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jan- 2025 -11 janeiro
Do outro mundo
Vc conhece o outro mundo? Já foi lá? Sabe pelo menos onde fica? Sou capaz de apostar: quase ninguém foi lá ou sequer pensa em sua existência. Afinal, para quê, vocês poderiam se perguntar. Não sei responder. Na verdade, nem é preciso. Mas hoje eu os vi chegando… às vezes aos pares, uns apressando os passos, outros olhando o chão onde pisavam. Rapazes e moças com andares leves, rápidos e sorrisos fáceis e também aqueles, cujos fardos invisíveis lhes amarrav
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11 janeiro
Sobre ontem
Contrariada, acordei às 6h da manhã. Hoje é dia de Pilates e caminhada. Pensei em esbravejar, dizer o quanto eu odeio esse compromisso com o bem viver, mas melhor não. Faz tempo que aceitei que atividade física é remédio. Não importa se o gosto é ruim, se a drágea é muito grande, engole! Também cansei da cobrança de encontrar um exercício que me desse prazer, já fiz muito esforço para achar um amor, a empreitada é inglória. Então, me tr
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10 janeiro
Moça de azul no metrô
A moça estava de azul na plataforma da estação do metrô. Um vestido leve e elegante. Os sapatos bem cuidados, brilhavam até. Uma bolsa completava com elegância o quadro que tinha diante de mim. Próximo a ela, lá estava eu. Não tão próximo a ponto de aspirar seu perfume mas o suficiente para ver seu rosto em detalhes. A discrição séria em mim lutava freneticamente com a curiosidade romântica pelo direito de olhar a moça com intensidade para capturar suas ex
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10 janeiro
Mirtes, a traça
Fazia tempo que eu vinha notando, mas o prudente era fingir ignorância. Durante a época de aulas, tudo bem, foi possível manter-me indiferente. Mas não agora, que longos ócios me obrigam a horas no gabinete. Agora tenho de enfrentar Mirtes e a sua ronha, sua reima de tisanuro roaz. De noite sinto que me espreita por detrás de uma lombada. Às vezes, sutil, entre linhas ou nalgum subtítulo. Fora isso polvilha infólios e avaria vade-mécuns, Quando não, renite
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9 janeiro
Desaprendizagem!
O filósofo Sócrates nos disse para ter cuidado com o vazio de uma vida ocupada. E para isso recomendou que você não deva se preocupar com os outros, porque o mundo está cheio de outros. Na Internet podemos comprovar facilmente isso, através do gigantesco volume de gente navegando por lá, ao menos é o que dizem ser uma verdade. Porém, até 2026, o tráfego de robôs irá ultrapassar o de humanos, e a luta contra o envenenamento de resultados em mecanismos de bu
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9 janeiro
A casa de Cortázar, tomada
. em homenagem ao conto “Casa Tomada”, de Julio Cortázar (1914-1984), escritor argentino Gostamos da casa porque, além de espaçosa e antiga (mesmo que hoje as casas antigas sejam pouco valorizadas), guarda as recordações de avós e bisavós, pais e toda a nossa infância. As paredes sabem de nós, quem fomos, quem somos. O eco das vozes do passado ainda nos enchem de encantamento. Houve felicidade aqui — ainda há. Minha irmã Irene e eu nos acostumamos a viver
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8 janeiro
Tudo novo de novo
O início de ano, quando há troca de gestão municipal, não surpreende ninguém. E quando há troca de gestão estadual e federal, não é diferente. São comuns os discursos tarimbados, com argumentos fantasiosos e copiados dos governos anteriores (nunca cumpridos, de fato). São mais comuns ainda as votações de projetos polêmicos em ampla aceitação justamente nos dias em que ninguém está com paciência para a política. Então, ano sim ano não, a gente acaba passand
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7 janeiro
VALDIR E FONSECA
