Lento, tudo está lento…
Vejo meus passos firmes, passos soltos
E já não sei mais o que solto, pelo que passo
Se quando firmo, não me atento.
Doce, tudo está salvo.
Tampouco o hoje é, sorte.
Se é veneno um tanto, e quanto ao não que houve?
E quando o há? Sabemos?
Se o quanto ouço, ou vejo
Fizer mera semelhança ao sentido…
Se por falar em sentir, se exaltar-lhe o tato
For, ainda assim, coisa-fato… não me remeto ao senso de ser simples isto.
Existo. Voo.
Plaino sobre a superfície d’areia
Que me recolhe toda a intuição da corrente
Vou contra, sou filho. Soo, assopro, conduzente que não leva, mas vai.
Ah, eu deixo isso de saber muito
Para quem não me entende.
Segredo maior não há – no uno verso
Que não lhe enfrente. Talvez, por isso, seguro seja seguir.
Saúde!
Um gole lento na palavra
ausente.