Crônicas

  • ago- 2025 -
    13 agosto

    Sucesso ou o quê?

    Linete não tinha nada a perder, pensava. Ela jurava que conseguiria rápido um emprego melhor, apesar de sempre escutar que o mar não estava para peixe, que o certo mesmo, e garantido, era fazer um concurso público, como o seu pai dizia, sendo funcionário públi

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  • 12 agosto

    O Clube dos Poetas Amadores em Extinção

    Era madrugada, por volta de uma da manhã. M. faz um grande esforço para sair de seu apartamento sem fazer barulho. Precisava se fazer invisível. Caminha até a porta e observa o movimento da rua. Embora conhecesse todos os pontos não filmados por onde poderia p

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  • 12 agosto

    Quando a amizade vira crônica

    A amizade é cheia de mistérios — e é isso que deixa a vida mais bonita. Ter amigos deixa tudo mais rico, mais leve, às vezes até mais suportável. Ninguém nasceu pra viver sozinho. Quando algo bom acontece, e não temos com quem dividir, o brilho se perde um pou

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  • 10 agosto

    Na ponta do lápis

    Na ponta do lápis, o cronista passeia pelo Rio e vê o mar e o barulho do mar. Na ponta do lápis, o cronista espera o sinal abrir para poder atravessar a avenida que corta o Aterro. Os carros são muitos e ligeiros e, ao que parece, ninguém dá muita atenção ao q

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  • 10 agosto

    Do Gerúndio ao Pão Quentinho

    Hoje passei quase uma hora tentando cancelar uma linha telefônica. No meio da espera interminável, lembrei de uma crônica genial de Paulo Mendes Campos, escrita em 1959: Coisas Abomináveis. Ele listou 60 situações insuportáveis e, pasme, muitas continuam valen

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  • 9 agosto

    Sonhos Juvenis

    Eu queria amar! Quem manda ficar lendo livros românticos? Não devo culpar os escritores. Não eram heroínas épicas, grandiosas, orgulhosas, princesas. Nem moças descendentes de famílias tradicionais, preparadas para encontrar namorado entre os filhos dos freque

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  • 9 agosto

    Veganismo

    O costume de consumir cadáveres de animais grelhados, vulgarmente conhecidos como ‘churrasco’, está encravado em nossa civilização, associado a um congraçamento pagão, envolvendo farra, uma informalidade ligeiramente transgressora e, não raras vezes, embriague

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  • 9 agosto

    Oração para os fortes

    Ultimamente tenho pensado na diferença entre maturidade, alienação e libertação existencial. A reflexão surge com base nas situações em que algo nos incomoda, aborrece ou se mostra absurdo, e, por diferentes justificativas, silenciamos ou entubamos em nome do

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  • 6 agosto

    O menino e o mundo

    Nos idos de 1990, eu era um menino, com tantos sonhos. Nessa época já intuía o modus operandi da vida. Percebia as incumbências de meu pai, sempre muito atrasado para o trabalho, onde sequer às vezes podia tomar um café e era chamado de “cabra”, por seu chefe,

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  • 5 agosto

    Amizade caça jeito

    Alguém já se perguntou como ficam as nossas amizades depois dos 40? Sorry, mas não é a mesma coisa. As pessoas casam, separam, brigam por pensão, focam no trabalho (aliás, o que uma palavra tão feia quanto “focar” está fazendo aqui? Arre!). O tempo para ver os

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  • 5 agosto

    Vontade de boneca

    Ponto de ônibus lotado. Pedestres, buzinas, barulhos. Um agudo. A criança chora. Largada. Calçada. Penso na fome. Ela dói. O pai embala. O choro não passa. O ônibus também não. O choro aumenta. A menina se agita. Estrebucha no ar. O choro aumenta e dói em mim.

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  • 3 agosto

    Bolinhas e fofocas em forma de sombra: perceba-as, antes de abrir os olhos

    Inspira… Expira… (por 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 segundo….) Inspira… Meu cachorro me vê sentada, coluna alinhada, joelhos e pernas e pés num emaranhado yogui, posição de lótus. Antes que eu expire, Zeca já está colocando a sua bolinha preferid

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  • 3 agosto

    Rio abaixo…

    Reconectar, rever, retomar a amizade – foi o mantra de Clô ao receber o convite para a festa dos 40 anos de formatura. Quarenta! Ela leu a lista de colegas com um sorriso nostálgico no rosto e um pensamento ligeiramente suspeito: “Que tempos maravilhosos

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  • 2 agosto

    Existir ou Exibir?

    Em tempos de redes sociais, todos sabem de tudo. Há os que entendem mais de determinados assuntos e se tornam mentores ou especialistas disso e daquilo; os que vendem cursos, os que criam clubes de assinaturas para seguidores fiéis, os novos ricos ensinando co

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  • 2 agosto

    O famoso ninguém

    Andar pelas ruas de Paraty, nesses dias de FLIP, tem me feito pensar na realidade farta que o anonimato esconde ou sufoca. Quantas histórias caminham na gangorra dessas pedras? Quantas dúvidas, decepções e sonhos se escondem nas frestas desse chão? Da ponte, v

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  • jul- 2025 -
    31 julho

    Síndrome do bebê fantasma!

