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  • ago- 2025 -
    23 agosto

    Uma Noite Alucinante

    zzzzzzzzzzzzz….. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz……. Júlio mexeu na cama enquanto se recusava a abrir os olhos. “Pernilongo maldito.” Pensou tentando não despertar por completo. SLAP! Uma batida de palma na escuridão, inútil. O diabo do mosquito pousou em seu nariz. “Isso é um despeito.” SLAP! “Aí!” Gritou enquanto massageava o nariz e abria os olhos contra sua vontade. Tateou ao lado da cama em busca da raquet

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  • 21 agosto

    Comer, morar e sobreviver!

    Vivi minha primeira vez em muitas descobertas, durante essa existência por vezes cansada de novas buscas.  A primeira viagem, a visita ao Museu, o primeiro castelo na areia, a roupa nova no verão. A primeira comunhão, e a festa de minha formatura na faculdade, foi inesquecível. Porém, muitos rostos que talvez tenham cruzado em nossa calçada, nem sequer sabem o que tudo isso significa, ou como poderia ser realizado. Porque ainda vivem em condições análogas

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  • 21 agosto

    A doença

    Olhei no espelho e vi uns olhos que não eram os meus. Esse rosto assim magro, assim pálido, assim descolorido, não era o meu. No entanto, era eu que estava refletido, era eu que me olhava. Baixei os olhos, quem sabe a imagem do outro lado desaparecesse e eu voltasse a me ver como era antes. Levantei o olhar e vi, de novo, esse rosto assim magro, assim pálido, assim descolorido. Suspirei, conformado, e comecei. Passei a espuma nas bochechas e fiz massagem d

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  • 20 agosto

    Minha luta

    Não sei se ainda estou perdida. As guerras de minha mãe e de meu pai devem ter afetado o meu psicológico severamente. Eles digladiavam com tudo, entre si, com o mundo. Tinham trabalhos que odiavam. Chegavam a casa resmungando ou gritando. Quase sempre eu era bucha de canhão. E olhe lá quando não me chamavam de menina mimada, sem ver para quê, e eu pensava que era justamente pelo fato de não me meter nessas tragédias diárias. Até que se separaram e eu dei g

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  • 19 agosto

    O Prazer de Desviar

    Não sei quanto a vocês, mas há palavras que me cansam só de ouvir. “Focar”, por exemplo. Palavra querida de coachs e gurus, parece um cabresto moderno: manda olhar sempre na mesma direção, quando é das distrações que a vida se enche de beleza. É como se, nos últimos tempos, quiséssemos eliminar do mundo todos os imprevistos: o botão da camisa que arrebenta, o carro que passa veloz numa poça d’água, molhando nossa roupa de lama, o outro que fala alto no ôni

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  • 18 agosto

    Poema #06: Eco

    talvez uma nota sósurge avulso na meia luzmonótono feito o cantoque se destina a embalaro teto o chão as paredes a coreografia do póprojeta no espaço em brancoo sonho de não morrero ritmo é a bolha que estourano silêncio da distância rebate elástico o nóduelo que prende a respostaao mesmo som da perguntana teia da repetiçãoa voz desafia o infinito

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  • 18 agosto

    Poema #35: BREVE E LONGÍNQUO

    “… você marcou a minha vida, viveu, morreu na minha história, chego a ter medo do futuro e dasolidão que em minha porta bate… eu corro e fujo destas sombras, em sonhos vejo este passado, ena parede do meu quarto, ainda está o seu retrato, não quero ver pra não lembrar, pensei até emme mudar… lugar qualquer que não exista o pensamento em você”.Edson Trindade/Tim Maia Breve, como breve é a luz da lua cheiaDurante o eclipse solar da vida humana. Breve, como b

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  • 17 agosto

    Testemunho de um incêndio criminoso

    Eu não me lembro desde quando estou aqui. Não aprendi a medir o passar do tempo por calendários. Sei que é outra, a época, pela camada que veste apenas parte da minha pele, a que cobre o meu esqueleto. Essa é a que tem de estar a serviço da moda, das decisões políticas: minha pele é sempre da cor do momento. Enquanto isso, minha parte principal, a mais quente — e contraditoriamente, segundo minha natureza humana, a mais íntima e mais exposta, órgãos e sent

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  • 17 agosto

    Cuidado: mosca na sopa!

