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Crônicas
Uma crônica quase poesia
Uma crônica leve bem leve. Uma crônica como se fosse um beijo. Isso. Como se fosse um beijo. Uma crônica limpa. Sem manchas de maldade ou de egoísmo. Ambição de conto? Nem pensar! Uma crônica suave e mansa. Dessas que o vento leva de tão leve e descontraída. Uma crônica bem medida de sol e mar e sal. Uma crônica desenh
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Crônicas
A Leoa e o menino
O menino sonha os seus sonhos de menino. Voar, cantar, adestrar leões! A leoa faz o que uma leoa sabe fazer, observar atentamente e esperar o momento certo para atacar, afinal, o que um leão faz de melhor a não ser atacar com precisão a sua presa? O menino foi esquecido pelo tempo, pelo relógio e pelos olhares. O menin
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Crônicas
A fome
Uma mão vasculha alguma coisa que se possa comer no meio do papel, do plástico… Outra mão manuseia as teclas de um computador em um lugar distante e escreve este texto… Alguns olhos procuram nas calçadas e nas caçambas de lixo um alimento qualquer… Em uma esquina de uma grande cidade, outros olhos observam o espetáculo
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Cães & Pessoas
Uma Crônica Canina – parte 3
Um é obediente, calmo, regrado, um gentleman. A outra é impulsiva, agitada, desobediente, uma doida… Um é devagar, sonolento, brincalhão. A outra é rápida em tudo e uma excelente saltadora! Parece um canguru! Ambos são carinhosos e demonstram uma lealdade sem igual! Para fechar a sequência dessas crônicas caninas
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Cães & Pessoas
Uma Crônica Canina – Parte 2
Bem, voltamos ao tema! Voltamos às quatro patas! Na última crônica escrita, a primeira crônica canina, eu falei um pouco das minhas experiências com cães: Apolo e Baggio. Um vira-lata e um setter irlandês! Depois que Baggio partiu (dezessete anos de muitas brincadeiras), meus pais relutaram bastante em ter um novo cão.
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Cães & Pessoas
Uma Crônica Canina – Parte 1
Como escrever uma crônica canina? Lambidas, olhar pidão, um rabo que tem vida própria e muitas alegrias! É a minha primeira crônica canina! Experiência com cães eu tenho, desde pequeno! Lembro de um dálmata lindo que tive quando era criança! Duquesa! As lembranças são poucas porque era muito criança! Mas do primeiro ca
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Crônicas
O Rio sangra
“Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar crianças, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu” — Darcy Ribeiro Desde que me entend
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Poesias de 1 a 99
Poema #14: Fluxo
E vemé frio é poucoe quente e certoincerto é leve é tardee breve e loucosolto é muito é medoe mesmo e igualreal parte e vemvem e parteuma partee vai…
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Crônicas
A procura da poesia
Ah! Carlitos! Se você soubesse da correria desse mundo! Corremos ainda mais! E não prestamos atenção em quase nada! Acelerados em quase tudo! Sentimos com pressa! Amamos com pressa! Brigamos com pressa! Desviamos com pressa! Olhamos com pressa! Chegamos ao despudor de morrermos com pressa! Os tempos pós-modernos são in
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Poesias de 1 a 99
Poema #13: As Naus e o Sonho
Entre as naus e os sonhos de antesAnterior à memória, objeto estranho…o mar era só… sem os seus navegantes.Calmo, vário e tamanho, As águas, um mistério, um senãoporém, quando teima a criatura humanao desejo insistente instiga a mãoa alcançar tudo, com toda a gana… brota na alma um querermais que tudo
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Poesias de 1 a 99
Poema: #12: UM LAÇO E UM NÓ
Um laço e um nóe o engasgo e o silêncioa palavra muda amordaçada e nadado que fizera antes apagao fluxo do poema e da prosae as mãos frágeis do poeta-cronistatentam a todo custo segurar o textoo desejoa insensatez e a loucura e o rio de letrassílabas palavras-peixe e amores brutosum laço e um nó e o engasgo e o silênci
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Crônicas
Por que falar de amor?
