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  • set- 2025 -
    25 setembro

    Os olhos dela

    Ele ia deixá-los abertos, os olhos dela, mas decidiu cerrá-los para parecer que dormia. Conheceram-se numa festa de final de ano, na casa de amigos. Ele gostou do jeito e da graça com que ela levantou a taça de vinho durante o brinde para a contagem regressiva. Viu quando ela tomou um grande gole no “zero!” e abriu os braços para cumprimentar quem estava próximo. “Quero ela, quero essa boneca pra mim”, ele pensou, excitado. Já era quase de manhã quando cam

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  • 25 setembro

    Tempo da mudança de atitude!

    Possuo muitas bibliotecas perdidas em sonhos, que descrevem experiências que vivi.  Não lembro de alguns detalhes saborosos de minha infância, mas recordo que meus pais me deram muito amor e carinho, que eu gostaria de rever em meus olhos, tocar novamente aquela risada longa e espontânea, recheada de sorriso e abraço. Quando fui a escola pela primeira vez, senti muita vontade de ficar mais tempo com os amigos, porque aquela era a melhor parte da aula,

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  • 24 setembro

    Mano velho

    Já não tenho tempo para nada, com oitenta e nove anos. Ele, o dono de tudo, se esvai, mais lento que outrora. Não suporto os achaques e as dores, que me atacam diuturnamente. A velhice é uma covardia, uma falsa esperança. O que posso esperar daqui para a frente? Muita coisa mudou. Minha amada esposa, Salete, se foi muito cedo – mais cedo do que eu previa, com sessenta e cinco anos. Ela, como quase todas as mulheres de sua família, teve câncer de mama. Um p

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  • 23 setembro

    Reencontros

    Reencontrar alguém é como ganhar presente de Natal antecipado, de aniversário ou de amigo oculto. É como se, de certa forma, fosse possível voltar ao passado, reviver um tempo antigo de alegrias e ingenuidade. Outro dia reencontrei uma amiga que não via há três ou quatro anos. Ela é médica e, há vinte anos, ajudou a criar um grupo de teatro para adolescentes. Na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, naquele campus cheio de árvores e flores, vivi alguns

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  • 22 setembro

    Poema #38: Em Brancas Nuvens

    Alguns dos meuspoemas são comoletras de músicasem música. Alguns dos meusgestos são comoatos de uma peçasem atores. Alguns dos meussonhos são comoum comício públicosem plateia. Alguns dos meusatos são comoum filme mudosem cenário. Alguns dos meusdelírios são comouma transgressãoda vida no sonho. Muitas das minhasloucuras são comoa minha própriavida & literatura,inéditas no finaldas contas. Inventário de Sombras

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  • 22 setembro

    Poema #05: Não É Aqui, Mas Perto

    Estou debruçadosob a fagulha do instante.Me distorço enquanto crioa ilusão de um esboço para algoque sequer sei o quê. Ouso um salto, um pêndulo.Giro de cá e de lá.Laço-me à vertente de um vértice,dobro os olhares e os reviro, o sintoma.Tu, que me devoraste. A vertigem do hoje faz horaHá tempo… Apressa-te, que o passo é passado.Vagueia a tormenta, é futuro.Perdoa o vivido, é achado.Lamenta, já se fora perdidofeito pássaro garrido,debatendo-se,sangrando,só,

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  • 22 setembro

    Cheiro de jaula

    Ainda era um pensionato aquela casa da rua Humaitá, onde Zími sempre parava na frente quando passava por ela, e ficava olhando durante a duração de um cigarro . Ele havia morado lá por alguns anos, atravessando o período da pandemia ali. Aquele lugar não havia sido a sua última moradia antes de dividir um apartamento com sua parceira musical Mila Cox. Ele alugou o quarto menor no apartamento de seu irmão mais novo, e ficou ali por seis meses. Era o prazo q

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  • 21 setembro

    Por que falar de amor?

