Crônicas

  • dez- 2024 -
    28 dezembro

    Listas do existir

    O momento é propício à elaboração de listas de desejos e promessas para 2025. É tempo de mergulhar nas mais diversas ilusões de si mesmo; de vibrar intensamente com a motivação sazonal para trocar de pele, personalidade e modus operandi. Essa é a magia de dezembro: fazer com que cada um acredite em sua meteórica transmutação. A mensagem subliminar é poderosa: Seremos, em breve, o que jamais fomos até aqui, mas seremos! Acredite, no pipocar dos fogos de Rév

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  • 26 dezembro

    Escolher é renunciar!

    Na ausência de um momento saudável regado à saúde, família, amigos e um lar, desenhamos uma história com muitos instantes dentro de um vazio criado para ser preenchido a partir das possibilidades mais secas. Alguns questionam lutar para que? Para tudo, pela vida ainda presente.  Não é o suficiente sofrer? Releve, aproveite os dias que passam, abrace esse dom que ganhou, essa coisa linda que nos deram. Mas o fato de não lutar eventualmente, se abandonar e d

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  • 25 dezembro

    Feliz Natal

    Ouvia logo cedo a música Why is it so hard, do Charles Bradley, enquanto bebericava uma cachaça Ambirá, trazida de Minas no verão passado. Acho que combinam, a música e a cachaça, fortes e encorpadas, uma canção não pasteurizada e uma pinga de alambique. Sim, sou dos que bebem pela manhã, sobretudo nas férias. Findava a primeira dose quando percebi estarmos em pleno 25 de dezembro. Uma data especial, sem dúvidas. Um dia para rezar, celebrar, agradecer, ref

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  • 24 dezembro

    VIDA ESPECULATIVA

    . 5,9686,0096,0356,0946,0966,267 X- Gabriel Galipolo- MOEDA DOS BRICSPerfis do mercado… MUITA ESPECULAÇÃOPerfis localizados à direita de FORMA EXTREMA… MUITA ESPECULAÇÃOMUITA/MUITA/ MUITA.ES-PE-CU-LA-ÇÃOPÃ-NI-CO GE-NE-RA-LI-ZA- DO7,5?8,0?8.5?9!??????????????????ONDE A HUMANIDADE SE PERDEU? OU ESTAMOS PERDENDO A HUMANIDADE?

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  • 22 dezembro

    Robérvios

    À noite todos os gatos são pardos, e Robérvios estava certo de que Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Afinal, Saco vazio não para em pé. Sempre ouvira falar que Deus escreve certo por linhas tortas e que Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Mas Quem não chora não mama e Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato e, no seu caso, precisava urgente recuperar o ouro perdido. Pensou: Não deixe

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  • 22 dezembro

    SEM TÍTULO, dezembro dois mil e vinte e quatro

    Ler – sendo eu o “recheio de um sanduíche” composto pelo conjunto de lençóis praticamente novos, verdes, vacilando entre o algodão 100% liso e o de arabescos geométricos, aroma envolvente de quem acabou de sair da máquina lava e seca -, confortavelmente descansando as intermináveis horas de trabalho que se seguiram nas últimas semanas – mal tive tempo de me deitar ou introjetar minha nova idade, não fosse a viagem – que sempre

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  • 22 dezembro

    Nem tudo está nos cartões postais

    Quando o assunto é viagem a propaganda e as fotos quase sempre são melhores que a realidade, mas mesmo sabendo disso às vezes entramos em furadas. Uma observação óbvia que vale tanto para escolher um hotel quanto para iniciar um relacionamento à distância (risos). Arrisquei uma viagem de ferry com um carro de matrícula inglesa para ir à então belicosa Irlanda do Norte visitar a famosa ‘Calçada dos Gigantes’ (Giant´s Causeway), uma formação geológica à qual

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  • 22 dezembro

    Então é natal! 

    ♫ Então é natal!E o vendedor na esquina oferece milhares de produtos aos que passam. E vende-se isso e aquilo! E vende-se com muito brilho! ♫ Então é natal!E as filas dobram, triplicam, numa algazarra somente vista nesta época. Ninguém tem paciência para nada! ♫ Então é natal!E as vitrines anunciam roupas e calçados e eletrônicos dos mais variados tipos e tamanhos. Muitos e tantos produtos que não é possível imaginar! ♫ Então é natal!E a promoção de 50% na

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  • 21 dezembro

    Retrospectiva 2025

    Sandra saiu do Pilates, numa segunda-feira qualquer, em direção à parada de ônibus. Na cabeça, a lista de coisas para fazer: acupuntura, mercado, roupa para lavar, para passar, almoço, banco. Quinze minutos esperando a condução e nada. Repassava pela vigésima vez a lista de afazeres quando sentiu um aperto no pescoço, uma ponta de faca na orelha e uma voz de mulher gritando coisas que ela não conseguia entender. Alguns segundos foram suficientes para const

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  • 19 dezembro

    Tricô com gente!

