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dez- 2024 -11 dezembro
Alienígenas do futuro
A precisão temporal inexiste, mas quando perceberam já não havia mais tempo. Dentre os estudos publicados, podemos destacar uma corrente pregando o retorno às origens, que não angariou grandes esperanças na virada de prumo. Nesse período, confiaram em Deus, re
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10 dezembro
Uma história de desapego
C. considerava ter uma vida normal. Geralmente, sua rotina era casa/trabalho. Neste ele era um sério senhor que fazia tudo conforme mandavam as regras. Em sua casa, libertava seu lado criativo e passava suas horas escrevendo. Todos os dias saia do forno um nov
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9 dezembro
Poesias de 1 a 99
002# – AGUACEIRO A chuva cessou de chovere já agora eu possotirar as mãos dos bolsose atravessar a rua. Mas já não tenho mãose nem tampouco possoatravessar esta rua, poisa água levou-me as pernas. E a rua, embora chovida, está seca.Eu fui a chuva que cho
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8 dezembro
Lugares imaginados: Madagascar
É inevitável criar expectativas antes de viajar para novos destinos, o que rende algumas decepções. Um dia ainda vou falar sobre esse assunto, mas hoje fico só com Madagascar. Não posso dizer que conheci o país porque estive apenas em uma cidade, Nosy-be, no e
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8 dezembro
Torturante band-aid no calcanhar
Toda vez que alguma coisa me incomoda, lembro da música São dois pra lá, dois pra cá, de João Bosco e Aldir Blanc, cantada magistralmente por Elis Regina. Acho que não existe coisa pior do que sentir a presença de alguma coisa que não deveria dar sinal de vida
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8 dezembro
A minha pátria
Quando escrevo sobre a minha pátria, eu fico confuso. Penso em tudo que amo e, ao mesmo tempo, penso em tudo que odeio. Quando escrevo sobre a minha pátria, sinto calor, arrepio, felicidade, dor, enjoo, sinto frio… Quando escrevo sobre a minha pátria, a
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7 dezembro
Sobre partir
Hoje eu pretendia escrever sobre o poder que os enfeites natalinos têm de me levar de volta ao Papai Noel da minha infância, a maionese da minha avó e ao cheiro de família daqueles dias. Enquanto refletia sobre essas coisas, esbarrei com uma matéria na interne
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6 dezembro
Três passarinhos
Três passarinhos vieram me ver um dia desses. Se penduraram na rede de proteção da minha janela e me chamaram. Parei o que estava fazendo e fique a observa-los. Piavam muito. Em princípio achei que era só animação matinal mas depois reparei que eles giravam o
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5 dezembro
A poeira branca
O professor mandou que eu entregasse um bilhete pra minha mãe. Antes li o que estava escrito: dizia que precisava falar com ela porque eu estava com as notas baixas, não sabia a lição, estava com dificuldade para aprender e andava muito distraído. Deixei o pap
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5 dezembro
E se?
Há uma palavra em coreano “in-yun”, que quer dizer providência ou destino. Ela se refere especificamente a relacionamentos entre pessoas, que talvez venha do budismo e da reencarnação. O in-yun acontece até quando você passa por alguém na rua e sua
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3 dezembro
Sérgio e a coroa de flores
Nem eram tão amigos assim. Colegas de trabalho, se cumprimentavam cordialmente, participavam das mesmas rodinhas de café, talvez tenham se encontrado em um ou dois “happy hours.” E só. Mas o desespero e a dor têm o dom de aproximar os desavisados e foi nesse m
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3 dezembro
Desencontro
Após um ano de intercâmbio, Clara retornava a sua cidade natal. A menina que partiu, agora era uma mulher. Todos os seus medos e inseguranças, foram vencidos por suas novas experiências. Entendeu ser o mundo gigantesco e plural, cercado por pessoas diversas e
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2 dezembro
Poesias de 1 a 99
#01: Instante de Pura Poesia eu ontem, passando na calçada,deparei-me com uma visãoaterradora de um pássaroque, ao defender seu espaçode um intruso invasor, levoua pior na batalha sangrenta e,roto e estropiado, na arvorezinhamirrada, olhando de soslaio,entre s
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1 dezembro
Folhas ao vento
Entro no parque e na primeira curva avisto o Soprano, nome que atribui a um funcionário do parque. Fácil identificar o Soprano de longe, mesmo que vestindo o mesmo uniforme dos outros funcionários – ele anda com seu companheiro fiel, o soprador de folhas, semp
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1 dezembro
Crônica Burocrática
A crônica começaria agora, mas é preciso antes que o leitor e o cronista paguem a taxa necessária ao andamento das crônicas. A TADC. Parágrafos são caros. Quando saem do mundo real então! Cada palavra tem seu preço tabelado. Cada figura de linguagem uma alíquo
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nov- 2024 -30 novembro
Dica de milhões
Algumas coisas que acontecem no meu dia a dia são tão estapafúrdias que me levam a patinar na velha dúvida: falo ou calo? Minha primeira opção, nessas ocasiões, é calar, sobretudo quando aquilo que pretendo dizer é óbvio e deveria dispensar apresentações. Por
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29 novembro
Nova 99, a estrada perfeita
Toda vez que eu me vejo diante de uma situação de entrave burocrático causado pela tecnologia eu me lembro da Nova 99. Era uma autoestrada controlada por computador, considerada perfeita, e era personagem de uma estória em quadrinhos publicada na saudosa revis
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28 novembro
Réveillon
Comprou vestido branco e sapatos novos porque quis e a ocasião exigia. A ocasião é hoje, o último dia do ano. A calcinha também é nova, ela sempre ouviu dizer que é assim que se deve receber o ano novo. Fez tudo o que disseram para fazer e estava ansiosa. Na s
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28 novembro
Nem um pouco bonito!
