“se soletra L-U-A”
sabe,
há um momento
em que a lua
fica escura.
é quando,
a escuridão maior
vinda dos montes
cobre a Rua Fácil.
e tudo,
vira um só quadro
negro, uma lousa
fria que antecede
a morte.
Da Essencialidade da Água
“se soletra L-U-A”
sabe,
há um momento
em que a lua
fica escura.
é quando,
a escuridão maior
vinda dos montes
cobre a Rua Fácil.
e tudo,
vira um só quadro
negro, uma lousa
fria que antecede
a morte.
Da Essencialidade da Água
Lento, tudo está lento…
Vejo meus passos firmes, passos soltos
E já não sei mais o que solto, pelo que passo
Se quando firmo, não me atento.
Doce, tudo está salvo.
Tampouco o hoje é, sorte.
Se é veneno um tanto, e quanto ao não que houve?
E quando o há? Sabemos?
Se o quanto ouço, ou vejo
Fizer mera semelhança ao sentido…
Se por falar em sentir, se exaltar-lhe o tato
For, ainda assim, coisa-fato… não me remeto ao senso de ser simples isto.
Existo. Voo.
Plaino sobre a superfície d’areia
Que me recolhe toda a intuição da corrente
Vou contra, sou filho. Soo, assopro, conduzente que não leva, mas vai.
Ah, eu deixo isso de saber muito
Para quem não me entende.
Segredo maior não há – no uno verso
Que não lhe enfrente. Talvez, por isso, seguro seja seguir.
Saúde!
Um gole lento na palavra
ausente.
Poema ao vento
Cesto vazio em pouso certo
Cascalho de ilusões
Sem tempo.
Poema ao vento
E nenhuma certeza das coisas
Nenhuma certeza.
De repente uma linha intrometida atrapalha o poema, como um rio conquista com ajuda das águas a terra branca, areia, alguma coisa separando os versos e construindo as margens. Há um menino do outro lado e ele abana um boné vermelho para o poeta. O poeta não se sente muito bem no meio de um parágrafo, mas, mesmo assim, acena para o menino…
Poema ao vento
Um contratempo
Mapa e ponte
Descaminho
Novo tempo