    Por que falar de amor? Por que falar do amor? Tantos versos já eu sei… Versos que foram escritos e vistos e sentidos com bocas e ouvidos, com café ou sem café, mas com açúcar e afeto? Por que falar de amor? Por que falar do amor? Tantas linhas e parágrafos já eu sei… Linhas que foram exaustivamente escritas e revistas com precisão do olhar? E que amor é esse? O amor falado, escrito, sentido, ralado, confessado, absolvido e absorvido em todos os

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  • 21 setembro

    O retratista fiel

    Folhear álbuns de fotografias antigas — em papel ou digitais — tem me causado um certo estranhamento, uma sensação de que os ambientes, as pessoas, as fisionomias não eram bem assim como estão retratadas. Na foto do meu aniversário de 15 anos, o vestido que, à época, me fez sentir uma princesa hoje mais parece um tule de cobrir bolo. Difícil acreditar que fui eu mesma quem escolheu aquela roupa, que em nada me valorizava. Na varanda da casa onde morei com

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  • 20 setembro

    QUARENTENA

    Com um sobressalto, fui arrancado da cama por um sonho apocalíptico. Ainda grogue e alarmado, abri as cortinas e meu humor logo mudou. Lá fora, me acenava um maravilhoso céu azul. Era sábado de aleluia. Aleluia! Que lindo sol! Um dia claro com temperatura amena, típico do início de outono. Perfeito para uma caminhadinha ao ar livre. Os gerânios do jardim do vizinho pareciam mais vivazes do que nunca. Um par de borboletas azuis bailava graciosamente a seu r

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  • 20 setembro

    Enxurrada

    Quem morou em cidades do interior, em tempos idos, vai se lembrar da enxurrada. Do barulho, da intensidade, da cor, do tempo que durava. Hoje, talvez, poucas crianças tenham visto, ou até mesmo ouvido falar dela. Esse fenômeno da natureza não era o evento em si, mas a consequência. Ainda assim, tinha tanta força que me deixava suspensa na janela, olhando. A causa era a chuva torrencial. Quando amainava, virava pingos esparsos, ou garoa fininha. Só então po

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  • 20 setembro

    Eu vejo flores em você

    Não tem nesse mundo quem nunca escutou falar que as palavras têm poder, seja para tornar realidade o que estava no campo dos sonhos, seja para elevar ou destruir alguém. Eu mesma lembro de algumas palavras que, atiradas contra mim, me fizeram sangrar por um tempo, assim como guardo na memória outras que funcionaram como unguento. Além do poder que lhes é peculiar, acredito, que elas também possuem altura, largura e profundidade, mas nem sempre nos damos co

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  • 19 setembro

    Com um tirano na barriga

    “Fulano tem um rei na barriga”, todos conhecem o dito e, sem dúvida, ao menos uma pessoa que se enquadra no tipo que ele procura representar. De igual maneira, há quem possua um tirano na barriga. Mesmo que nunca tenha ouvido a expressão, tenho certeza de que o leitor conseguirá apontar alguém com essa característica. Esse tirano é também rei. Por vezes, crê ser um deus. O certo é que sempre corresponde a um déspota, mas nunca esclarecido (especialmente so

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  • 19 setembro

    Ruptura

    Toda vez que olhava pela janela era em busca de distração. A vista não era de frente para o mar mas também não era para alguma parede. Do alto de sua janela avistava a cidade com sua arquitetura confusa e mista. Prédios clássicos que evocavam o passado de glória do bairro resistiam em meio a edifícios decadentes e lançamentos imobiliários de residências claustrofóbicas. Durava pouco a tentativa de desviar a atenção. Invariavelmente algo a puxava pelo pé e

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  • 18 setembro

    Mundo Além das Quinas!

