Autores

  • ago- 2025 -
    2 agosto

    O famoso ninguém

    Andar pelas ruas de Paraty, nesses dias de FLIP, tem me feito pensar na realidade farta que o anonimato esconde ou sufoca. Quantas histórias caminham na gangorra dessas pedras? Quantas dúvidas, decepções e sonhos se escondem nas frestas desse chão? Da ponte, v

    Leia mais »
  • jul- 2025 -
    31 julho

    Juno

    — Não tenha vergonha de olhar para mim. Ele falava com uma senhora muito elegante, cujo cão tinha parado para fazer suas necessidades perto de onde ele estava sentado, sobre um papelão sujo, com as costas apoiadas na parede de uma padaria no centro de São Paul

    Leia mais »
  • 31 julho

    Síndrome do bebê fantasma!

    Na pracinha do bairro, clara caminha com seu carrinho de bebê. O sol da tarde ilumina o rosto rosado da “criança” que ela exibe com orgulho. Os vizinhos sorriem, mas, ao se aproximarem, congelam. Nos braços dela, há um boneco reborn: olhos de vidro, veias dese

    Leia mais »
  • 31 julho

    Tudo muda

    Um estalo e tudo muda. Bruna saiu de casa muito cedo, para ir ao treino na academia. Não tomou o café da manhã direito. Precisava ir rápido para poder, depois, trabalhar. Muita pressa para uma vida tão curta. E ela que tanto defendia o cuidado com o tempo… Na

    Leia mais »
  • 29 julho

    Preta foi para o céu

    Preta Gil foi para o céu. O Brasil ficou órfão de sua alegria escandalosa. Preta perdeu sua última batalha contra o câncer. Perdemos a cantora, a empresária, a apresentadora, o exemplo de mãe, a mulher inspiradora que ela foi. Preta foi embora no último doming

    Leia mais »
  • 29 julho

    Fazendo a roda girar

    Saía de casa faceira após chamar o Uber. A vizinha vê, para. Me elogia. Pavaneio. Vou dar entrevista. Oferece carona. Recuso. Uber já chegou. Penso na taxa de cancelamento. Pago não. Não sei mesmo fazer conta. Vou de Uber. Vizinha se vai. Começa a tradicional

    Leia mais »
  • 28 julho

    Poema #01: A Viagem

    A gente corre e esqueceO tempo aquece, escorreSe a vida dança, eu rioSe a vida flui, eu sambo De lá eu vejo, sintoDe longe eu peço, e ficoDa rua, a terra, o transeA moita, espreita, um tanto Eu tive sede e sonhoVivi a luz, a sombraTimbrei um brado, um tintoUm

    Leia mais »
  • 28 julho

    Poema #32: Versos Lastimosos

    a gentesempre se ressentecontra quemsupostamentese diz muitofeliz Da Essencialidade da Água

    Leia mais »
  • 27 julho

    Órfã

    Somos inseparáveis. Sabe aquela dupla que passa a maior parte do tempo colada? Pois é, somos assim – tipo queijo com goiabada –, um não pode viver sem o outro. Fazemos tudo juntinhos, uma mão lavando a outra, parceria que já vem de longa data. Seja de dia, sej

    Leia mais »
  • 26 julho

    O poder que ela tem

    Estava num salão de beleza, fazendo a unha e papeando com minha amiga e manicure, quando fui fisgada pela conversa que se desenrolava ao lado.   Uma senhora de 76 anos relatava que um rapaz de 38 estava lhe assediando na academia. Segundo ela, o bonitão d

    Leia mais »
  • 26 julho

    Vira-lata procura homem de raça

    Vira-lata de estirpe procura ser humano de raça. Pode ser branco, negro, amarelo, vermelho, azul, não importa. A “raça” que realmente conta para um autêntico vira-lata como eu é a fibra, o caráter e o afeto que me garantem perfeita harmonia para os próximos 15

    Leia mais »
  • 26 julho

    Calendário

    E lá vamos nós para mais um dos dias “disso” ou “daquilo”, que não conhecíamos, mas que brotam do calendário com a maior certeza. É dia do beijo, dia do abraço, dia do irmão, dia nacional do homem (15 de julho). Há dias que eu aplaudo.  Sem trocadilh

    Leia mais »
  • 24 julho

    ESCOLHAS

    Pode-se não dizer nada (e isso talvez não seja tão difícil). Pode-se guardar as palavras, esquecer os substantivos, calar os adjetivos, ignorar os verbos. Pode-se não pensar no toque de peles mornas nem em anoiteceres compartilhados, muito menos em entardecere

    Leia mais »
  • 22 julho

    Poema #31: CACTOS

    No meio da tardeNo meio do mundoNo meio da salaestamos plantadoscomo uns cactos. No meio da vidaNo meio do sonhoNo meio do amorestamos atadoscomo uns escravos. No meio do caminhoNo meio da raivaNo meio do medoestamos presoscomo uns condenados. No meio de tudoN

    Leia mais »
  • 22 julho

    Aprendizado à beira-mar

    A primeira vez que vi o mar foi um acontecimento. Foram horas — acho que oito, talvez dez — de Belo Horizonte até Marataízes, com aquelas paradas que hoje soariam enfadonhas, mas que na infância tinham gosto de festa: milho cozido na beira da estrada, mingau d

