Poesias de 1 a 99

A, E, I, O, U

Nota da autora: Autotradução de poema originalmente escrito em italiano, em 29 de outubro de 2026, para o concurso poético promovido pelo perfil @lavecchiascintillante, no Instagram, em apoio à livraria florentina La Vecchia Scintillante. A versão em português foi datilografada em minha Olivetti Lettera 82. O poema original acompanha esta publicação.

La fine, alla fine, che cos’è?
Forse, direi

Tracce sbagliate della memoria
Innocente pensierino volante
Smarrimento di rotta
— all’improvviso —
mi coglie la faccia in pieno volo

Mi spezzano
TANTE LETTERE ATTACCATE
Pezzi
Riprodotti
Contusi
Qualcosa che grida, ancora
Nonnulla pulsante…
Perché?

Nudità e nullità di sé

Ho perso delle parole
— altro che
Non è poco
anzi, tanto
anzi, tutto

Parole buttate al niente
Parole regalate di cuore
Parole create dall’angoscia
Di percepirsi
vivo

Ho perso l’essenziale
Pur avendo scelto, io
quello da dire
quello da scrivere
quello da esistere

Un vuoto
Bianco scadente sulla carta

La fine, alla fine, che cos’è?
Echi infiniti
Solitudine analfabeta
Di chi ha perso
— e non si rende conto —
t tto ci ch cap v

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Bia Mies

BIA MIES é carioca da Serra Fluminense, autointitula-se "do mundo" e reflete em sua escrita um olhar sensível sobre a vida do seu "entremeio": cada crônica torna-se uma interação entre o trivial e a reflexão poética, uma tapeçaria de influências e insights. Tece pontes entre arquitetura, urbanismo, artes visuais e cênicas, moda, leituras, cafés, viagens, família, amores, Zeca (seu fiel companheiro de quatro patas), amigos, Itália e "experiências dos usuários", área na qual atualmente se especializa. Cada percepção transforma-se em texto, numa busca exploratória de pensamentos e emoções, através de uma visão pessoal do cotidiano e do extraordinário. Celebra a beleza da imperfeição e convida o leitor a uma jornada introspectiva, onde cada palavra é cuidadosamente escolhida para ressoar e provocar. Como o sopro das vivências que se entrelaçam pelo seu caminho, Bia Mies homenageia quase duas décadas de exploração literária no Crônicas Cariocas.

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