Crônicas

  • nov- 2025 -
    8 novembro

    Nem sempre é céu de brigadeiro

    Passeando pelo Instagram e lendo as primeiras linhas daquelas matérias aleatórias, esbarrei em uma que capturou a minha atenção: um britânico de 52 anos, Malcolm Myatt, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) e perdeu a capacidade de sentir tristeza. Meu pr

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  • 8 novembro

    O Bairro Novo

    As calçadas são cinzas. Os muros também.  Opa! E as casas? Cinzas! E “harmonizam-se” com a cor preta e outros tons da mesma cor… Que moda é essa? Qual o guru da arquitetura moderna foi o precursor dessa escolha?  Sigo com o Google Maps aberto, como q

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  • 7 novembro

    Um Xamã para o meu piano

    Vou te contar o que vim fazer aqui. Faz algum tempo, uns meses já, que meu desempenho ao piano não avança. Estava muito preocupada em especial quando tentava executar “A Chegada da Rainha de Sabá”, de Handel. Pela sua cara nunca escutou, mas não tem problema é

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  • 7 novembro

    O tempo da praça

    Vários dos pedestres que percorrem aquela avenida, em meio ao tráfego acentuado e aos estabelecimentos comerciais, mal imaginam que, logo ali, há um espaço independente de toda essa atmosfera. Muito menos quem faz uso de automóveis; o vidro fechado isola o mot

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  • 6 novembro

    Embebida em éter!

    O engenheiro e capitão italiano, Agostino Ramelli (1531 – 1610), nasceu na comuna de Ponte Tresa, hoje um Cantão da Suíça. Ele viveu no ápice do Renascimento, e foi inventor de inúmeros mecanismos para fins militares. Na França, ele criou a “obra” que lhe deu

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  • 4 novembro

    Empadinhas de camarão

    O destino é meio brincalhão, vive tirando uma com a cara da gente — brinca de esconder, ora some completamente, ora se deixa achar de propósito, em todo caso, faz questão de lembrar quem é que dá as cartas. Nas últimas semanas, um desejo miúdo me tirava o soss

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  • 4 novembro

    De(i)vaga(R)ções sobre o surgimento de um novo líder no Morro(?) do Pau(?) da Bandeira – Sobre falar o óbvio(?)

    Brevíssimas considerações iniciais: Antes de iniciar esse texto, eu peço licença a você (leitor) para que possa fazer uma breve diferenciação semântica entre dois temos. Sei que a pressa dos dias atuais torna essa introdução chata, mas considero que esse movim

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  • 2 novembro

    Divagando

    Reza a lenda que quando os conquistadores espanhóis chegaram à América apresentaram-se montados em cavalos. Os nativos, que nunca tinham visto um animal assim, e muito menos armaduras reluzentes, enxergaram naquilo uma coisa só, meio homem, meio bicho de quatr

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  • 2 novembro

    Brotam, simplesmente: delírio carioca em câmera lenta

    Às vezes, as coisas das quais mais gostamos não são coisas, e sim, memórias. Esses resíduos de existência têm umas esquisitices amorfas, incorpóreas, como um ‘ar’ de vendedores ambulantes em engarrafamentos: apenas brotam. Do nada. Em função única

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  • 2 novembro

    Onde está Fênix?

    O final de semana prometia ser intenso. Depois de anos sem nos reunirmos, decidi chamar Roberto, Samanta e Maritza para a casa de praia. Oficialmente, discutiríamos os detalhes das comemorações de Natal. Mas, no fundo, eu queria testá-los — ver até onde cada u

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  • 2 novembro

    O Rio sangra

    “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar crianças, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar

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  • 1 novembro

    Pavê da vovó

    A receita era antiga e sua avó quando era viva nem lembrava mais sua origem. Talvez fosse portuguesa, talvez holandesa ou uma mistureba de influências. Mas assegurava que tinha aprendido ainda mocinha quando morava em Vassouras, no interior do estado do Rio. S

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  • 1 novembro

    Memória é pra quem pode

    Eu invejo as pessoas que conseguem lembrar de situações, cenas, casos que aconteceram há anos, sem titubear ou duvidar da veracidade dos fatos. Não sei que tipo de dom essas pessoas têm, mas é incrível observar a forma com que elas conseguem acessar o passado,

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  • out- 2025 -
    30 outubro

    A melancolia e a preguiça!

    O tataravô da sofrência foi Ludwig Van Beethoven, que bebia demais como consequência de seus devaneios emocionais, o que colaborou com a sua morte prematura.  A perda da audição não foi uma predisposição genética como alguns pensam, esse ainda é um mistér

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  • 28 outubro

    Almoço mineiro

    Quarta-feira. Meio-dia. Belo Horizonte está nublada, como uma cidade que acabou de sair do banho. Desço a Rua da Bahia, venho do Minas Tênis Clube, fazer algo que não vem ao caso. Atrás de mim está a Praça da Liberdade, com os bancos onde já se sentaram Paulo

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  • 26 outubro

    Por mais segundas-feiras e não sábados ensolarados

    É manhã de sábado, os raios de um dia ensolarado rasgam os tecidos da cortina e iluminam meu rosto adormecido. Há muito barulho de vida lá fora. Levanto com os pés quentes e sonhadores no piso frio, lembrete físico das tarefas ainda por fazer. Me espreguiço, l

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  • 26 outubro

    Desconfio que nasci pata. Pata pateta?

