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jan- 2025 -16 janeiro
Abrir uma janela para a alma!
Quando falamos na busca para a cura de problemas emocionais, um dos diferenciais para pensar melhor nossas vidas é utilizar uma teoria aberta que inclua diversas ideias diferentes, e permita uma discussão de opiniões distintas nessa árdua existência. Uma
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16 janeiro
Tatiana está sangrando
Era perto do meio-dia quando Tatiana saiu correndo da escola. Ela tinha ainda que almoçar antes de se encontrar com a Ju. Estava atrasada, e isso a fazia suar mais. Passou no meio dos meninos a tempo de escutar “A gorda tá com pressa?” Olhou para a frente e co
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13 janeiro
#06 – O SOM DO SILÊNCIO
. “sob a luz de neon, o silêncio cresce como um câncer.as pessoas se curvaram e rezarampara o deus de neon que elas criaram.as palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrôe nos corredores do cortiço”Simon & Garfunkel era a noite fria e chuvosa
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12 janeiro
Rotina há 8 – os meses que passam, mas não se vão
. ( )… e no silêncio da inexistência, também nutrimos sentimentos vivos: — a presença que não está mais, mas persiste; — lembranças em fotografias, — objetos humanizados: as roupas – que podemos vestir, a qualquer hora, em busca de abraços —, o perfume,
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12 janeiro
A vida presta, muito
A frase antológica de Guimarães Rosa, citada por Fernanda Torres em seu discurso na premiação do Globo de Ouro, me fez pensar nos múltiplos significados nela contidos. Na minha leitura do filme Ainda Estou Aqui, dois deles me tocaram sobremaneira: — O amor inc
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11 janeiro
Do outro mundo
Vc conhece o outro mundo? Já foi lá? Sabe pelo menos onde fica? Sou capaz de apostar: quase ninguém foi lá ou sequer pensa em sua existência. Afinal, para quê, vocês poderiam se perguntar. Não sei responder. Na verdade, nem é preciso. Mas hoje eu os vi chegand
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11 janeiro
Sobre ontem
Contrariada, acordei às 6h da manhã. Hoje é dia de Pilates e caminhada. Pensei em esbravejar, dizer o quanto eu odeio esse compromisso com o bem viver, mas melhor não. Faz tempo que aceitei que atividade física é remédio. Não importa se o gosto é ruim, se
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10 janeiro
Moça de azul no metrô
A moça estava de azul na plataforma da estação do metrô. Um vestido leve e elegante. Os sapatos bem cuidados, brilhavam até. Uma bolsa completava com elegância o quadro que tinha diante de mim. Próximo a ela, lá estava eu. Não tão próximo a ponto de aspirar se
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10 janeiro
Mirtes, a traça
Fazia tempo que eu vinha notando, mas o prudente era fingir ignorância. Durante a época de aulas, tudo bem, foi possível manter-me indiferente. Mas não agora, que longos ócios me obrigam a horas no gabinete. Agora tenho de enfrentar Mirtes e a sua ronha, sua r
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9 janeiro
Desaprendizagem!
O filósofo Sócrates nos disse para ter cuidado com o vazio de uma vida ocupada. E para isso recomendou que você não deva se preocupar com os outros, porque o mundo está cheio de outros. Na Internet podemos comprovar facilmente isso, através do gigantesco volum
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9 janeiro
A casa de Cortázar, tomada
. em homenagem ao conto “Casa Tomada”, de Julio Cortázar (1914-1984), escritor argentino Gostamos da casa porque, além de espaçosa e antiga (mesmo que hoje as casas antigas sejam pouco valorizadas), guarda as recordações de avós e bisavós, pais e toda a nossa
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8 janeiro
Tudo novo de novo
O início de ano, quando há troca de gestão municipal, não surpreende ninguém. E quando há troca de gestão estadual e federal, não é diferente. São comuns os discursos tarimbados, com argumentos fantasiosos e copiados dos governos anteriores (nunca cumpridos, d
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7 janeiro
VALDIR E FONSECA
Valdir e Fonseca trabalhavam na mesma empresa. Estavam na casa dos 50 anos bem vividos, um talvez mais do que o outro. Eram também vizinhos, o que não significava que eram amigos. Todos os dias saíam no memos horário, mas Valdir nem sempre voltava para casa an
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6 janeiro
#05 – A Besta de Gevaudan (*)
. “entre os anos de 1764 e 1767 os habitantes da pequena província francesa de Gevaudan, atualmente parte de Lazere, próximo das montanhas Margueride foram aterrorizados por uma criatura lupina que passou a ser conhecida como La Bête Du Gevaudan ou “A Besta de
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5 janeiro
Elástico infinito – a natureza e a sua sabedoria
Um alce, no alto de uma floresta densa, olha para cima, por um momento fugaz. No mesmo instante, ouve-se o murmurar do léxico perceptível – numa onda para nós, humanos, intangível -: e o alce o distingue pelo encontrar das superfícies de uma folha na out
