Poesias de 1 a 99

É um espaço destinado para poemas de novos e autores consagrados.

  • amar-te até os dentesembora passado o instante da mordidafico de presente com a marca da feridaleva pro futuro tatuado meu gosto

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  • sou nascido e criadona roçaacostumado com as durezasda vida racho lenha para o sustentocom um machado cegode cabo de pau-mulatoherança do meu avô após almoçar no quintaluma empurra a outra na moitae eu saio aliviado para o roundda luta suja e feroz do homem. U

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  • estou sem almoçoe sem jantae com duas costelasquebradas meu caminhar é pelesobre o bronzedo asfalto, atritosuave de quem sonha estou sofrendocom as calças e tudoe isso é nada paraquem vive na rua. Um Andarilho Dentro de Casa

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  • Solto em São Paulo, aonde iria?Rompia a noite, não decidia.Abria as asas: para onde ia? Se fosse Batman, já saberiaqual o combate de cada esquina.Mas nem pra Coringa prestaria. Vampiro? Não, desmaiariaà vista de sangue.Dos predadores recusavaaté a fantasia. Ao

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  • Identifico-me com a noitee com o que ela trazde específico a si mesma,e assim fazendo, aceitoo convívio de seres opacose da nova ordem e estado de coisasque o escuro inaugura.Identifico-me com o avessosou aliás o próprio avesso de mim,e assim sendo, conheçoas

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  • Olho para o vaziode meus olhos.O espelhonão reflete mais o amor,outrora visível. Imagens tão nítidasse me afloram perdidasna incongruência do vidro,uma vez descascada sua tintaprateada de reflexão. E agora as manhãstrazem o hálito da perda,do que fui e que no

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  • Não escanda a minha fala.Escancarar uma taranem sempre é um bom negócio. Esconda, miúdo, as manias que lhe movem.Um dia, quando nada sobrar,elas ainda farão o seu coração bater. É como diziam os romanos:tudo em latim.Ninguém entende, todo mundo concorda.

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  • O vento sopra um frio doido e esquisitona curva da esquina de um terreno baldio.Estou entre sapos e grilos e entulhos de lixo,atrás de um muro quebrado e com muitos cacosde vidro onde me escondo dos meus inimigos.Apaguei todas as luzes da esperançae estou send

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  • Poema #46: Um Cão

    Um cão latindo na noiteé sempre um cão.Sem cor, sem nome e semsignificadopara quem o está ouvindo. No entanto este cãotraz em seu latido,sombras de milhões de outros cãessintetizadosem uníssono noite adentro. A chuva não consegue abafareste inquietante latir,p

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  • Poema #45: Saldo

    De cotidianos resíduosarrancados na solidão de prisioneiroem que todo o meu ser se devora,tento compor uma imagem humanaque me faça aceitável a mim mesmo. No silêncio da morte aparentena qual me recolho ao túmulo previstonão sei com que ânsia mórbida de calma,

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  • As nuvens tecemuma história diáriae sem antecedentes.Não sei se podechamar de trabalho(o trabalho das nuvens)o que parece ser maisum deslizar contínuode um sonho que nãose sabe a si mesmoe apenas escorrepara um vazio profundo. Eu, que estou na janela,vejo as n

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  • Quero banhar-me nas águas sujasQuero banhar-me nas águas sórdidasSou a mais solitária das criaturasMe sinto só. Confiei às mulheres os meus amoresCaí de quatro pelas sarjetasCobri minha alma de decepçõesValei-me Manuel Bandeira. Vozes da morte contai a históri

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  • Poema #14: Fluxo

    E vemé frio é poucoe quente e certoincerto é leve é tardee breve e loucosolto é muito é medoe mesmo e igualreal parte e vemvem e parteuma partee vai…

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  • A chuva no asfaltoleva papéis/cigarrose o vômito de ontem.Amanhã novos resíduosvirão para preenchero vazio do meio-fio.Areia (À Fragmentação da Pedra)

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  • Poema #41: Disritmia

    acredito que hajadentro em mimuma separação entrecorpo e espírito,espírito e mente.a cabeça pensa de uma formae o corpo age de maneira diversa,nunca se coadunam em alma de ser.sou o intervalo exato, inexpressivo,entre o talvez e o se e o quando serásendo que s

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  • Se te olhasse de novo, te perceberiaSe eu soubesse enxergar, ah, se soubesse…Quão terrivelmente felizesSeriam meus dias Temo não saber o depois.Pois quem nunca se perguntou…“E agora, o que vem”? Deixo vir.Mas temo…Não saber receber. Temo a teima de não saberSe