    Sabe aquela pessoa especialista em uma atividade, focada, perseverante, que se destaca pela alta performance? Não estou falando de quem nasceu com um dom divino — porque aí seria fácil dizer: se não foi abençoado, desista. Falo do ser comum que escolhe um cami

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  • 25 outubro

    A atemporalidade da dor

    Naquela manhã de sábado, um senhor de setenta e poucos anos acordou decidido a acabar com o tormento vivido nas últimas cinco décadas. Aquela vergonha entranhada nos poros, aquela humilhação cravada na mente, aquelas risadas de escárnio ecoando na lembrança, q

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  • 25 outubro

    Dia de Algodão-Doce

    Sobre o mistério de viver com os olhos encantados e o coração desperto. Se o homem, esse ser racional, se apegar apenas ao pensamento e desacreditar dos mistérios e belezas que há no mundo, estará morto, embora vivo. Sonhar, comover-se, sentir-se maravilhado c

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  • 24 outubro

    Fábula do Afeto e do Amor

    Um dia Afeto chamou Amor para conversar. O olhar de Afeto era afetuoso, assim como o tom de suas palavras. Mas aos ouvidos de Amor dessa vez elas soaram estranhas, porque inéditas. Nunca ouvira da boca de Afeto nada tão neutro. Não havia agressividade, verdade

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  • 23 outubro

    Viver com medo, é ser escravo!

    O precursor da carta dos direitos humanos, foi o Cilindro de Ciro que é uma peça rara cunhada em forma de barril e argila cozida, descoberto nas ruínas de Babilônia na Mesopotâmia em 1879. Ele foi criado em vários estágios, mede 22,5 centímetros por 10 cm no s

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  • 21 outubro

    O homem que não gostava de nada

    Tenho um amigo que não gosta de nada. Comprou um livro, mas não leu porque precisa descansar.Descansar do quê? Nem ele mesmo sabe. Certo dia, chamei para um cinema.— Nossa, cinema é tão chato.— Mas é filme do Almodóvar.— Pois é. Cor demais, e muita pouca vergo

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  • 19 outubro

    uma pílula para manter a sanidade — …humanidade?

    A vida é um eco, não é mesmo? Mesmos problemas; vida que se derrama enquanto pensamos demais e, talvez, ajamos de menos. Descomplicar é sinônimo, em ação, do substantivo vazio. Que também pode ser um adjetivo. O vazio dói. O apartamento ficou vazio. A vida des

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  • 19 outubro

    Velórios Virtuais

    Elas escolheram sempre a mesma mesa, no canto da cafeteria — aquela perto da janela, com vista para a rua movimentada. Um ritual silencioso: dois cappuccinos, celulares na mesa e o feed de notícias aberto. Foi entre um gole e outro que o suspiro da mais falant

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  • 19 outubro

    A procura da poesia

    Ah! Carlitos! Se você soubesse da correria desse mundo! Corremos ainda mais! E não prestamos atenção em quase nada! Acelerados em quase tudo! Sentimos com pressa! Amamos com pressa! Brigamos com pressa! Desviamos com pressa! Olhamos com pressa! Chegamos ao des

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  • 18 outubro

    Acalento

    Ao escrever, eu namoro, flerto, me apaixono. Por quem? Por elas, as palavras. Já perceberam como elas chegam? Afoitas, apressadas, querendo passar à frente umas das outras. Delas, sou fã, parceira e amiga. Pois venham, achem seus lugares, enfeitem, enfeiem, tr

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  • 18 outubro

    Duplo carpado

    Quando surgiu o papo de que 60+ era a melhor idade, eu não levei a sério. Julguei se tratar de ironia social ou brincadeira de mau gosto. A maioria de nós, obviamente, não deseja morrer. Mas, daí a achar que a velhice é a esperada sobremesa ao final do jantar,

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  • 17 outubro

    Receita para se aburguesar

    Como perspicaz observador do seu tempo, Gregório de Matos soube compreender bem o papel da aparência naquela sociedade, o que o levou a compor um soneto intitulado “Remédios para enfidalgar”. Os tempos são outros, a sociedade é outra e os estratos sociais são

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  • 17 outubro

    Bethoven nos salvará

    Nos enredos de futuro catastrófico um dos temas mais recorrentes é a invasão da Terra por alguma raça alienígena ultra avançada. Os aliens chegam enfurecidos e destroem a humanidade e o que chamamos de civilização. Nem sempre por completo porque sobram alguns

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  • 16 outubro

    Alguns convencidos que tudo sabem!

    Um grupo de cientistas japoneses criaram o sistema ferroviário que uniu Tóquio a 36 cidades vizinhas.  Eles tiveram a colaboração de Blob, um sincício multinucleado macroscópico, amarelo brilhante, que também propôs resultados semelhantes nas redes rodovi

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