    Em 1974, Raul Seixas lançou a música “Eu sou a mosca que pousou na sua sopa”, marco de um período sombrio da ditadura no Brasil. Essa metáfora é genial, e tem sido aplicada a diferentes situações, nem sempre políticas. Quem não se lembra de moscas que pousaram em sua sopa para estragar a alegria, ou que estão sempre zumbindo no seu ouvido de forma desagradável? Pois é, eu aqui consegui identificar diferentes tipos de “mosca na sopa”. Um primeiro tipo é a m

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  • 17 agosto

    O Homem Perverso

    Esta é a história de um homem perverso! Mais um homem perverso… O que há de mais trágico na humanidade é que, de tempos em tempos, sempre um homem perverso assume o controle das coisas!  E, como todos os homens perversos, quer controlar todas as coisas! Como todos os homens perversos, não gosta de outros homens, seus semelhantes! Gosta de sua própria imagem! Gosta da adulação! Como todos os homens perversos, detesta livro, prefere queimá-los, co

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  • 16 agosto

    Vovós tagarelas?

    Minha mãe chegou à velhice. Só pode! Anda muito pensativa e, se a gente pergunta, ela resmunga. Não quer ser interrompida em seu silêncio. Sabe por que eu sei? Porque me lembra a minha avó, a mãe dela. Ela também passou a ser econômica com as palavras. Poxa, ela era tão nossa amiga! Perguntava da escola, das bonecas, das colegas de sala. Contava coisas engraçadas, como quando pescou um peixe com o pai dela. Que o bicho se debatia no anzol e ela não sabia d

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  • 16 agosto

    Chupa que é de uva

    Ainda não me recuperei da moda do bebê reborn e já tenho que lidar com outra tendência que está bombando no momento: o uso de chupeta por adolescentes e adultos para diminuir o estresse e a ansiedade. Quanto aos adolescentes, entendo que a fase é de transição, e, por isso mesmo, sujeita a instabilidades e tentativas furtivas de não perder o trono da infância. Porém, quando penso nos adultos, o que me vem à cabeça é o tanto de manobras que as pessoas fazem

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  • 15 agosto

    Cinco gravatas

    Cinco gravatas estavam sobre a cama. Ele as escolhera para aquela semana de trabalho. Fazia muito tempo que não vestia nada tão formal e curiosamente sentia saudade. Escolhera aquele quinteto cada uma por uma razão. A primeira era justamente como sua re-estréia no mundo formal. De cor sóbria, lembrou os momentos em que interagiu com pessoas sisudas e pouco afeitas aos sorrisos. Perfeita. Já a segunda evocou memórias mais doces. De alguém que um dia sorriu

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  • 15 agosto

    Notícia primeira da morte

    Eu tinha quatro, talvez cinco anos. Lembro perfeitamente da situação, das pessoas, dos gestos, das reações, menos dos diálogos. Quanto a estes, o tempo fez questão de enterrar; minhas inúmeras tentativas de rememoração nunca lograram os exumar. Mas o que jamais se encaminhou para o esquecimento foi o efeito e o significado daquela conversa que tive com meu avô. Ninguém nasce sabendo, vai-se aprendendo. Do mesmo modo que, ao aparecermos para o mundo, somos

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  • 14 agosto

    A extinção dos Bocanegra

    Houve um tempo em que na casa dos Bocanegra a vida era tranquila, quase imóvel. O tempo, para os membros da família, passava como passa o tempo para as vacas num pasto verdejante: sem pressa, modorrento e com fartura de grama para mascar. Uma história pode começar em qualquer lugar e em qualquer momento, e é necessário ter fé em quem a conta para que se acredite no que é contado. Acreditem em mim: a história dos Bocanegra e de sua extinção está cheia de nó

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  • 14 agosto

    Em grupo sempre fomos imensos!

