Cultural
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Saí do cinema pisando leve. Há uns dias, minha esposa vem dizendo que quer ver Vitória. Confesso que não estava muito empolgado. Sei lá. Talvez por uma frustração pirracenta de não ter podido ver uma penca de filmes nos quais eu estava super interessado, mas que só passam em algumas poucas salas de cinema das capitais, morando eu no interior. Pois bem. Nesta tarde, resolvemos o assunto e fomos assistir ao novo (e, dizem alguns, último) filme da primeira da
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Nós, humanas criaturas, contamos, desde sempre, histórias. Histórias para ninar, histórias para assustar, histórias de amor e outras sem fim, histórias de nós mesmos e histórias para divertir… O fato é que não importa a finalidade, contamos histórias. E elas, as histórias, têm um dono! Não falo dos autores, não falo dos editores e tampouco dos que representam a indústria da arte contemporânea. Falo, simplesmente, do narrador. O narrador. Este ser cri
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Como contar um conto? Uma pergunta instigante para mim, sempre viva e colorida no ato de escrever. Contar um conto é construir uma armadilha; pegar um pássaro raro e ouvi-lo cantar; por fim, alegrar-se pelo feito e comemorar. Um conto é um mundo, um mundo repleto de vozes, gestos, sombras, folhas e musgo; um trabalho inquieto de mãos atarefadas e nervosas na arrumação dos detalhes, detalhes imprescindíveis. Um dia, nessas leituras cotidianas, recordei-me d
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No final da última semana fui ao cinema assistir ao filme “Gladiador II”. Muito além da esperada continuação do longa de Ridley Scott, o surpreendente mesmo foi ver que a sala estava com poucas pessoas. Indiscutivelmente, a preferência do público era outra, o magnifico e brasileiríssimo, “Ainda estou aqui”. Inicialmente, pensei estar vivendo em um sonho onde o cinema nacional consegue se destacar diante de uma superprodução norte americana. Quem dera essa
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Para viver um grande amor… talvez esse seja o desejo de todos os românticos, como Vinícius de Moraes. Para uma grande parte dos casais longevos, porém, ele é como aquele café coado de manhã: tem sabor quente e intenso no início, adquire um tom meio desbotado e morno com o passar do tempo e, ao final do dia, sobra só aquele fundinho da xícara com restos de pó, frio e amargo. Talvez por esse motivo, mas não somente por esse, um filme que assisti recentemente
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