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  • jan- 2025 -
    23 janeiro

    Ouse ser Sábio!

    A solidão está no noticiário como uma dor social frequente, e acabou indo a público através da imprensa, que despertou atenção desse problema de saúde nos EUA.  O sr. Vivek Murthy, Ex-cirurgião geral dos Estados Unidos, publicou um relatório de 82 páginas

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  • 23 janeiro

    A difícil arte de aceitar afeto

    O homem com a cicatriz no rosto viu quando ela ia descalça e mancando pela estrada. Parou o carro e a pôs no banco de trás, encolhida feito um novelo. Ela tremia de frio, ele a cobriu com uma manta. Dirigiu o mais devagar que pôde, nenhum solavanco a perturbas

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  • 22 janeiro

    Desde aquele dia

    Em 2010 eu morava em Gaurama e não sabia o que fazer da vida dali pra frente. Aos vinte anos a gente acha que pode tudo e acredita cegamente que as questões da vida têm soluções simples, num otimismo nada mais que adolescente. Eu estava perdido e assim fiquei

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  • 21 janeiro

    Deus e o Diabo na Terra do Sol

    Uma antiga lenda indígena relata como se deu o surgimento da vida. No início, havia apenas trevas e do interior do nada, Tupã fez germinar a luz. No negro céu, em meio a um infindável vazio, o poderoso senhor dos trovões criou o sol, fonte incandescente de lum

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  • 20 janeiro

    #07 – ANDARILHO DEITADO

    . cheguei cansado para deitarsobre a cama de papelão no chãoe debaixo da marquise gotejante. uma poça de água da pingadeirasobre o passeio do mercado desativadoonde dormiam indigentes à espera do fim. dormir é dócil como o bebê embriagadodesapercebido dos plan

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  • 19 janeiro

    Cento e vinte e duas folhas

    122 folhas caíram sem aviso prévio, de um dia para outro, do Manacá que resiste às intempéries da vida, aos seus altos e baixos, junto a outras tantas plantas, que já somam mais de 4 dezenas espalhadas pelas varandas e cômodos de um apartamento situado em rua

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  • 19 janeiro

    Chá de revelação

    Recentemente li uma matéria sobre o nascimento de um filhote de pinguin que teve um chá de revelação, com direito a festa, bolo, post em rede social e tudo o mais. A princípio fiquei meio confusa, pois não captei o que seria esse tal chá para um pinguin. Lendo

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  • 19 janeiro

    Redução de dano

    Estamos a passos curtos de poder apagar as memórias ruins que nos atormentam, é o que aponta um estudo realizado por cientistas da Universidade de Hong Kong e publicado no Jornal O Globo. Por sorte, a técnica desenvolvida com sucesso no Japão se diferencia do

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  • 19 janeiro

    Sabores de Budapeste

    Andam me perguntando porque mencionei a comida húngara como uma boa surpresa de viagem. Não foi por um prato específico, mas pelo conjunto da obra. Quando resolvemos ir a Budapeste morava no Rio um senhor húngaro que se gabava de sua culinária. Eu colocava ess

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  • 19 janeiro

    6 poemas de Campista Cabral

    #06 – FAZER POÉTICO O primeiro verso é um pouco como o arPalavras soltas, palavras para cá e para láMas mãos cuidadosas vão caçando no brincarE o céu poético se ordena e tudo lá está. O quinto verso, já encorpado, é como a terraPalavras fortes e consistentes q

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  • 17 janeiro

    Paraíso também fica nublado

    Não foi difícil achar essa cadeira de frente para o mar. O sol, que estava poderoso desde as primeiras horas da manhã, cansou da função e foi se esconder atrás das nuvens. Os turistas, ou melhor, os outros turistas porque também não sou daqui, bateram em retir

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  • 17 janeiro

    Entrevista de Itararé (com o Barão Idem)

    Apparício Torelly, conhecido como o Barão de Itararé, foi um famoso jornalista que atuou na imprensa brasileira nas primeiras décadas do século passado. Notabilizou-se pelo espírito crítico e o humor ácido, expressos em tiradas como as que constam na entrevist

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  • 16 janeiro

    Abrir uma janela para a alma!

    Quando falamos na busca para a cura de problemas emocionais, um dos diferenciais para pensar melhor nossas vidas é utilizar uma teoria aberta que inclua diversas ideias diferentes, e permita uma discussão de opiniões distintas nessa árdua existência.  Uma

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  • 16 janeiro

    Tatiana está sangrando

    Era perto do meio-dia quando Tatiana saiu correndo da escola. Ela tinha ainda que almoçar antes de se encontrar com a Ju. Estava atrasada, e isso a fazia suar mais. Passou no meio dos meninos a tempo de escutar “A gorda tá com pressa?” Olhou para a frente e co

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  • 13 janeiro

    #06 – O SOM DO SILÊNCIO

    . “sob a luz de neon, o silêncio cresce como um câncer.as pessoas se curvaram e rezarampara o deus de neon que elas criaram.as palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrôe nos corredores do cortiço”Simon & Garfunkel era a noite fria e chuvosa