Valdir e Fonseca trabalhavam na mesma empresa. Estavam na casa dos 50 anos bem vividos, um talvez mais do que o outro. Eram também vizinhos, o que não significava que eram amigos. Todos os dias saíam no memos horário, mas Valdir nem sempre voltava para casa antes do Jornal Nacional. Tinham algumas outras tantas diferenças. Valdir era quase mau humorado. Quase. Alto, magro, parecia estar sempre com fome. Mas preservava a cabeleira intacta, motivo de inveja
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6 janeiro
#05 – A Besta de Gevaudan (*)
. “entre os anos de 1764 e 1767 os habitantes da pequena província francesa de Gevaudan, atualmente parte de Lazere, próximo das montanhas Margueride foram aterrorizados por uma criatura lupina que passou a ser conhecida como La Bête Du Gevaudan ou “A Besta de Gevaudan” eu já fui quase do tamanho de um touro ou de um urso, meu braço e dedos direitos, em função de sequelas, pareciam garras afiadas e o conjunto todo era de uma aparência medonha. a primeira m
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5 janeiro
Elástico infinito – a natureza e a sua sabedoria
Um alce, no alto de uma floresta densa, olha para cima, por um momento fugaz. No mesmo instante, ouve-se o murmurar do léxico perceptível – numa onda para nós, humanos, intangível -: e o alce o distingue pelo encontrar das superfícies de uma folha na outra, obrigadas a ter tal conexão corporal por um simples capricho do vento, senhor de todos os movimentos. Lentamente, do alto da mesma floresta densa, formigas passam destemidas por detrás das patas d
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5 janeiro
Arrimo de família
Noite fria, sombria, quieta.Ele, calado, encolhido, matutando.Eu, na espreita, alerta, sentinela.Nós, famintos, sedentos, enjeitados.Olhos remelentos, húmidos, arregalados.Corpos esquálidos, caquéticos, patéticos.Dentes que bambeiam, rareiam, vadios.Garrafa vazia, gamela vazada.Burburinho no beco, grupinho do boteco.Garotada excitada, bebida exagerada.Sanduba na mão, churrasco no pão.Passo apressado, casaco amarrado.Rota traçada, calçada apertada.Molecada
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5 janeiro
A primeira crônica do ano
Esta é a primeira crônica do ano. Um ano novinho cheio de sonhos e projetos para o futuro! Esta é uma crônica de início. Uma crônica que cheira o novo, como presente recém-aberto, esperando ser tocado, usado, experimentado pela primeira vez… O que imaginamos de um ano que se inicia? Que sejamos felizes e tenhamos paz? Que conquistemos tudo aquilo que desejamos? Que nossos esforços sejam recompensados? Na virada do ano, quando os fogos de artifício co
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4 janeiro
Boa pergunta
As galinhas (raízes, autênticas) botavam o ovo e cacarejavam. Umas mais que as outras. Saíam pelo quintal em alto e bom som espalhando o feito. Passavam em meio às colegas solteiras, aos galos jovens e imponentes e ao preferido — aquele com quem, há poucos dias, haviam ciscado lado a lado, enquanto ele a cortejava disfarçadamente. Quanto à galinha choca e seus pintinhos, ela era evitada ou ignorada. Enfim. Cacarejava e desfilava, indo de um lado a outro. C
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4 janeiro
Ensinamento de vó
Eu não tenho dúvida de que o pensamento positivo é um recurso indispensável ao bem viver. Não sei se ele remove montanhas como faz a fé, mas, certamente, alivia a dor das topadas que damos na montanha. Pelo menos, foi assim que aconteceu comigo: passei o dia 31 fazendo minhas orações, mandingas e simpatias para a virada. Vibrei positivo, recarreguei a mente de energia limpa, joguei para o universo meus maiores anseios e desejos, certa de ser escutada e ate
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3 janeiro
Pede que Iemanjá atende
Ela saiu de São Paulo decidida a dar um rumo na própria vida. Não era definitivo, só viagem de fim de ano. Mas precisava arrumar a casa. Fazia tempo que sua vida estava uma bagunça. Nem tudo, para ser honesto. O trabalho até que estava ficando no jeito certo mas tinha o divórcio que estava um nó só. O ex não se posicionava, não fazia nada nem saía de cima. Um atraso! Uma amiga disse: “olha, busca no candomblé que você tem resposta para suas aflições.