    Há uma caixa no centro da mesa. Você a conhece bem: é quadrada, de paredes rígidas, com cantos precisos. Dentro dela cabem todas as respostas que você aprendeu a repetir, os “porquês” que não precisam mais ser questionados e os caminhos que todos já pisaram. O pensamento dentro da caixa é seguro, previsível, quase um ritual. Mas e se, em um dia comum, você resolvesse escalar suas paredes e olhar para além das quinas? Acontece que o “fora

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  • 18 setembro

    Cruel

    — Estou aqui, Maria Helena. Quando recebeu o recado, ele não deu pelo motivo. Disseram que ela queria vê-lo, insistia em vê-lo. Estavam divorciados havia mais de dez anos, e nesse período só tinham se visto duas ou três vezes para discutir a separação dos bens. Nessas ocasiões, tratavam-se como estranhos. Ela era francamente hostil, como se o culpasse pela vida amargurada que levava após o fim do casamento. Para ele, as coisas também não tinham sido fáceis

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  • 17 setembro

    Brazilzão

    Não falo de Clarisse, pelo contrário, ela se mostra ser uma pessoa de bem, engajada, fervorosa com os princípios das “quatro linhas da Constituição”. Falo de Sérgio, que se debandou para lá, pro lado comunista. É um tremendo de um traidor e vacilão. O casamento deles está um pandemônio. Imagine conviver com um comunista, que está pronto para matar um adversário a qualquer hora; que está repleto de ideais do mal; que quer ver a desgraça de toda uma sociedad

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  • 17 setembro

    O menino que pintava cidades

    Sempre identifiquei as cidades pelas cores. Mesmo antes de visitá-las, ainda garoto – empinando pipas nos arredores de casa ou jogando bola dente-de-leite pelas ruas – eu já sabia que o Rio de Janeiro era azul, igual ao céu em dia claro, e São Paulo, de um cinza faiscante. Pensava nisso e começava a desenhar em um papel pequenos quadrados, dentro dos quais escrevia os nomes das cidades. A partir dali, cada uma passava a ser classificada por uma

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  • 16 setembro

    Entre Rolês e Rodeios

    Já disse em algum lugar — não lembro onde — que nem o cronista descansa: se deixa o bloco de anotações em casa, não importa. Você ouve uma frase no táxi, na pastelaria, na farmácia, no Uber e sente aquele chamado para a escrita, algo como: ali dá uma crônica da boa. O meu, outro dia, foi a palavra rolê. Com o controle remoto, pulando de canal em canal, vi uma garota falando: “eu acho que a minha grande crítica a esse rolê dos suplementos”. Rolê? Será que o

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  • 15 setembro

    O Chute na tomada

    Bueninho era o vocalista da banda ‘Impunes’. Ele saiu do metrô na estação Liberdade, a caminho da Rua da Glória. Faltavam sete minutos para as treze horas. Logo chegou ao portão do prédio em que moram Zími e Mila Cox, que juntos são a banda Crop Circles. Era um trajeto curto, onde ele pensou em como algumas influências musicais deles podiam ser identificadas. Mas eram influências obscuras, e eram numerosas também. Muitas delas poderiam ser mais

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  • 15 setembro

    Poema #04: Sujeito Itinerário

    Sentar-se à varanda e deliciar-se com aspassadas, dos sons da cidade,com a corrente inóspita do tempo… Ao silêncio de um lago turvoque se desdobra,sobre as luzes que escapam, e a vida queexiste… como que omundo as retirasse de si. E notar as ondas eternas das horasque mergulham sob a vastidãode um verso transitório,entre aquilo que se ée o que se fora. Estou farto de uma existênciarelapsa erepentina; deste lampejoimediato que submergee estilhaçao vis

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  • 15 setembro

    Poema #37: Um Vazio Suficientemente Cheio

    Subtraímos da vidaa sua menor parcelapara o preenchimentode nossas carências. Mas ao assumirmos ocontrole desta mínimapropriedade, sentimos que ela não nos bastaposto que a enxergamosapartada de sua totalidade. Acrescentamos então à vidaa parte restante que faltapara completar a visão quenós temos do seu conjunto. Mas ao nos atribuirmos acapacidade de dispor doselementos de acordo com nossamomentânea vontade, a vida perde a complacência concedidae resgata

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  • 14 setembro

    Música Brasileira

    Ah! Que saudade da travessia de Milton, das noites com sol de Venturini, do palco de Gil, da construção e das construções de Chico!! O coração aperta com a alegria e as alegrias de Caetano, com as águas de março de Tom e, generosamente, faz lembrar de Madalena de Ivan. O som alcança corpo, alma e coração e, diante de mim, surge um lindo lago do amor, um lagode Gonzaguinha. Faz brotar mais água e um oceano inteiro em Djavan. Devagar, devagarinho, chegam os