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  • 12 janeiro

    Rotina há 8 – os meses que passam, mas não se vão

    . ( )… e no silêncio da inexistência, também nutrimos sentimentos vivos: — a presença que não está mais, mas persiste; — lembranças em fotografias, — objetos humanizados: as roupas – que podemos vestir, a qualquer hora, em busca de abraços —, o perfume,

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  • 12 janeiro

    A vida presta, muito

    A frase antológica de Guimarães Rosa, citada por Fernanda Torres em seu discurso na premiação do Globo de Ouro, me fez pensar nos múltiplos significados nela contidos. Na minha leitura do filme Ainda Estou Aqui, dois deles me tocaram sobremaneira: — O amor inc

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  • 11 janeiro

    Do outro mundo

    Vc conhece o outro mundo? Já foi lá? Sabe pelo menos onde fica? Sou capaz de apostar: quase ninguém foi lá ou sequer pensa em sua existência. Afinal, para quê, vocês poderiam se perguntar. Não sei responder. Na verdade, nem é preciso. Mas hoje eu os vi chegand

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  • 11 janeiro

    Sobre ontem

    Contrariada, acordei às 6h da manhã. Hoje é dia de Pilates e caminhada. Pensei em esbravejar, dizer o quanto eu odeio esse compromisso com o bem viver, mas melhor não. Faz tempo que aceitei que atividade física é remédio. Não importa se o gosto é ruim, se

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  • 10 janeiro

    Moça de azul no metrô

    A moça estava de azul na plataforma da estação do metrô. Um vestido leve e elegante. Os sapatos bem cuidados, brilhavam até. Uma bolsa completava com elegância o quadro que tinha diante de mim. Próximo a ela, lá estava eu. Não tão próximo a ponto de aspirar se

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  • 10 janeiro

    Mirtes, a traça

    Fazia tempo que eu vinha notando, mas o prudente era fingir ignorância. Durante a época de aulas, tudo bem, foi possível manter-me indiferente. Mas não agora, que longos ócios me obrigam a horas no gabinete. Agora tenho de enfrentar Mirtes e a sua ronha, sua r

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  • 9 janeiro

    A casa de Cortázar, tomada

    . em homenagem ao conto “Casa Tomada”, de Julio Cortázar (1914-1984), escritor argentino Gostamos da casa porque, além de espaçosa e antiga (mesmo que hoje as casas antigas sejam pouco valorizadas), guarda as recordações de avós e bisavós, pais e toda a nossa

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  • 9 janeiro

    Desaprendizagem!

    O filósofo Sócrates nos disse para ter cuidado com o vazio de uma vida ocupada. E para isso recomendou que você não deva se preocupar com os outros, porque o mundo está cheio de outros. Na Internet podemos comprovar facilmente isso, através do gigantesco volum

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  • 8 janeiro

    Tudo novo de novo

    O início de ano, quando há troca de gestão municipal, não surpreende ninguém. E quando há troca de gestão estadual e federal, não é diferente. São comuns os discursos tarimbados, com argumentos fantasiosos e copiados dos governos anteriores (nunca cumpridos, d

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  • 7 janeiro

    VALDIR E FONSECA

    Valdir e Fonseca trabalhavam na mesma empresa. Estavam na casa dos 50 anos bem vividos, um talvez mais do que o outro. Eram também vizinhos, o que não significava que eram amigos. Todos os dias saíam no memos horário, mas Valdir nem sempre voltava para casa an

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  • 6 janeiro

    #05 – A Besta de Gevaudan (*)

    . “entre os anos de 1764 e 1767 os habitantes da pequena província francesa de Gevaudan, atualmente parte de Lazere, próximo das montanhas Margueride foram aterrorizados por uma criatura lupina que passou a ser conhecida como La Bête Du Gevaudan ou “A Besta de

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  • 5 janeiro

    Elástico infinito – a natureza e a sua sabedoria

    Um alce, no alto de uma floresta densa, olha para cima, por um momento fugaz. No mesmo instante, ouve-se o murmurar do léxico perceptível – numa onda para nós, humanos, intangível -: e o alce o distingue pelo encontrar das superfícies de uma folha na out

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  • 5 janeiro

    Arrimo de família

    Noite fria, sombria, quieta.Ele, calado, encolhido, matutando.Eu, na espreita, alerta, sentinela.Nós, famintos, sedentos, enjeitados.Olhos remelentos, húmidos, arregalados.Corpos esquálidos, caquéticos, patéticos.Dentes que bambeiam, rareiam, vadios.Garrafa va

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  • 5 janeiro

    A primeira crônica do ano

    Esta é a primeira crônica do ano. Um ano novinho cheio de sonhos e projetos para o futuro! Esta é uma crônica de início. Uma crônica que cheira o novo, como presente recém-aberto, esperando ser tocado, usado, experimentado pela primeira vez… O que imagin

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  • 4 janeiro

    Boa pergunta

    As galinhas (raízes, autênticas) botavam o ovo e cacarejavam. Umas mais que as outras. Saíam pelo quintal em alto e bom som espalhando o feito. Passavam em meio às colegas solteiras, aos galos jovens e imponentes e ao preferido — aquele com quem, há poucos dia

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