    Leia mais »
  • 20 julho

    O dia em que não havia mais nada pra sonhar

    Olhou para o lado e não havia mais árvores… Olhou para cima e, o céu cinza, cheio de fumaça, impedia qualquer ser vivente de ver o sol! Olhou para o outro lado e… não havia mais água! Resolveu caminhar entre pedras e destroços, cascalhos, plásticos

    Leia mais »
  • 19 julho

    Minha Carlota Joaquina

    Quando eu cruzei a linha dos cinquenta, a estranha do espelho começou a me visitar com frequência. Lembro do nosso primeiro encontro, parecia o desafio dos sete erros:  lábios finos, vincos na testa, derretimento das bochechas, bigode

    Leia mais »
  • 17 julho

    Agora não é hora

    Agora não é hora, e peço que não me perguntem quando e como aconteceu. Se fazia frio ou calor, se a lua estava cheia girando no céu ou, ao contrário, se havia nuvens se juntando para a conspiração da chuva, se a cidade estava tranquila ou era o formigueiro hab

    Leia mais »
  • 17 julho

    Tempo da mudança de atitude!

    Possuo muitas bibliotecas perdidas em sonhos, que descrevem experiências vividas. Não lembro de alguns detalhes saborosos de minha infância, mas recordo que meus pais me deram muito amor e carinho, que eu gostaria de rever em meus olhos, tocar novamente aquela

    Leia mais »
  • 15 julho

    A VINGANÇA DO LAPTOP**

    *— Quando a tecnologia resolve mostrar quem manda (e vira protagonista da reunião) O relógio marcava 14h30 e ele estava numa reunião remota de marketing da Agência Pixel & Café*, com o chefe, as meninas do RH, as estagiárias… e até o Padre Marcelo, convida

    Leia mais »
  • 13 julho

    “Felicidade se acha em horinhas de descuido”

    Foi o Guimarães quem disse. O Rosa, que não é flor, tampouco cor. Ele disse, eu refleti. Me perdi nas horas, horas longas e não pequeninas, que atravessaram meu corpo, minhas ideias e minhas versões, desde o nascimento. Me descuidei, por um fio, horas a fio, f

    Leia mais »
  • 13 julho

    Aroma, meu guia

    Em outra vida, tenho certeza, fui um Bloodhound — aquele cão de faro imbatível, dono de 300 milhões de receptores olfativos. Os humanos comuns (não me incluo) mal chegam a 5 milhões. Sinto odores há quilômetros de distância, tanto os que me encantam como aquel

    Leia mais »
  • 13 julho

    A pedra do caminho pode ser um trampolim

    Hoje minha intenção era escrever sobre as mil vestes do amor. O interesse pelo tema surgiu a partir de uma conversa entre amigas. Falávamos sobre as possibilidades e particularidades das relações amorosas na fluidez da modernidade: amor livre, relações abertas

    Leia mais »
  • 13 julho

    Semente, Flor e Fruto

    Nossos pais são os nossos educadores natos e a escola nos ensina a ler, ter cultura, cidadania, socializar. Esse é o pequeno mundo das crianças.  Já a literatura distrai, ensina e forma a pessoa que nos tornamos. Ler amplia o horizonte; sem sair de casa i

    Leia mais »
  • 10 julho

    Deuses, sábios e poetas!

    Você consegue imaginar o momento onde nossa raça planetária está a minutos do apocalipse, e que um relógio marca esse tempo em detalhes sórdidos para te enlouquecer? Pois esse cuco marcador de nossos últimos dias existe, se chama Relógio do Juízo Final, ou Rel

    Leia mais »
  • 10 julho

    O velho piano

    Com as costas curvadas e as mãos apoiadas nos joelhos, o velho Amadeu contabilizou o produto de sua semeadura: recolheu duas cenouras que tinham brotado no meio das alfaces e das couves. Gostou da surpresa. Analisou e viu que as cenouras eram boas. Preparou e

    Leia mais »
  • 9 julho

    De quando quase encontrei Givanildo Carmelino de Abreu Vasques

    Quando acabou a aula de química industrial, fui ao food truck mais frequentado dos arredores da faculdade. O cachorro-quente daquele lugar era tão conhecido quanto o seu Jacinto e a dona Cesárea, seu Jajá e dona Cesinha, para os íntimos. Nunca houve um food tr

    Leia mais »
  • 8 julho

    Postei que me amo, mas o Wi-Fi não curtiu

    Sabe aquele dia que a gente acorda meio piegas, sentimental demais, como se tivesse engolido um coach motivacional junto com o café? Se nunca acordou assim, por favor, me indique o remédio, porque eu sou refém dessas crises. Pois foi numa segunda-feira dessas

    Leia mais »
  • 7 julho

    Poema #05: Procura dos sentidos

    Terminantemente cego pelo brilho da sua voz,custei a compreender que o farol era oco.Lançam-se às ondas os que não veem.Os olhos,mal acostumados à claridade nua,não distinguem o contorno do timbre que os feriu.Perfil de muitos rostosou nenhum. Vem de lá o jogr

    Leia mais »
  • 7 julho

    Poema #30: Porém, Nada Dizia

    Gosto do silêncio.Prefiro ficar em silêncio.Vejo as pessoas conversandoe a imagem que me fica é ado cuspe trocado entre elas.

    Leia mais »
Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Desative para continuar