Há uma frase atribuída ao renomado psicanalista austríaco Sigmund Freud que diz o seguinte: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”. Embora sua autoria seja discutida — há quem sustente que a frase é da ensaísta canadense Li
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27 novembro
Spoiler a contragosto
Henzo Felisberto, com agá, por favor, nunca gostou de spoilers. Quem conviveu com ele sabe disso. Ninguém se atrevia a lhe contar algo de antemão ou lhe adiantar o assunto. Era avesso a trailers de filmes, orelhas de livros e introduções. Nunca foi público par
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26 novembro
Só um pouquinho
Dona Glória acabara de comemorar seus 70 anos e, como presente, ganhou um gesso no braço. Uma queda boba, o tapete fora do lugar, o piso encerado e ela se estabacou no chão. No instinto, colocou a mão na frente e o braço segurou o peso de todo o corpo. Que não
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26 novembro
O tempo que não temos
Ao escritor faltam muitas coisas, dinheiro, valorização, suporte e – frequentemente – sobre o que falar. O cronista, tendo a obrigação periódica de sentar e tirar algo do papel, é o que mais sofre com isso. Mas não, não divagarei aqui sobre a falta de assunto.
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25 novembro
A Espera
Esta reflexão não é sobre gramática ou semântica. Ela se refere à vida. Os tempos e movimentos do viver. Sobre esperar ou ficar em estado de espera. Estado de espera é o mesmo que esperar? É correta essa expressão? Não sei. Noto imediatismo na palavra esperar.
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24 novembro
Crônica biografia do mundo de hoje
Tenho sobre a minha mesa de canto all’aperto1 (como gosto de mesclar palavras e expressões das minhas duas línguas de fluência, o português e o italiano, a minha rotina! É uma forma de sintetizá-las numa só coisa, o meu eu real, a configuração amorfa do que so
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24 novembro
Arear as panelas
Tenho na lembrança uma função doméstica sempre presente na casa de minha mãe – o dia de arear as panelas. O esfrega-esfrega com palha de aço e sapólio ia desgrudando as crostas formadas pelos alimentos ali preparados, que sedimentavam nos cantos, nas bei
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24 novembro
A crônica de todos nós
A crônica tem todos os rostos: brancos, pretos, asiáticos e mais! A crônica tem todas as cores, odores e sabores que podemos imaginar! A crônica é, como diria o poeta, uma janela para o mar! A crônica tem todas as linguagens e gestos e sinais! A crônica é simp
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24 novembro
Deus abençoe esta bagunça
Tive um chefe muito desorganizado com quem dividi a sala de trabalho. Ninguém conseguia limpar aquela balbúrdia, cada vez mais empoeirada. Quem tentava era desencorajado pela advertência de se tornar o principal suspeito pelo extravio e/ou danos a documentos i
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23 novembro
A casa do ontem
Se existe algo que podemos considerar indestrutível é a infância. Não importa quanto o tempo ou a maturidade bombardeie esse território, quando menos se espera, dos escombros do passado, desterra-se uma recordação, um medo, um trauma, uma saudade ou um fantasm
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21 novembro
A conversa que não tem fim
Nem bem ela disse Alô, ele logo disparou: — Pensei muito antes de te ligar. Você poderia estar dormindo, ou jantando, ou ocupada com outras coisas. Poderia estar acompanhada. Está? Era uma voz que ela não escutava havia cinco anos (mas como esquecer?). Mo
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21 novembro
O mais importante é a mudança!
Em cada época de nossa existência, sempre tentaram explicar o funcionamento do cérebro através de metáforas extraídas da tecnologia mais atualizada do momento. A descrição que ficou famosa foi realizada por Platão, que comparou a psique humana a uma biga puxad
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