origem. Talvez fosse portuguesa, talvez holandesa ou uma mistureba de influências. Mas assegurava que tinha aprendido ainda mocinha quando morava em Vassouras, no interior do estado do Rio. S

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  • 1 novembro

    Memória é pra quem pode

    Eu invejo as pessoas que conseguem lembrar de situações, cenas, casos que aconteceram há anos, sem titubear ou duvidar da veracidade dos fatos. Não sei que tipo de dom essas pessoas têm, mas é incrível observar a forma com que elas conseguem acessar o passado,

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  • out- 2025 -
    30 outubro

    A melancolia e a preguiça!

    O tataravô da sofrência foi Ludwig Van Beethoven, que bebia demais como consequência de seus devaneios emocionais, o que colaborou com a sua morte prematura.  A perda da audição não foi uma predisposição genética como alguns pensam, esse ainda é um mistér

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  • 28 outubro

    Almoço mineiro

    Quarta-feira. Meio-dia. Belo Horizonte está nublada, como uma cidade que acabou de sair do banho. Desço a Rua da Bahia, venho do Minas Tênis Clube, fazer algo que não vem ao caso. Atrás de mim está a Praça da Liberdade, com os bancos onde já se sentaram Paulo

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  • 26 outubro

    Por mais segundas-feiras e não sábados ensolarados

    É manhã de sábado, os raios de um dia ensolarado rasgam os tecidos da cortina e iluminam meu rosto adormecido. Há muito barulho de vida lá fora. Levanto com os pés quentes e sonhadores no piso frio, lembrete físico das tarefas ainda por fazer. Me espreguiço, l

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  • 26 outubro

    Desconfio que nasci pata. Pata pateta?

    Sabe aquela pessoa especialista em uma atividade, focada, perseverante, que se destaca pela alta performance? Não estou falando de quem nasceu com um dom divino — porque aí seria fácil dizer: se não foi abençoado, desista. Falo do ser comum que escolhe um cami

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  • 25 outubro

    A atemporalidade da dor

    Naquela manhã de sábado, um senhor de setenta e poucos anos acordou decidido a acabar com o tormento vivido nas últimas cinco décadas. Aquela vergonha entranhada nos poros, aquela humilhação cravada na mente, aquelas risadas de escárnio ecoando na lembrança, q

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