Crônicas

  • fev- 2006 -
    25 fevereiro

    Sal ou doce? — Biscoito Globo, quem vai?

    Foi esse o chavão que aprendi a escutar nos sinais de trânsito e nos pontos de ônibus cariocas desde que cheguei ao Rio, lá nos anos de 1990. Mas a verdade é que o Globo já caminhava pelas ruas muito antes de mim. Mais de quarenta anos de história, embalagens imutáveis, sabor cristalizado no tempo — como se fosse um pacto silencioso com a cidade. As rosquinhas de polvilho, crocantes e viciantes, custavam quase nada: um ou dois reais. Mas quem come uma nunc

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