Lula

  • Eleições 2026

    No dia 04 de outubro de 2026, ocorreu o 1° turno das eleições para deputado, senador, governador e Presidente da República, em uma representação da maior festa da democracia. Democracia é uma palavra velha, já desgastada pelo uso, de origem grega, a qual remete a um governo que possui participação popular nas decisões políticas, seja por meio direto ou indireto. Às vésperas do começo das apurações, mesmo sem ser repórter ou jornalista, já me encontrava de plantão no pé do aparelho celular. Qual seria o resultado? Será que haveria 2° turno? Uma verdadeira euforia, como se aguardasse o resultado do edital de um concurso no qual havia me inscrito.

    Lá estava eu (e não só eu). No sofá, encontrava-se um dos cientistas políticos mais sábios que já vi, meu avô, formado pela universidade do jornal televisivo. Ele comentava a subida e descida dos candidatos ao longo da apuração das urnas. Minha avó e tia não ficavam para trás, indagavam sempre que lhes surgiam dúvidas na mente, torcendo pelos candidatos aos quais, antes das 17h, confiaram seus votos.

    — Enfrentar aquelas filas grotescas de novo? — diziam elas.

    À medida que avançava a computação quantitativa dos votos, consegui observar uma triste realidade que julguei estar corrompendo a minha tão linda e bela nação brasileira: a polarização política. Os resultados praticamente empatados, sobretudo no tocante ao cargo de Presidente da República, evidenciavam um cenário de fragmentação de um povo único, que vive em um mesmo território e partilha de uma língua e costumes próprios, apesar da grande diversidade que o cerca. Uns pautados no pretexto de salvação da pátria, da criação do PROUNI, do SISU, do Bolsa Família. Outros movidos pelo sentimento de mudança, de “liberdade”, da fé, da conservação dos bons costumes.

    — Vai embora, forasteiro! Não está vendo que o povo não te quer? — passa um carro com som estrondoso enquanto a TV Senado transmitia, ao passo que também comentava, os resultados de eleição e reeleição de alguns candidatos.

    Famílias separadas, amigos brigados, crimes eleitorais, xingamentos. Faz parte do processo, mas uma coisa nunca pode mudar: somos todos brasileiros, um só povo. Mesmo que o meu candidato não atinja o posto que almejei para ele, devo respeitar a soberana decisão da maioria e pedir a Deus que capacite quem Ele determinou para conduzir o Brasil. Acredito eu que a esperança de todo um povo não deve estar concentrada em homens. Mesmo sendo incumbidos de tamanha responsabilidade, aqui me refiro não só ao representante do Poder Legislativo, mas também aos dos demais, que são seres humanos, logo suscetíveis a erros.

    Independentemente dos nomes empossados em janeiro de 2027, tenho convicção do controle absoluto e soberano de Deus. Torço por uma reação pacífica ao resultado das urnas. E que, para fora das nossas fronteiras, sejam varridos todos os problemas que hoje acometem o país.

  • Brazilzão

    Não falo de Clarisse, pelo contrário, ela se mostra ser uma pessoa de bem, engajada, fervorosa com os princípios das “quatro linhas da Constituição”. Falo de Sérgio, que se debandou para lá, pro lado comunista. É um tremendo de um traidor e vacilão. O casamento deles está um pandemônio. Imagine conviver com um comunista, que está pronto para matar um adversário a qualquer hora; que está repleto de ideais do mal; que quer ver a desgraça de toda uma sociedade de bem. Clarisse não tolera a virada de casaca de Sérgio, que hoje condena Bolsonaro – que ironia terrível. Até pouco tempo atrás, Sérgio dormia em acampamento em frente ao quartel, manifestava – até com certo excesso, que nós tínhamos de contê-lo –, idolatrava mesmo o nosso chefe maior, como um ser divino, enviado dos céus. Tudo que ele falava era lei. Hoje está do lado de Xandão. Disse que foi iluminado por um sonho tresloucado, só pode. Viu Jesus caminhando com os pobres, os vagabundos, os bêbados, os viados e os nordestinos. Onde já se viu?! A Bíblia não diz nada disso. Ao contrário, a Bíblia é santa, é o nosso guia e de Bolsonaro, declarando as palavras certas e duras, para o nosso bem e santidade. Não prega, jamais, a balbúrdia, que esse povo baixo prolifera. Você já viu o comportamento desses infiéis? Vi uma vez aquele Pablo Vittar e me escandalizei, e determinei que minha neta nunca mais assistisse a qualquer coisa dele. É um demônio disfarçado de gente. Foi preparado para destruir a cabeça dos jovens, para se virarem contra as leis de Deus. Veja só a inscrição do nome de Bolsonaro: Jair Messias Bolsonaro. Messias, viu aí?! Ele foi chamado por Deus para livrar o Brazil do comunismo. Voltando ao Sérgio, ele está absolutamente errado, se vendeu por nada. Fico perplexa com a desfaçatez do sujeito, que até outro dia se dizia ser nosso amigo. Chegou a frequentar a minha casa, justamente na comemoração daquele fatídico ano de 2018, quando o chefão se tornou presidente, para a honra e glória do nosso País. Observe como as coisas são bem articuladas: tudo que Bolsonaro está passando é somente uma prova para, com a ajuda dos alienígenas, refundar a nova ordem XWO. O que é Xandão na frente de criaturas superiores?! Deus e Elon Musk mandarão logo, logo, antes de uma inventada prisão de Bolsonaro, seres celestiais, de outras galáxias, para limpar o Brasil, e deixar nessa terra dourada somente os brazileiros de estirpe. Vão fazer uma limpa como jamais se viu! Os primeiros a serem exterminados serão Lula, Alckmin, Xandão e todo o STF. E Trump está intermediando esse plano, que começará no Brasil e passará por Venezuela, Cuba e afins – já viram os indícios de ataque a Maduro? São sinais dos novos tempos. Claro que agora vai dar certo. Só tenho pena de Sérgio, antes tão aguerrido; será dizimado junto com os comunistas.

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