Poesias de 1 a 99

É um espaço destinado para poemas de novos e autores consagrados.

  • ACESSE PARA LER
  • . Tudo é poesiaA agitação da ruaO sinalE a correria!A voz do vendedorO som do dia. Tudo é poesiaA propagandaO chafarizAté a melancoliaO engarrafamentoO papelão pra noite fria. Tudo é poesiaOs menores na esquina,Uma bola ou um limãoAcrobaciaNo alto dos edifício

    ACESSE PARA LER
  • Poema #17 – CORPO

    foi precisoque eu fosseenvelhecendopara entender(em parte) oerotismo tardionos poemas deDrummond. é que precisamosir perdendo parapoder reconquistar.é preciso ir morrendopra aprender a gostarda vida e tentar(quando não é mais possível)usufruir da beleza da águ

    ACESSE PARA LER
  • Da janela da casa onde moroaguardo a chegada de algunsamigos para a festa deaniversário. Nada se move, exceto a minhasombra na varanda, vazada deangústia, silêncio e noite. Fecho as janelas da casaonde moro e ainda douuma última olhada atravésdas frestas da ve

    ACESSE PARA LER
  • . Sob uma chuva de outubroo germe penetrouno solo árido de mim,onde as emoções se resguardavam. Mas o sol e o raciocíniodos meses subsequentesatrofiaram o germe ávidoque havia trazido o amor. E foram tantos os desencontrosdo clima naquele anoque a meteorologia

    ACESSE PARA LER
  • Cinco anos depois da pandemia ser anunciada, revisito este texto que nasceu em meio ao isolamento — ecos de um tempo que ainda ressoa. O horizonte anunciou um desafioNa época que trariaTanta luz e liberdadeChegaram tempos de trevasFomos convidados ao exílioUm

    ACESSE PARA LER
  • #14 – A LUA ESCURA

    . sabe,há um momentoem que a luafica escura. é quando,a escuridão maiorvinda dos montescobre a Rua Fácil. e tudo,vira um só quadronegro, uma lousafria que antecedea morte. Da Essencialidade da Água

    ACESSE PARA LER
  • #08 – Ofício

    E todo verso que façoUm pedaço de mim está e fica e se vêUm outro ninguém sabe, um laçoque não se sabe onde fica e nenhuma vista lê E toda estrofe que nasceMeus sonhos e verdades lá estãoNum outro canto, outras verdadesNo esquecimento ficarão Quando o poema, i

    ACESSE PARA LER
  • No silêncio sepulcral desta noiteabro a janelae recebo a visita do demônio.Juntos travamos um pequeno diálogoacerca da destruição do mundo. Depois percorremos os cemitériose os ninhos dos pássaros agourentos,respiramos o hálito da mortee compactuamos da miséri

    ACESSE PARA LER
  • #012 – ATÔMICO

    . Nossos filhos nascem cegospela poeira do nosso tempo.Nós ainda enxergamosporque já entendemos o mundoa partir da poeira que há nele,e que não nos incomoda muito.Areia (À Fragmentação da Pedra)

    ACESSE PARA LER
  • Quando acordei do comaeu já não tinha maisa mobilidade de antes.Olhei para as paredesde vidro do isolamentoe já não tinha a mesma visãode antesa mesma audiçãode antes. O mundo parecia ser outro. Perna e braço direitosestavam paralisados,dormentes e um sonode l

    ACESSE PARA LER
  • #10 – TECNO-POEMA

    . – Fala o poeta de vanguarda: A estrutura do verso está invertida em meu caleidoscópio. Preciso de uma máquina rápida e perfeita para fazer uma circuncisão mental: “Quero que a estrofe gravada ao jeito do vídeo cassete saia nítida, sem um defeito”. – Fala a c

    ACESSE PARA LER
  • #09 – EXPURGO

    hoje eu mordium chumaço depapel higiênicopara estancar(ou tentar conter)o sangramentoda língua dilacerada:como um cadáverantecipado que devorao seu próprio sudário. Um Andarilho Dentro de Casa

    ACESSE PARA LER
  • #08 – A Ilha

    . A ilha com seu silênciome comunica a mortedos seres espectraisque nela vivem ou já viveram. A ilha cercada por manguesé um poço de lama e óleo. Os pescadores da ilhame comunicam o fimdos pescadores da ilha. Os pescadores da ilhame apresentam a pesca de um di