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  • 14 setembro

    Tatibitate

    Meu amorzinho, vamos começar. Vou explicar para você direitinho o que vai acontecer, não se preocupe, estou aqui pra ajudar, viu amorzinho? Qualquer dúvida pode me perguntar, eu estou aqui do seu ladinho o tempo todo. Vamos lá? coloque o pezinho aqui, assim amorzinho, um pezinho pra frente, o outro pezinho pra trás. E a mãozinha precisa estar firme assim, viradinha. Quem lê esse parágrafo logo imagina um adulto conversando com uma criança bem pequena, que

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  • 14 setembro

    ………….|….|…|…|.|.|…|.

    Uma penaRubra, rubor – ruído ruivoFeito item desejadoJaz – ainda que repleta de vidaNo papelão bonito de onde veio NuncaSequerDaliSaiu Enquanto observa o líquido – mesma corrubra, rubor – ruído ruivoDançar serelepe em cristal humanoApaixona-se e queixa-se da sina que lheCabeAbreFechaResta O rubor vem do entalheAfinação do cálamoCalado a observarRêmige de primeira linhaAve-falante-de-peito-roxoAres exóticosMasÉBrasileira – bras

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  • 13 setembro

    Para mim e por mim

    Hoje eu acordei disposta a me elogiar, admirar meus feitos, reconhecer minhas lutas, relembrar todas as vezes que me levantei de tombos dolorosos e segui em frente. Acordei sedenta da minha essência, de abraçar com carinho minhas cicatrizes, as lágrimas escorridas por trás do muro da fortaleza. Perdoar as escolhas feitas com ingenuidade, que tanto me culpei por achar burrice. Sorri orgulhosa do meu jeito brejeiro de dar nó em pingo d’água… Hoje eu qu

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  • 13 setembro

    Realidade Adversa

    “Da minha infância querida, que os anos não trazem mais…” “Maringá, Maringá, depois que tu partiste, tudo aqui ficou tão triste que eu garrei a imaginar…” “Vento que balança as palhas dos coqueiros, vento que encrespa as ondas do mar…” Aqui, sentada na varanda, Felícia aos meus pés, o sol de setembro ainda ameno e o trinar dos passarinhos me zoando aos ouvidos, eu penso. Sem pressa, sem ódios, sem amor. Como trilha sonora, busco deliberadamente os sons que

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  • 12 setembro

    Montanha

    A inspiração é forte. A concentração, igual. Olha-se adiante, para cima, em busca de cada reentrância na pedra que permita firmar as mãos ou só os dedos. Meio pé em um calço é o suficiente para subir mais um pouco no paredão. Visto por baixo, a parede parece lisa e impossível de ser conquistada. De perto, a visão é outra. Apoios para as mãos e pés se multiplicam, mas não estão expostos. É preciso atenção e muita observação para achá-los. A cada momento da

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  • 11 setembro

    O doce Augusto

    Nasceu palhaço, um grande palhaço, mas não se deu conta disso, e ninguém lhe disse. E então passou os anos fingindo uma seriedade que não tinha. Jamais prosperou: nunca foi capaz de cuspir nem dar pontapé no traseiro dos outros ou fingir que gostava de criança, pois gostava de verdade. Era mesmo um palhaço, só que não sabia que era. E por isso foi infeliz. Um dia, numa reunião familiar sem importância, disse com voz de falsete: “Definitivamente, não sou ni

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  • 10 setembro

    Destino

    Ela buscava a perfeição nas pequenas coisas. Não por vaidade – que tolice seria pensar assim – , mas porque temia que, se um detalhe lhe escapasse, o resto se desfaria junto. Como se a vida fosse tecida de minúcias frágeis, e bastasse um único fio solto para que tudo se desfiasse. Naquela tarde, após o encontro inesperado com alguns colegas do antigo curso de Arquitetura, decidiu retardar a volta para casa. Um happy hour. Um instante de distração. E nesse

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