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5 janeiro
Arrimo de família
Noite fria, sombria, quieta.Ele, calado, encolhido, matutando.Eu, na espreita, alerta, sentinela.Nós, famintos, sedentos, enjeitados.Olhos remelentos, húmidos, arregalados.Corpos esquálidos, caquéticos, patéticos.Dentes que bambeiam, rareiam, vadios.Garrafa va
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5 janeiro
A primeira crônica do ano
Esta é a primeira crônica do ano. Um ano novinho cheio de sonhos e projetos para o futuro! Esta é uma crônica de início. Uma crônica que cheira o novo, como presente recém-aberto, esperando ser tocado, usado, experimentado pela primeira vez… O que imagin
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4 janeiro
Boa pergunta
As galinhas (raízes, autênticas) botavam o ovo e cacarejavam. Umas mais que as outras. Saíam pelo quintal em alto e bom som espalhando o feito. Passavam em meio às colegas solteiras, aos galos jovens e imponentes e ao preferido — aquele com quem, há poucos dia
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4 janeiro
Ensinamento de vó
Eu não tenho dúvida de que o pensamento positivo é um recurso indispensável ao bem viver. Não sei se ele remove montanhas como faz a fé, mas, certamente, alivia a dor das topadas que damos na montanha. Pelo menos, foi assim que aconteceu comigo: passei o dia 3
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3 janeiro
Pede que Iemanjá atende
Ela saiu de São Paulo decidida a dar um rumo na própria vida. Não era definitivo, só viagem de fim de ano. Mas precisava arrumar a casa. Fazia tempo que sua vida estava uma bagunça. Nem tudo, para ser honesto. O trabalho até que estava ficando no jeito certo m
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2 janeiro
Acerto de contas!
Bem aventurados os corajosos de plantão que seguem incontidos na emoção de uma nova experiência lúdica ou fugaz, para suas vidas, lhes restando apenas enfileirar uma delas, na vez, oportunizada pela insistência. Não devemos desistir de carregar a dor da
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2 janeiro
Clementina
Este ano toca plantar e colher milho, já deram a ordem. Antes já foi feijão e trigo. Milho agora. A gente ouve, a gente cumpre. Mas não vai chover uma gota, disseram. Outra colheita perdida. Apesar de tudo, Clementina segue na lavoura, cavucando a terra seca c
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dez- 2024 -31 dezembro
Sílvia Maria
Toda noite o barulho dos saltos de Dona Sílvia estalava no assoalho de madeira. O ritual era sempre o mesmo: ela conversava alguns minutos ao telefone, abria uma garrafa de vinho, tomava um banho demorado, se arrumava e esperava o próximo chegar. Ele tocava o
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31 dezembro
O Natal do meu avô
Natal, para mim, sempre significou o Natal do meu avô, o Natal de nossa família em sua casa e ao seu redor. Mesmo hoje – após a sua partida e o fim do que vivenciei por anos –, é a memória daquele apartamento e daqueles dias que me vêm à mente ao chegar dezemb
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30 dezembro
Poesias de 1 a 99: 04 – O Piso da Minha Alma
#04 – O Piso da Minha Alma . ressoam em meu cérebroecos de canções que eununca escreverei jamais. mas existem em mimcomo acordes tangíveisdo que se aspira a ser. à sombra do músico adormecidoeu vivi a minha vida inteira assimdisfarçado de poeta como se f
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29 dezembro
Poesias de 1 a 99
#01 – ímpetos de reformulação e atitude . Acendi uma vela, e me veioDe outro planoque não eu, mas era eu, tambémAcender 8o 8, deitado, é o infinito8, em pé, conforme as coloqueitornou-se fogueira O fogo ardeu, ardeu eenquanto eu vivia o momento presenteA
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29 dezembro
Deixar pelo caminho
Arrumando a mala para viajar no final de ano, separei as roupas que iria usar: roupas leves e confortáveis para o dia, pois vou para o calor, uma opção mais elaborada para o réveillon, traje de praia, sandálias e uma roupa de caminhada. Enquanto pensava na mal
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28 dezembro
Listas do existir
O momento é propício à elaboração de listas de desejos e promessas para 2025. É tempo de mergulhar nas mais diversas ilusões de si mesmo; de vibrar intensamente com a motivação sazonal para trocar de pele, personalidade e modus operandi. Essa é a magia de deze
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26 dezembro
Escolher é renunciar!
Na ausência de um momento saudável regado à saúde, família, amigos e um lar, desenhamos uma história com muitos instantes dentro de um vazio criado para ser preenchido a partir das possibilidades mais secas. Alguns questionam lutar para que? Para tudo, pela vi
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26 dezembro
Um leão na beira da estrada
Vi-o de longe e identifiquei o leão parado na beira da estrada. A juba grisalha e rebelde não podia ser de outra pessoa. Era ele no acostamento, apoiado em seu carro com o capô levantado. Tinha nas mãos um galão de plástico vazio e parecia aguardar uma carona.
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