    ACESSE PARA LER
  • . cheguei cansado para deitarsobre a cama de papelão no chãoe debaixo da marquise gotejante. uma poça de água da pingadeirasobre o passeio do mercado desativadoonde dormiam indigentes à espera do fim. dormir é dócil como o bebê embriagadodesapercebido dos plan

    ACESSE PARA LER
  • #06 – FAZER POÉTICO O primeiro verso é um pouco como o arPalavras soltas, palavras para cá e para láMas mãos cuidadosas vão caçando no brincarE o céu poético se ordena e tudo lá está. O quinto verso, já encorpado, é como a terraPalavras fortes e consistentes q

    ACESSE PARA LER
  • . “sob a luz de neon, o silêncio cresce como um câncer.as pessoas se curvaram e rezarampara o deus de neon que elas criaram.as palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrôe nos corredores do cortiço”Simon & Garfunkel era a noite fria e chuvosa

    ACESSE PARA LER
  • . “entre os anos de 1764 e 1767 os habitantes da pequena província francesa de Gevaudan, atualmente parte de Lazere, próximo das montanhas Margueride foram aterrorizados por uma criatura lupina que passou a ser conhecida como La Bête Du Gevaudan ou “A Besta de

    ACESSE PARA LER
  • Arrimo de família

    Noite fria, sombria, quieta.Ele, calado, encolhido, matutando.Eu, na espreita, alerta, sentinela.Nós, famintos, sedentos, enjeitados.Olhos remelentos, húmidos, arregalados.Corpos esquálidos, caquéticos, patéticos.Dentes que bambeiam, rareiam, vadios.Garrafa va

    ACESSE PARA LER
  • #04 – O Piso da Minha Alma . ressoam em meu cérebroecos de canções que eununca escreverei jamais. mas existem em mimcomo acordes tangíveisdo que se aspira a ser. à sombra do músico adormecidoeu vivi a minha vida inteira assimdisfarçado de poeta como se f

    ACESSE PARA LER
  • Poesias de 1 a 99

    #01 – ímpetos de reformulação e atitude . Acendi uma vela, e me veioDe outro planoque não eu, mas era eu, tambémAcender 8o 8, deitado, é o infinito8, em pé, conforme as coloqueitornou-se fogueira O fogo ardeu, ardeu eenquanto eu vivia o momento presenteA

    ACESSE PARA LER
  • Poesias de 1 a 99

    04# – RÉQUIEM I Estou hoje caladocomo se houvesseroubado o silênciodos mortos. Estou hoje tranquilocomo se a calmafosse um atributodos homens enfermos. Estou hoje festivocomo se estivessenuma festa, e lúcido,como se a lucidezfosse a própria festa. Estou

    ACESSE PARA LER
  • Poesias de 1 a 99

    #01 – METAMORPHOTHRILLER Liberdade ilusãoVontade reprimidaPrisão de si mesmoEncaixe em moldesDECEPÇÃO…Nunca foi o que realmente era, considerava o seu próprio ser repugnante aos grandes olhos dos filtros sociais. Lamentava, vestia a máscara e… FIN-GI-A…D

    ACESSE PARA LER
  • Poesias de 1 a 99

    #03: Paredes Estou cercado de objetossem expressão ou significados(utensílios para o desempenhode um trabalho sem utilidade).Tenho as mãos ocupadasna tarefa de preenchero vazio com papéisde números impressos.A cabeça gira à procurade lembranças que possamdesvi

    ACESSE PARA LER
  • Poesias de 1 a 99

    002# – AGUACEIRO A chuva cessou de chovere já agora eu possotirar as mãos dos bolsose atravessar a rua. Mas já não tenho mãose nem tampouco possoatravessar esta rua, poisa água levou-me as pernas. E a rua, embora chovida, está seca.Eu fui a chuva que cho

    ACESSE PARA LER
  • Poesias de 1 a 99

    #01: Instante de Pura Poesia eu ontem, passando na calçada,deparei-me com uma visãoaterradora de um pássaroque, ao defender seu espaçode um intruso invasor, levoua pior na batalha sangrenta e,roto e estropiado, na arvorezinhamirrada, olhando de soslaio,entre s

    ACESSE PARA LER
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Desative para continuar