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2 janeiro
Acerto de contas!
Bem aventurados os corajosos de plantão que seguem incontidos na emoção de uma nova experiência lúdica ou fugaz, para suas vidas, lhes restando apenas enfileirar uma delas, na vez, oportunizada pela insistência. Não devemos desistir de carregar a dor da reconstrução, ela é apenas a forma que se apresentou para dizer que a conta da vida ainda está aberta, em compasso de espera de suas novas decisões, mesmo que parcas e tímidas, porém, destemidas e ins
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2 janeiro
Clementina
Este ano toca plantar e colher milho, já deram a ordem. Antes já foi feijão e trigo. Milho agora. A gente ouve, a gente cumpre. Mas não vai chover uma gota, disseram. Outra colheita perdida. Apesar de tudo, Clementina segue na lavoura, cavucando a terra seca com a enxada sempre à mão, fazendo valas, eliminando as ervas daninhas, arrancando cogumelos e caracóis, preparando o terreno. Edimburgo, que preciosidade, como veio gordinho e perfeito! Clementina viu
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dez- 2024 -31 dezembro
Sílvia Maria
Toda noite o barulho dos saltos de Dona Sílvia estalava no assoalho de madeira. O ritual era sempre o mesmo: ela conversava alguns minutos ao telefone, abria uma garrafa de vinho, tomava um banho demorado, se arrumava e esperava o próximo chegar. Ele tocava o interfone, ela calçava os saltos e saía apressada para abrir a porta. Parecia recuperar o fôlego antes de dar o primeiro “Oi!”, e o que se passava depois era sempre abafado por barulhos de beijos e ou
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31 dezembro
O Natal do meu avô
Natal, para mim, sempre significou o Natal do meu avô, o Natal de nossa família em sua casa e ao seu redor. Mesmo hoje – após a sua partida e o fim do que vivenciei por anos –, é a memória daquele apartamento e daqueles dias que me vêm à mente ao chegar dezembro. Ainda hoje, para mim, esta data continua a significar o Natal do meu avô. Antes de chegar a tão almejada noite, eu já a vivia. E a vivia com fervor e cupidez. A sua semana, os dias que a antecedia
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30 dezembro
Poesias de 1 a 99: 04 – O Piso da Minha Alma
#04 – O Piso da Minha Alma . ressoam em meu cérebroecos de canções que eununca escreverei jamais. mas existem em mimcomo acordes tangíveisdo que se aspira a ser. à sombra do músico adormecidoeu vivi a minha vida inteira assimdisfarçado de poeta como se fosse um andarilho dentro de casa. O Jardim Simultâneo
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29 dezembro
Poesias de 1 a 99
#01 – ímpetos de reformulação e atitude . Acendi uma vela, e me veioDe outro planoque não eu, mas era eu, tambémAcender 8o 8, deitado, é o infinito8, em pé, conforme as coloqueitornou-se fogueira O fogo ardeu, ardeu eenquanto eu vivia o momento presenteAs duas coisas ligaram-seDançado ardentementePavios como mãos dadasFogo fátuo, feito, farto De repenteminha atenção recor-tou-se em du-asduase eu estavaum olho em algo,outro na labareda,e quandoas para
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29 dezembro
Deixar pelo caminho
Arrumando a mala para viajar no final de ano, separei as roupas que iria usar: roupas leves e confortáveis para o dia, pois vou para o calor, uma opção mais elaborada para o réveillon, traje de praia, sandálias e uma roupa de caminhada. Enquanto pensava na mala e em como conseguir selecionar o básico, essencial, aquilo de que realmente preciso, comecei a refletir sobre o que quero levar de mim para 2025, e o que pretendo deixar pelo caminho. O ano que pass
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28 dezembro
Listas do existir
O momento é propício à elaboração de listas de desejos e promessas para 2025. É tempo de mergulhar nas mais diversas ilusões de si mesmo; de vibrar intensamente com a motivação sazonal para trocar de pele, personalidade e modus operandi. Essa é a magia de dezembro: fazer com que cada um acredite em sua meteórica transmutação. A mensagem subliminar é poderosa: Seremos, em breve, o que jamais fomos até aqui, mas seremos! Acredite, no pipocar dos fogos de Rév
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26 dezembro
Escolher é renunciar!
