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  • jun- 2025 -
    6 junho

    Viver é melhor que sonhar

    Viver é melhor que sonhar. É do Belchior e está na belíssima canção “Como nossos pais”. A letra é um primor e acredito que as leitoras e leitores – sei que são poucos rsrs – que eventualmente se aventuram em ler o que eu escrevo têm idade para conhecer a letra

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  • 5 junho

    Ao final de tanto!

    No teatro Pantomima presenciamos uma apresentação onde metade do sentido da obra surge através dos gestos dos atores. A outra metade, você mesmo cria a seu bel-prazer.  Em sua mente pode aparecer uma cena de horror quando seus dias estão carregados, ou um

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  • 5 junho

    Os imitadores

    São excelentes na arte de fingir que vivem e que respiram como nós. Imitam com tanta perfeição os movimentos humanos, que só a constante e mecânica repetição de gestos e olhares os denunciam como bonecos de palha. Homens, mulheres e crianças vagam pelas ruas e

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  • 3 junho

    Pink Flamingo, o mergulho

    Quando a segurança abriu a porta, senti como se entrasse num ventre da noite. A Pink Flamingo tinha um borogodó raro: homens de bermuda acima do joelho, corpos de Zeus, gringos loiros, negros cariocas, certinhos, caretas — todo mundo no mesmo caldeirão da care

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  • 2 junho

    POEMA #26: AVALIAÇÃO NOTURNA

    Este pedaço de céuque me foi permitido entreverentre os edifícios,assemelha-se a uma parte de mimque ainda se resguardapara nada.Areia (À Fragmentação da Pedra)

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  • 1 junho

    Gestuais domingueiros

    Inequívoco: É pleno e gélido outono, o sol perpassa a concentração de nuvens brancas, total unificação de cor, reflexo intacto da luz no rebatedor que se faz teto do dia. Olívia espreguiça e se deixa ficar, é domingo, ela pode ser toda preguiça. O amanhecer ve

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  • 1 junho

    Ladrões de tempo

    Há um instante na vida — e ele chega sem avisar — em que o elástico do tempo começa a encolher. A gente passa tanto tempo acreditando que ele se estica infinitamente, que leva um susto ao perceber que a ponta já está ali, bem mais próxima do que parecia. Para

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  • 1 junho

    CORDEL MAIS ENROLADO

    José e Marta. Mas qual Marta? Ainda um nome frágil. João e Maria. Simplista. Vida bruta e comedida. Olho no olho e um arranhão. Árvore de amendoeira. Prisão. José e Marta, ambos, enrolados no chão. Frio, Muito frio com José e Marta. João e Maria, não. O céu nu

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  • maio- 2025 -
    31 maio

    Falo, logo existo!

    Ponha-se no seu lugar… Quantas de nós já ouviu essa frase imperativa sair da boca de castradores natos?  Parece óbvio apontar que a ordenança expressa a ideia de que às mulheres caberia um lugar de imobilidade e aceitação silenciosa do destino forjado pel

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  • 31 maio

    Quando foi mesmo?

    Minha mente vive de espantos e porquês. Até hoje, na sétima década da minha vida, me declaro aprendiz. Faço perguntas e me vejo em busca de respostas que nem sabia procurar. E nesse apego às dúvidas e incertezas passo dias pensando, lendo, comparando e pesquis

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  • 31 maio

    Matando o tempo

    “Tempo, tempo, tempo, tempo, és um dos deuses mais lindos”.(Caetano Veloso, Oração ao Tempo) Quando criança, eu observava fascinado as mutações do tempo. Não me refiro ao tempo como período dos acontecimentos, medido pelo relógio, mas como condição meteorológi

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  • 30 maio

    Aos sonhos, afinal

    Acordou mal. A noite foi ruim. Um sonho, o único que ele lembra, foi o responsável pelo seu estado atual. Um sonho ruim onde a dúvida se tornava certeza. Nada mais dela na sua vida, nada mais com ela ou sobre ela. Nada mais. Passou o dia angustiado com a mera

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  • 30 maio

    Para ler João Pessoa…

    Existe quem diga que os cronistas não servem para nada. Há também os que atribuem diversas funções a eles, inclusive, apontando contribuições oriundas do exercício desse ofício. Uma delas diz respeito à questão urbana. Apreendendo a vida da cidade e a descorti

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  • 29 maio

    Pérolas Clássicas!