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  • Entre as naus e os sonhos de antesAnterior à memória, objeto estranho…o mar era só… sem os seus navegantes.Calmo, vário e tamanho, As águas, um mistério, um senãoporém, quando teima a criatura humanao desejo insistente instiga a mãoa alcançar tudo,

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  • Eu só boto bip-bop no meu samba quando o tio Sam pegar o tamborim Somos povoSomos pluralidadeSomos originaisSomos naturezaSomos belezaSomos muitoColônia, de novo?Nunca!Sobre tudoSomos… tudoSomos … CUL-TU-RA!Por issoEu só boto o bip-bopNo meu sambaQuando o tio

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  • Deixar de ser cúmplice da vidade outros que em mim personificama parcela da culpa que subtraiodo erro coletivo e meu, individualizado. Obscurecer o reflexo do sofrimentode homens que não vejo em presença,mas que em espécie me julgam dignode vê-los (como testem

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  • Poema #39: House Of Dying

    FebreSudoreseIncontinênciasVômitosSitofobiaExcesso de salivaFalta de arPalidezConvulsõesFeridasGritosRoncosFedorEspumas na bocaExcesso de gáscatinguentoDor no calcanhare cansaço no mesmo. Uma pequena listado que somos eainda tem genteque se jacta. O Jardim Sim

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  • Um laço e um nóe o engasgo e o silêncioa palavra muda amordaçada e nadado que fizera antes apagao fluxo do poema e da prosae as mãos frágeis do poeta-cronistatentam a todo custo segurar o textoo desejoa insensatez e a loucura e o rio de letrassílabas palavras-

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  • Alguns dos meuspoemas são comoletras de músicasem música. Alguns dos meusgestos são comoatos de uma peçasem atores. Alguns dos meussonhos são comoum comício públicosem plateia. Alguns dos meusatos são comoum filme mudosem cenário. Alguns dos meusdelírios são c

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  • Estou debruçadosob a fagulha do instante.Me distorço enquanto crioa ilusão de um esboço para algoque sequer sei o quê. Ouso um salto, um pêndulo.Giro de cá e de lá.Laço-me à vertente de um vértice,dobro os olhares e os reviro, o sintoma.Tu, que me devoraste. A

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  • Subtraímos da vidaa sua menor parcelapara o preenchimentode nossas carências. Mas ao assumirmos ocontrole desta mínimapropriedade, sentimos que ela não nos bastaposto que a enxergamosapartada de sua totalidade. Acrescentamos então à vidaa parte restante que fa

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  • Sentar-se à varanda e deliciar-se com aspassadas, dos sons da cidade,com a corrente inóspita do tempo… Ao silêncio de um lago turvoque se desdobra,sobre as luzes que escapam, e a vida queexiste… como que omundo as retirasse de si. E notar as ondas eterna

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  • A chuva veio tomaros meus pensamentose me puxou pelo braço… assim inteiroe já não me sou…deixei de ser…somos e não somos.Várias vozes… absorção.Um senão! E fica a impressãode que a vida se abandonana brevidade acelerada das coisas…

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  • A palavra dada tem valorinsuscetível de medir.Pode-se apenas estimar o pesona palma da mão estendida. O corpo intui o preçoque o verbo não soube exprimir.Em troca, a renúncia ao trocoabrevia o lapso do som ao silêncio. No mercado das promessas,a confiança é so

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  • Poema #36: Nu

    O teu corpo,pássaro esculpidono assento dosofá da salade visitas,é uma ampla salaonde te visito(abolida a noçãode sonhosob o teu vestido),sempre que o desejodo corpo desenhaa moldura de umpássaroem teu assentoInventário de Sombras

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  • onda mortiça,que oculta em seu manto de espuma?pérola ou lixo?fragmento de concha ou ponta de vidro?cobertor de areiaespelho de estrelapoça onde a sereia afônica afunda os pés sem dedos O corpo inteiro afogado no poço sem fundo.A memória em desordem de molho n

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  • Poema: #11: REMANSO

    Sem querer descansoUm espantoVoluptuosa correnteSente que é noiteDentro da gente. Sem querer remansoMansoMato verde molhadoSente que é serenoEnluarado. Sem qualquer prantoPronto:Torre de vento e estrelaSabe que é madrugadaNada. Vem molhada de cantoQuer tantoBo

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