Poesias de 1 a 99

Poema #09: Dominó

Não escanda a minha fala.
Escancarar uma tara
nem sempre é um bom negócio.

Esconda, miúdo, as manias que lhe movem.
Um dia, quando nada sobrar,
elas ainda farão o seu coração bater.

É como diziam os romanos:
tudo em latim.
Ninguém entende, todo mundo concorda.

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Felipe Duarte de Paula

Felipe Duarte de Paula nasceu em 1987. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, é promotor de justiça, com atuação no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. Mora com a família em São Paulo. Publicou os livros de poemas Vida selvagem (2024) e Nós no céu (2026), ambos pela editora Patuá. Além disso, participou das obras coletivas Ministério Público e Literatura (MP/PA-CEAF, 2023) e Antologia de poesia latino-americana contemporânea (editora Peabiru, 2025). Tem poemas publicados em periódicos e sites como Revista Athena, Ruído Manifesto, Mirada Janela Cultural, Revista Mosaico Cultural II, Portal Crônicas Cariocas, Amaité poesia & cia, e Revista LiteraLivre.

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