Na ausência de um momento saudável regado à saúde, família, amigos e um lar, desenhamos uma história com muitos instantes dentro de um vazio criado para ser preenchido a partir das possibilidades mais secas. Alguns questionam lutar para que? Para tudo, pela vida ainda presente. Não é o suficiente sofrer? Releve, aproveite os dias que passam, abrace esse dom que ganhou, essa coisa linda que nos deram. Mas o fato de não lutar eventualmente, se abandonar e d
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26 dezembro
Um leão na beira da estrada
Vi-o de longe e identifiquei o leão parado na beira da estrada. A juba grisalha e rebelde não podia ser de outra pessoa. Era ele no acostamento, apoiado em seu carro com o capô levantado. Tinha nas mãos um galão de plástico vazio e parecia aguardar uma carona. Eu passei de moto, capacete posto, só os olhos à mostra. Meu pai não me reconheceu. — Sem gasolina?”, perguntei. — Sim, que azar!, ele respondeu. — Sobe — indiquei com a cabeça o assento traseiro — E
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25 dezembro
Feliz Natal
Ouvia logo cedo a música Why is it so hard, do Charles Bradley, enquanto bebericava uma cachaça Ambirá, trazida de Minas no verão passado. Acho que combinam, a música e a cachaça, fortes e encorpadas, uma canção não pasteurizada e uma pinga de alambique. Sim, sou dos que bebem pela manhã, sobretudo nas férias. Findava a primeira dose quando percebi estarmos em pleno 25 de dezembro. Uma data especial, sem dúvidas. Um dia para rezar, celebrar, agradecer, ref
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24 dezembro
VIDA ESPECULATIVA
. 5,9686,0096,0356,0946,0966,267 X- Gabriel Galipolo- MOEDA DOS BRICSPerfis do mercado… MUITA ESPECULAÇÃOPerfis localizados à direita de FORMA EXTREMA… MUITA ESPECULAÇÃOMUITA/MUITA/ MUITA.ES-PE-CU-LA-ÇÃOPÃ-NI-CO GE-NE-RA-LI-ZA- DO7,5?8,0?8.5?9!??????????????????ONDE A HUMANIDADE SE PERDEU? OU ESTAMOS PERDENDO A HUMANIDADE?
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23 dezembro
Poesias de 1 a 99
04# – RÉQUIEM I Estou hoje caladocomo se houvesseroubado o silênciodos mortos. Estou hoje tranquilocomo se a calmafosse um atributodos homens enfermos. Estou hoje festivocomo se estivessenuma festa, e lúcido,como se a lucidezfosse a própria festa. Estou hoje vencidocomo se soubesse a verdadee sozinho vou indo mesmoa uma festa, atendendo aoconvite dos mortos. 05# – RÉQUIEM II cérebro inchadoem recônditas gavetas,minha cabeça não deixade doer. fu
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22 dezembro
Robérvios
À noite todos os gatos são pardos, e Robérvios estava certo de que Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Afinal, Saco vazio não para em pé. Sempre ouvira falar que Deus escreve certo por linhas tortas e que Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Mas Quem não chora não mama e Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato e, no seu caso, precisava urgente recuperar o ouro perdido. Pensou: Não deixe
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22 dezembro
SEM TÍTULO, dezembro dois mil e vinte e quatro
Ler – sendo eu o “recheio de um sanduíche” composto pelo conjunto de lençóis praticamente novos, verdes, vacilando entre o algodão 100% liso e o de arabescos geométricos, aroma envolvente de quem acabou de sair da máquina lava e seca -, confortavelmente descansando as intermináveis horas de trabalho que se seguiram nas últimas semanas – mal tive tempo de me deitar ou introjetar minha nova idade, não fosse a viagem – que sempre
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