    Por vezes os meios digitais nos mostram vídeos que valem um comentário e inclusive ser assistido até o final. Do ponto de vista de quem assiste pode chamar atenção aquele momento que observamos atentos o ator ou atriz que se dispôs a passar uma mensagem útil para nossas mentes carentes de espaço, para conversar ou tricotar sobre nossas vidas calejadas de angústia e solidão. Um jovem ao sentar no banco do metrô aproveita esse momento para não ler mensagens

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  • 15 dezembro

    A e I; ou:

    Antônia, astuta, a afastar abelhas altivas, alertou Adélia, a angelical, ao avistar Altevo apaixonado. Ambas apáticas, antes apreciavam a aurora anêmica, amarelada, anormal, alva, altíssima: amanhecer acolhedor, animado, adorado! Alargou-se a atenção; a alameda aparecia, abria-se, acompanhando as “asas”: albatrozes, animais alados, aves, aviões – alumínio autêntico, atraente – abrandavam a ascensão acertiva: azul. Acima, alusão, alt

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  • 15 dezembro

    Mundo natalino

    Bolas vermelhas, luzes piscando, pinheirinhos enfeitados, presentes. No Brasil, assim como em outros lugares de tradição católica, é hora de preparar a ceia de Natal para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, o filho de Deus, ponto alto de todas as datas comemorativas do cristianismo. Envolta na mística religiosa, a data reafirma a fé de que o cordeiro de Deus veio para tirar os pecados do mundo, e esse é o momento de fazer uma retrospectiva do ano que pa

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  • 14 dezembro

    Uma ponte entre mundos

    Hoje eu acordei sonhando com o paraíso. Curiosamente, não era um lugar florido, gramado e com cascatas cristalinas. Ao contrário, era um espaço urbano, cheio de viadutos, prédios, buzinas, um congestionamento aqui outro ali, shoppings e sinais de trânsito. Se não me engano, acho que me lembro, também tinham muitos pisca-piscas nas varandas e um enorme Papai Noel numa janela.  Eu caminhava pelas ruas com uma leveza só experimentada na infância, fruto da tra

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  • 12 dezembro

    Encontro com o redentor!

    O espírito do tempo eventualmente demonstra uma apatia quando não tomamos as rédeas de nossas vidas. Aquela sensação de enxugar gelo decorrente das escolhas estressantes e exaustivas, nos faz adoecer ao invés de sentir a real emoção saudável que uma vida deve proporcionar. E a cada época o espírito se apresenta diferente porque as escolhas que você fez passam a ser mais seletivas e com conteúdos complexos, formulados pela impaciência nossa de cada dia.&nbs

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  • 11 dezembro

    Alienígenas do futuro

    A precisão temporal inexiste, mas quando perceberam já não havia mais tempo. Dentre os estudos publicados, podemos destacar uma corrente pregando o retorno às origens, que não angariou grandes esperanças na virada de prumo. Nesse período, confiaram em Deus, retocaram ensinamentos, refizeram passos, adoraram falsos Messias, mataram inocentes, morreram por déspotas, fizeram e foram feitos de bobos. O valor moral do trabalho decaiu quando tudo, ou praticament

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  • 10 dezembro

    Uma história de desapego

    C. considerava ter uma vida normal. Geralmente, sua rotina era casa/trabalho. Neste ele era um sério senhor que fazia tudo conforme mandavam as regras. Em sua casa, libertava seu lado criativo e passava suas horas escrevendo. Todos os dias saia do forno um novo texto. Não considerava ser um escritor, mas jamais imaginou conseguir viver sem exercitar esse seu lado. Às vezes, se dava ao luxo de sonhar em ter seus trabalhos reconhecidos e fazer sucesso. Quand

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  • 8 dezembro

    Lugares imaginados: Madagascar

    É inevitável criar expectativas antes de viajar para novos destinos, o que rende algumas decepções. Um dia ainda vou falar sobre esse assunto, mas hoje fico só com Madagascar. Não posso dizer que conheci o país porque estive apenas em uma cidade, Nosy-be, no entanto posso dizer que não pretendo voltar para conhecer o resto. A culpa não é deles, é minha por deixar-me levar por uma visão cor-de-rosa inspirada no título de um filme homônimo da Disney que nem