    Na pracinha do bairro, clara caminha com seu carrinho de bebê. O sol da tarde ilumina o rosto rosado da “criança” que ela exibe com orgulho. Os vizinhos sorriem, mas, ao se aproximarem, congelam. Nos braços dela, há um boneco reborn: olhos de vidro, veias dese

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  • 31 julho

    Tudo muda

    Um estalo e tudo muda. Bruna saiu de casa muito cedo, para ir ao treino na academia. Não tomou o café da manhã direito. Precisava ir rápido para poder, depois, trabalhar. Muita pressa para uma vida tão curta. E ela que tanto defendia o cuidado com o tempo… Na

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  • 29 julho

    Preta foi para o céu

    Preta Gil foi para o céu. O Brasil ficou órfão de sua alegria escandalosa. Preta perdeu sua última batalha contra o câncer. Perdemos a cantora, a empresária, a apresentadora, o exemplo de mãe, a mulher inspiradora que ela foi. Preta foi embora no último doming

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  • 27 julho

    Órfã

    Somos inseparáveis. Sabe aquela dupla que passa a maior parte do tempo colada? Pois é, somos assim – tipo queijo com goiabada –, um não pode viver sem o outro. Fazemos tudo juntinhos, uma mão lavando a outra, parceria que já vem de longa data. Seja de dia, sej

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  • 26 julho

    O poder que ela tem

    Estava num salão de beleza, fazendo a unha e papeando com minha amiga e manicure, quando fui fisgada pela conversa que se desenrolava ao lado.   Uma senhora de 76 anos relatava que um rapaz de 38 estava lhe assediando na academia. Segundo ela, o bonitão d

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  • 26 julho

    Vira-lata procura homem de raça

    Vira-lata de estirpe procura ser humano de raça. Pode ser branco, negro, amarelo, vermelho, azul, não importa. A “raça” que realmente conta para um autêntico vira-lata como eu é a fibra, o caráter e o afeto que me garantem perfeita harmonia para os próximos 15

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  • 26 julho

    Calendário

    E lá vamos nós para mais um dos dias “disso” ou “daquilo”, que não conhecíamos, mas que brotam do calendário com a maior certeza. É dia do beijo, dia do abraço, dia do irmão, dia nacional do homem (15 de julho). Há dias que eu aplaudo.  Sem trocadilh

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  • 22 julho

    Aprendizado à beira-mar

    A primeira vez que vi o mar foi um acontecimento. Foram horas — acho que oito, talvez dez — de Belo Horizonte até Marataízes, com aquelas paradas que hoje soariam enfadonhas, mas que na infância tinham gosto de festa: milho cozido na beira da estrada, mingau d

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  • 20 julho

    O dia em que não havia mais nada pra sonhar

    Olhou para o lado e não havia mais árvores… Olhou para cima e, o céu cinza, cheio de fumaça, impedia qualquer ser vivente de ver o sol! Olhou para o outro lado e… não havia mais água! Resolveu caminhar entre pedras e destroços, cascalhos, plásticos

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  • 19 julho

    Minha Carlota Joaquina

    Quando eu cruzei a linha dos cinquenta, a estranha do espelho começou a me visitar com frequência. Lembro do nosso primeiro encontro, parecia o desafio dos sete erros:  lábios finos, vincos na testa, derretimento das bochechas, bigode

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  • 17 julho

    Tempo da mudança de atitude!

    Possuo muitas bibliotecas perdidas em sonhos, que descrevem experiências vividas. Não lembro de alguns detalhes saborosos de minha infância, mas recordo que meus pais me deram muito amor e carinho, que eu gostaria de rever em meus olhos, tocar novamente aquela

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  • 15 julho

    A VINGANÇA DO LAPTOP**

    *— Quando a tecnologia resolve mostrar quem manda (e vira protagonista da reunião) O relógio marcava 14h30 e ele estava numa reunião remota de marketing da Agência Pixel & Café*, com o chefe, as meninas do RH, as estagiárias… e até o Padre Marcelo, convida

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  • 13 julho

    “Felicidade se acha em horinhas de descuido”

    Foi o Guimarães quem disse. O Rosa, que não é flor, tampouco cor. Ele disse, eu refleti. Me perdi nas horas, horas longas e não pequeninas, que atravessaram meu corpo, minhas ideias e minhas versões, desde o nascimento. Me descuidei, por um fio, horas a fio, f

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  • 13 julho

    Aroma, meu guia

    Em outra vida, tenho certeza, fui um Bloodhound — aquele cão de faro imbatível, dono de 300 milhões de receptores olfativos. Os humanos comuns (não me incluo) mal chegam a 5 milhões. Sinto odores há quilômetros de distância, tanto os que me encantam como aquel

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  • 13 julho

    A pedra do caminho pode ser um trampolim

    Hoje minha intenção era escrever sobre as mil vestes do amor. O interesse pelo tema surgiu a partir de uma conversa entre amigas. Falávamos sobre as possibilidades e particularidades das relações amorosas na fluidez da modernidade: amor livre, relações abertas

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