Tudo começou com uma consulta simples. Pediu uma informação banal! Um nome.
Depois, uma pesquisa sobre um país, sua bandeira, seus habitantes…
E assim foram outras pesquisas: comida, roupas, música…
Pedia informações sobre quase tudo. Não tinha mais o trabalho de pensar! Pensar? Dá muito trabalho! Pra que pensar?
E assim pedia, para todas as atividades do seu dia, uma ideia, uma orientação, uma resposta!
Vai chover hoje? Que roupa combina com esse evento assim?
Quem eu sou? O que eu sou? Humano? Coisa?
Até que, numa manhã qualquer, não sabia mais o próprio nome,
Não sabia do que gostava e do que não gostava. Não tinha qualquer pensamento sobre si mesmo!
Olhou para aquele rosto no espelho e não reconheceu traço algum do que via. Afinal, o que era?