    Muitos propósitos acompanham nossa trajetória em vida, porque possuímos livre arbítrio no desenvolver de ideias e atitudes, similares com as de outros, porém, ficamos ansiosos em viver o máximo possível, no tempo que nos foi concedido. Porque inesperadamente pode encerrar o que chamamos de oportunidade em viver, num momento específico escolhido pelo dedo de Deus. Outros entusiasmados com frases de efeito, ou livros de auto ajuda, lamentam não terem se esfo

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  • 13 agosto

    Sucesso ou o quê?

    Linete não tinha nada a perder, pensava. Ela jurava que conseguiria rápido um emprego melhor, apesar de sempre escutar que o mar não estava para peixe, que o certo mesmo, e garantido, era fazer um concurso público, como o seu pai dizia, sendo funcionário público e ganhando um salário de miséria. Linete sonhava que podia mais do que uma simples carreira pautada no ostracismo e na continuidade das coisas. De fato, no estado atual, não aguentava a cara de enj

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  • 12 agosto

    Quando a amizade vira crônica

    A amizade é cheia de mistérios — e é isso que deixa a vida mais bonita. Ter amigos deixa tudo mais rico, mais leve, às vezes até mais suportável. Ninguém nasceu pra viver sozinho. Quando algo bom acontece, e não temos com quem dividir, o brilho se perde um pouco. Não sei se acontece com você, leitor, mas comigo é sempre assim. A amizade gosta mesmo é de se enfiar onde a gente menos espera, entre o certinho e o bagunceiro, o sério e o brincalhão, o que pens

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  • 12 agosto

    O gato subiu no telhado

    O gato subiu no telhado. Na sala. Na lareira. E na janela. Brigou com as gatas, espantou o sono, o frio, rompeu a madrugada, fez barulho, fez rosnar, assustou. Fez miar. O gato preto e branco queria comida, queria carinho, queria estar. Queria o lugar das gatas, queria mudar o rumo, queria dominar o mundo, queria brincar. O gato subiu no telhado e desceu na lareira para apavorar. Botou terror na madrugada, tirou meu sono, tirou o sossego do meu lar. Ficou

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  • 12 agosto

    O Clube dos Poetas Amadores em Extinção

    Era madrugada, por volta de uma da manhã. M. faz um grande esforço para sair de seu apartamento sem fazer barulho. Precisava se fazer invisível. Caminha até a porta e observa o movimento da rua. Embora conhecesse todos os pontos não filmados por onde poderia passar, precisava ter o máximo de cuidado. Embora fosse ateu, caminhava sussurrando orações que nem sabia ao certo. As ruas estavam desertas. Escuras. Uma espécie de barulho contínuo assombrava seus ou

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  • 11 agosto

    Poema #03: PRESSÁGIO

    Vê onde há dor,vá onde se avista,doa o que não se pede,perca o que não se dói. Foi o que não se via,viu o que não se achava,trouxe o que não devia,deveu o que não se tinha. “Terei onde ser um outro,verei o que há de novo”,tentou ser tudo que tinhaviveu feito vivo-morto. “Saudade é da liberdade”,cantava o finado rouco;mas tudo o que era livrefizera de caso pouco. Saudade é da boa turma,teimosa que só a rima:largava, sentia, ouvia;era

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  • 11 agosto

    Poema #34: Changing Of The Guards

    “eu cavalguei por ruínas e era preciso ter coragem para a troca de guarda”Bob Dylan Algo me diz que é chegada a horada troca de guarda. devo sair. Estive 35 anos de pé junto ao balcãovigiando os esquifes dos homens mesquinhosque idolatravam a coroa de latão que traziamsobre o caixão de madeira nobre e já podre. Minha tarefa era vigiar a paz ascéticadaqueles defuntos coroados em vidapara que ninguém profanasse as suastumbas de mármore e flores de plástico.

