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Crônicas
De onde se escapa o amor?
De onde se escapa o amor? Quem não se limita a viver só talvez também não saiba viver com o outro. Quem não encara a própria solidão a sós, não, a só, talvez não suporte a presença de alguém sem transformá-la numa tentativa de preencher aquilo que lhe falta. Dizem que o amor transforma. Mas o que seria essa transformaç
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Crônicas
Precisei me matar para renascer
Precisei me matar para voltar a ser quem sou. Há uma obscenidade nessa constatação, eu sei. Como se a existência, em algum momento, tivesse exigido de mim a minha própria ausência para que eu pudesse regressar. Não sei exatamente quem morreu. Talvez tenha sido aquele que eu acreditava ser. Talvez tenha sido o outro, es
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Crônicas
A liturgia do indizível
Há dias em que acordo acreditando que ainda caminho em direção a mim. Em outros, compreendo que não existe caminho algum. Existe apenas o intervalo entre um pensamento e outro, onde a escrita resolve acontecer. Não escrevo porque sei. Escrevo porque desconheço. O cigarro, quase sempre, anuncia esse instante. A fumaça s
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