Por que falar de amor? Por que falar do amor? Tantos versos já eu sei… Versos que foram escritos e vistos e sentidos com bocas e ouvidos, com café ou sem café, mas com açúcar e afeto? Por que falar de amor? Por que falar do amor? Tantas linhas e parágrafos já eu sei… Linhas que foram exaustivamente escritas
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Crônicas
Música Brasileira
Ah! Que saudade da travessia de Milton, das noites com sol de Venturini, do palco de Gil, da construção e das construções de Chico!! O coração aperta com a alegria e as alegrias de Caetano, com as águas de março de Tom e, generosamente, faz lembrar de Madalena de Ivan. O som alcança corpo, alma e coração e, diante de m
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Poesias de 1 a 99
Poema: #12: Exercício Pessoano
A chuva veio tomaros meus pensamentose me puxou pelo braço… assim inteiroe já não me sou…deixei de ser…somos e não somos.Várias vozes… absorção.Um senão! E fica a impressãode que a vida se abandonana brevidade acelerada das coisas…e não somos! Fingimos ser…Inventamos, copiamos, fazem
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Poesias de 1 a 99
Poema: #11: REMANSO
Sem querer descansoUm espantoVoluptuosa correnteSente que é noiteDentro da gente. Sem querer remansoMansoMato verde molhadoSente que é serenoEnluarado. Sem qualquer prantoPronto:Torre de vento e estrelaSabe que é madrugadaNada. Vem molhada de cantoQuer tantoBoca de lua jogadaSol quente na estrada
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Crônicas
O Homem Perverso
Esta é a história de um homem perverso! Mais um homem perverso… O que há de mais trágico na humanidade é que, de tempos em tempos, sempre um homem perverso assume o controle das coisas! E, como todos os homens perversos, quer controlar todas as coisas! Como todos os homens perversos, não gosta de outros hom
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Crônicas
Na ponta do lápis
Na ponta do lápis, o cronista passeia pelo Rio e vê o mar e o barulho do mar. Na ponta do lápis, o cronista espera o sinal abrir para poder atravessar a avenida que corta o Aterro. Os carros são muitos e ligeiros e, ao que parece, ninguém dá muita atenção ao que está à volta. Mas os olhos do cronista buscam ruas, busca
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Crônicas
O dia em que não havia mais nada pra sonhar
Olhou para o lado e não havia mais árvores… Olhou para cima e, o céu cinza, cheio de fumaça, impedia qualquer ser vivente de ver o sol! Olhou para o outro lado e… não havia mais água! Resolveu caminhar entre pedras e destroços, cascalhos, plásticos, objetos já sem valor algum. E havia no chão coisas que nun
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Crônicas
Na extrema curva do caminho extremo
Eu não deveria escrever sobre se a terra é de fato esférica… Eu não deveria dizer o óbvio! Eu não deveria repetir tantas coisas… Eu não deveria escrever e me esforçar para que as pessoas saibam e entendam que o nazismo foi um movimento de extrema direita. Eu não deveria escrever e me fazer entender que QUAL
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Crônicas
Nada de Novo no Front
Nada de novo no front. Mais uma guerra… E as guerras não têm nada de bom… E esta crônica, infelizmente, se repete. Mais uma crônica sobre as guerras, quando não se deveria escrever crônicas sobre guerras! Contudo, mais uma vez, preciso escrever que não há nada mais estúpido do que a guerra! A guerra interro
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Crônicas
Crônica para Cronistas
Você que faz crônicas, que olha para a rua, para os rostos, sente o vento e insinua um parágrafo… Você que, no banco de uma praça ou em uma calçada, vê o movimento da vida e escreve… Você sabe o peso de uma crônica? Escrever crônicas é traduzir o complexo jogo da vida. É colocar em palavras o gesto, o beijo
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Poesias de 1 a 99
Poema #10: OUÇO RUMORES
Ouço os passos do ventoOuço e estremeço… Tempo EntretempoOuço rumores de ventoE penso que sou euo ventoe o rumor Momento…E o meu corpodescolado das palavrasé brisa marinhaAs ondas me invadem uma a umae a sensação da vida e do amor preenchem os espaços outrora vaziospreenchem cada cantoo olhar de sal e as mã
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Crônicas
CORDEL MAIS ENROLADO
José e Marta. Mas qual Marta? Ainda um nome frágil. João e Maria. Simplista. Vida bruta e comedida. Olho no olho e um arranhão. Árvore de amendoeira. Prisão. José e Marta, ambos, enrolados no chão. Frio, Muito frio com José e Marta. João e Maria, não. O céu nublado, José e Marta na calçada, roxos de frio. Pensei em Joã
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Crônicas
PROVOCAÇÕES: Crônica das nuvens
Provocar algo. Provocar alguém. Provocar em alguém algo. Provocar algo em alguém. Simplesmente provocar. Para mim, provocar é o instante em que as coisas, as coisas que de fato interessam, acontecem. Provocar o riso. Provocar a conversa. Provocar o namoro. Provocar o texto. Provocar o interesse! Em uma de minhas aulas
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Crônicas
Uma história de mistério
Ouve o ruído dentro da noite espessa e se levanta, salta da cama e faz um pedido para si. Não quer encontrar o que quer que seja. Não é nada, um barulho qualquer. É noite e o chão está frio, os pés, o corredor, as mãos… tudo solto no escuro. O ruído é baço… não há… ou há ? O quê? O que foi isso? Por q
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Crônicas
A vida da gente
É tão estranha a vida na Terra… Acho que a palavra turbilhão define bem essa aventura que é viver! Emoções, sorrisos, lágrimas, risadas, encontros e desencontros. A gente erra e a gente acerta! A gente segue! A gente sobe e a gente desce! A gente segue! A gente retrocede e a gente avança! A gente segue! A gente e
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Crônicas
Crônica apressadinha
Eu quero escrever uma crônica agora, mas você sabe como é que é… Tenho que fazer isso e fazer aquilo e passar em um monte de lugares e depois de fazer isso tudo, ainda tem mais coisa pra fazer! Espera ai! Uma mensagem chegou! E o olhar para a tela fica congelado! Os dedos digitam algo! Outra mensagem e mais outra
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Poesias de 1 a 99
INTERTEXTUALIDADES
. Um escritor nunca escreve sozinho…Antes, escreve com todas as vozesQue sussurram a todo instantehistórias e versosAcertos e desacertosMelodias e ilhasDesconcertos… Sou Cecília…Oswald, Mário, Carlos… Andrades!Sou também Bandeira! Camões, Pessoa, Castro e muito mais. Sou Clarice…Veríssimo,
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Poesias de 1 a 99
Poema #9 : Tudo é poesia
. Tudo é poesiaA agitação da ruaO sinalE a correria!A voz do vendedorO som do dia. Tudo é poesiaA propagandaO chafarizAté a melancoliaO engarrafamentoO papelão pra noite fria. Tudo é poesiaOs menores na esquina,Uma bola ou um limãoAcrobaciaNo alto dos edifíciosA vida silencia! Tudo é poesiaNas placas, andaimes,Guindast
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