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  • 10 agosto

    Uma História de Pai, Filho, Avô

    Para Matheus, meu filho.Para Francisco, seu avô. Matheus fez trinta, a vida falou sem gritar,o corpo avisa, a alma aprende a escutar.A dor não pede licença: entra e ensina,quem ama, simplifica, ampara e ilumina. O tempo é lavrador: ara a gente por dentro.Quem aceita o sulco, colhe entendimento. Fala, meu filho, que hoje o verbo é ouvir,ouvir é cuidar: verdade a seguir.Se o fardo pesa, nós dois vamos dividir,a coragem é quieta, mas sabe resistir.O vô planto

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  • 10 agosto

    Na ponta do lápis

    Na ponta do lápis, o cronista passeia pelo Rio e vê o mar e o barulho do mar. Na ponta do lápis, o cronista espera o sinal abrir para poder atravessar a avenida que corta o Aterro. Os carros são muitos e ligeiros e, ao que parece, ninguém dá muita atenção ao que está à volta. Mas os olhos do cronista buscam ruas, buscam pessoas e as suas mãos deslizam na folha em branco e procuram as cores e o cheiro da cidade. Na ponta do lápis, o cronista sente seus pass

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  • 10 agosto

    Do Gerúndio ao Pão Quentinho

    Hoje passei quase uma hora tentando cancelar uma linha telefônica. No meio da espera interminável, lembrei de uma crônica genial de Paulo Mendes Campos, escrita em 1959: Coisas Abomináveis. Ele listou 60 situações insuportáveis e, pasme, muitas continuam valendo mais de meio século depois. A palavra “abominável” já soa quase arqueológica, não acha? Então, decidi atualizar com um termo que me parece mais divertido: Coisas Intragáveis. Da lista do cronista,

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  • 9 agosto

    Sonhos Juvenis

    Eu queria amar! Quem manda ficar lendo livros românticos? Não devo culpar os escritores. Não eram heroínas épicas, grandiosas, orgulhosas, princesas. Nem moças descendentes de famílias tradicionais, preparadas para encontrar namorado entre os filhos dos frequentadores das altas rodas, da elite, ou filhos de amigos poderosos como os próprios pais, também. Casamentos entre iguais, diriam as interessadas mães. Se minhas heroínas fossem essas, eu não teria cri

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  • 9 agosto

    Veganismo

    O costume de consumir cadáveres de animais grelhados, vulgarmente conhecidos como ‘churrasco’, está encravado em nossa civilização, associado a um congraçamento pagão, envolvendo farra, uma informalidade ligeiramente transgressora e, não raras vezes, embriaguez. Os propalados malefícios da carne, especialmente a vermelha, à saúde não parecem sensibilizar as pessoas, com hábitos de cultura alimentar arraigados e pouco propensas a abrir mão do primitivo praz

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  • 9 agosto

    Oração para os fortes

    Ultimamente tenho pensado na diferença entre maturidade, alienação e libertação existencial. A reflexão surge com base nas situações em que algo nos incomoda, aborrece ou se mostra absurdo, e, por diferentes justificativas, silenciamos ou entubamos em nome do perdão.  Como saber se essa atitude tão altruísta tem poder digestório ou infeccioso? Uns dizem que amadurecer é escolher as lutas. Outros afirmam que calar para evitar desgastes é uma forma

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  • 7 agosto

    Um dia, uma mosca

    Ainda que não soubesse, não percebesse nem desconfiasse, ele estava esperando por ela. O seu corpo engordurado de suor era como um pote de mel para a mosca que entrou pela janela e se precipitou em voo rasante na direção dele. A modorra da tarde, o calor entorpecente, a ausência de vento e a sala vazia não fosse ele ali deitado, lendo: a mosca recém-nascida começava a apreender o mundo. Ele a afasta com um gesto de mão, inútil, os olhos postos no livro. Nã

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  • 6 agosto

    O menino e o mundo

    Nos idos de 1990, eu era um menino, com tantos sonhos. Nessa época já intuía o modus operandi da vida. Percebia as incumbências de meu pai, sempre muito atrasado para o trabalho, onde sequer às vezes podia tomar um café e era chamado de “cabra”, por seu chefe, por chegar atrasado; o calor do abraço de minha mãe, tão doce, terno, ao mesmo tempo tão frágil, débil. Mas eles brigavam, muito, e isso resvalava em mim, porque era o primogênito, o mais tranquilo e

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