    Mantenho minhas armas em punho durante o dia que corre mais que o vento, não desmanchei minhas trincheiras expostas na sala de estar e no quarto.  Bem verdade há muitos anos me preparo para atacar quando necessário, e me defender, quando balas de mau-humo

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  • 29 maio

    CINZAS

    As cinzas dele “Espero que me perdoe, querida, pelo trabalho que lhe dou como meu último desejo.” Assim terminava a carta que ela leu com alguma indiferença. Era um pedido do marido (nem quando morto ele deixava de incomodar), que a essa altura estava converti

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  • 28 maio

    Uma espécie de saudade

    Eu cantarolava uma música antiga ao entrar em casa no fim de tarde. O vento gélido do outono trazia ainda uma satisfação em fechar a porta e sentir o abraço do ar quente do fogão a lenha. A minha avó seguiria o verso assim que eu lhe desse um beijo na testa. E

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  • 27 maio

    Pink Flamingo, o devasso e o certinho

    Peguei o táxi na Visconde de Pirajá como quem vai saltar de paraquedas — eu, sedento pela farra, e o poeta carioca ao meu lado, trajando cachecol marrom e sorriso aberto, pronto para qualquer desvio de conduta. No rádio, Caetano entoava seu inconformismo poéti

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  • 26 maio

    Poema #25: Becos e galerias que se bifurcam em T & L

    A paixãoé a antessalade uma paranoiana qual entramoscom um sorriso largode quem não sabeque penetrou num túmulo.A Sentinela em Fuga e Outras Ausências

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  • 25 maio

    As joaninhas é que nos humanizam

    De tempos em tempos, uma joaninha aparece perto de mim. Não importa aonde eu esteja: dentro de um carro, sempre ao meu lado, em uma viagem qualquer; imersa em um centro de cidade, onde esse tipo de vida parece improvável; dentro de casa – apartamento cit

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  • 25 maio

    Reborn

    Quem não brincou de boneca o suficiente em criança não deve perder a oportunidade agora, incluindo os meninos a quem não foi dado esse direito. Compre um bebê reborn e vá à luta. É a sua chance: dificilmente aparecerá ocasião tão propícia para resolver um prob

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  • 25 maio

    A Praça das Agulhas Silenciosas

    1. O ObservadorDa sacada do sobrado em frente à praça, meu posto de observação favorito, assisto aos rituais diários que ali se repetem com precisão quase matemática. Entre fornadas de tortas para entrega — meu trabalho enfadonho —, distraio-me inventando hist

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  • 24 maio

    Parece que foi ontem

    Hoje o universo escolheu tirar o dia para me cutucar. Já pela manhã, enquanto caminhava no play, quase pisei num boneco de plástico atirado pela varanda por alguma criança entediada de cimento. Não era um boneco qualquer, o danado era idêntico ao que eu tinha

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  • 24 maio

    Camaleão

    Todo mundo conhece ou já conviveu com um camaleão: aquele bicho que parece, mas não é! Pois, então: eles convivem em seu ambiente, se tornam seus “amigos”, sabem dos seus sonhos e expectativas, e se chamam colegas, colaboradores, equipes, parceiros, confidente

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  • 23 maio

    O beijo salvador

    Vida de mãe de adolescente é dureza. Que foi, a namorada de algum deles tá tirando o seu sono ou o dele? Não, nada, nesse campo está tudo calmo. O que foi então? O meu mais velho fez 18 anos há três meses e rapidinho aprendeu a dirigir. Ai ai, agora começa a f

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  • 23 maio

    Meu Radinho do Vasco

    A primeira vez foi em 2009, primeira do Vasco na segundona e primeira em que o radinho me prestou seus serviços. No ano anterior, o Almirante havia sido rebaixado em pleno São Januário, correram lágrimas na colina e aqui em casa. O momento de dor desacostumada

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  • 22 maio

    O Sótão

    Se desejava chorar, a avó subia até o sótão. Ali cobria o rosto com as mãos para, inutilmente, conter as lágrimas, imaginando que ninguém a escutava. As crianças todas íamos devagar e colávamos o ouvido na porta. Ouvíamos quando ela suspirava, quando assoava o

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  • 22 maio

    Nau dos Quintos!

    Com o passar do tempo construímos nossos lares e relações humanas temperadas com expressões correntes populares, baseadas em acontecimentos curiosos, que carregam muita história e verdades.  O folclore popular mostrou caminhos que levaram á literatura e m

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  • 20 maio

    A Calcinha de Ipanema

    Ela estava sentada com as amigas em uma mesa de um bar ali na Joana Angélica, esquina com a Vieira Souto, perto do Posto 9, e entrou no banheiro. Quando saiu de lá, tinha cara de quem tinha achado um poço de petróleo no calçadão. Foi logo anunciando a boa nova

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  • 19 maio

    Poema #24: RETORNO AO FINAL

    “meu Deus, porque me abandonaste?se sabias que eu não era Deus,se sabias que eu era fraco”Drummond protagonistade minha vida pregressahoje sou coadjuvantede ruinas. nas águas do riofiz algumas tentativasmas acabei afogandona correnteza. mudei de fase:virei pes

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  • 18 maio

    A tal da amnésia glútea

    Outro dia me peguei pensando em como tem coisa que a gente simplesmente deixa de usar. Palavra antiga, receita de família, roupa guardada no fundo do armário. Mas o mais curioso é que isso também acontece com partes do corpo. Não acredita? Pois saiba que exist

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