A Visita poema de Milton Rezende

  • Poema #86: A Visita

    De súbito a chuva cessou.
    Ponho-me a escrever sobre ti,
    criatura sem carne
    que me visita.

    Não sei de onde vens,
    mas sempre chegas
    nas horas mais extenuantes
    de minha fuga.

    Fecho portas e janelas
    para não te permitir
    livre acesso sobre mim,
    que de cansado me basto.

    Mas tu me vens sem ser chamada
    e mesmo sem chegar em forma clara,
    sei que és minha consciência,
    e te incorporo.

    O Acaso das Manhãs

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Desative para continuar