Poesias de 1 a 99

Poema #65: Rio Grande

O Rio Grande não é apenas
grande, ele é também
referencial de um sonho
(ponte de água clara
interligando abismos).

Dreno com meus olhos líquidos
a sua enseada como quem não
drena nada, exceto a visão da água.

E como a viagem não permite
que se fique sempre às margens
do Rio Grande, instalo uma sonda
em suas águas e a outra ponta da
sonda eu a trago encravada na alma.

Inventário de Sombras

Milton Rezende

Milton Rezende, poeta e escritor, nasceu em Ervália (MG), em 23 de setembro de 1962. Viveu parte da sua vida em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF, depois morou e trabalhou em Varginha (MG). Funcionário público aposentado, reside em Campinas (SP). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de quinze livros publicados, quatro e-books e tem um blog e um site. Fortuna crítica: “Tempo de Poesia: Intertextualidade, heteronímia e inventário poético em Milton Rezende”, de Maria José Rezende Campos (Penalux, 2015). www.miltoncarlosrezende.com.br / estantedopoetaedoescritor.blogspot.com

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