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  • 8 dezembro

    A minha pátria

    Quando escrevo sobre a minha pátria, eu fico confuso. Penso em tudo que amo e, ao mesmo tempo, penso em tudo que odeio. Quando escrevo sobre a minha pátria, sinto calor, arrepio, felicidade, dor, enjoo, sinto frio… Quando escrevo sobre a minha pátria, a palavra evidente é contradição! A minha pátria é o paraíso, o céu azul, o mar aberto e profundo, o olhar da moça cor de cobre, o lugar mais lindo do mundo. A minha pátria é o embuste, o ridículo, os p

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  • 8 dezembro

    Torturante band-aid no calcanhar

    Toda vez que alguma coisa me incomoda, lembro da música São dois pra lá, dois pra cá, de João Bosco e Aldir Blanc, cantada magistralmente por Elis Regina. Acho que não existe coisa pior do que sentir a presença de alguma coisa que não deveria dar sinal de vida, como um band-aid no calcanhar. Sua função é proteger um machucado, torná-lo imperceptível, mas ele cisma em sair do lugar para nos torturar. Mas esse não é um caso isolado; minha lista de “torturant

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  • 7 dezembro

    Sobre partir

    Hoje eu pretendia escrever sobre o poder que os enfeites natalinos têm de me levar de volta ao Papai Noel da minha infância, a maionese da minha avó e ao cheiro de família daqueles dias. Enquanto refletia sobre essas coisas, esbarrei com uma matéria na internet (certifiquei sua veracidade) que me catapultou para o agora de forma assustadora: um estudo chinês conseguiu a proeza de fazer um pequeno robô, chamado Er Bai, convencer um grupo de robôs maiores a

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  • 6 dezembro

    Três passarinhos

    Três passarinhos vieram me ver um dia desses. Se penduraram na rede de proteção da minha janela e me chamaram. Parei o que estava fazendo e fique a observa-los. Piavam muito. Em princípio achei que era só animação matinal mas depois reparei que eles giravam o corpo e ficavam pendurados na rede do lado de dentro do meu quarto. Fiquei com receio que voassem por dentro do apartamento. Mas isso não aconteceu. Com o tempo parado em função do piar deles imaginei

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  • 5 dezembro

    E se?

    Há uma palavra em coreano “in-yun”, que quer dizer providência ou destino. Ela se refere especificamente a relacionamentos entre pessoas, que talvez venha do budismo e da reencarnação. O in-yun acontece até quando você passa por alguém na rua e suas roupas esbarram sem querer, isso significa que alguma coisa aconteceu entre vocês em vidas passadas. Se duas pessoas se casam dizem que é porque houve 8 mil camadas de in-yun, ou seja, mais de 8 mil

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  • 3 dezembro

    Desencontro

    Após um ano de intercâmbio, Clara retornava a sua cidade natal. A menina que partiu, agora era uma mulher. Todos os seus medos e inseguranças, foram vencidos por suas novas experiências. Entendeu ser o mundo gigantesco e plural, cercado por pessoas diversas e muito diferentes do seu antigo e pequeno quadrado. Ela era um barco novíssimo em folha e iniciava sua navegação rumo a um oceano infinito. De seu passado, cada vez mais distante, deixou uma paixão, ag

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  • 1 dezembro

    Folhas ao vento

    Entro no parque e na primeira curva avisto o Soprano, nome que atribui a um funcionário do parque. Fácil identificar o Soprano de longe, mesmo que vestindo o mesmo uniforme dos outros funcionários – ele anda com seu companheiro fiel, o soprador de folhas, sempre a tira-colo. Conforme chego perto, umas nuvens de folhas secas, sob o comando de Soprano, vão voando para a calha do meio fio e, de lá, graciosamente, se acomodam na beira do jardim, embaixo das ár

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  • 1 dezembro

    Crônica Burocrática

    A crônica começaria agora, mas é preciso antes que o leitor e o cronista paguem a taxa necessária ao andamento das crônicas. A TADC. Parágrafos são caros. Quando saem do mundo real então! Cada palavra tem seu preço tabelado. Cada figura de linguagem uma alíquota a mais. Por isso, cuidado com as vias! Uma para o leitor, outra para o cronista. E, depois disso tudo, ainda hão de enfrentar, cronista e leitor, uma fila no Banco da Estupidez, uma passada na Seçã

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  • nov- 2024 -
    30 novembro

    Dica de milhões

    Algumas coisas que acontecem no meu dia a dia são tão estapafúrdias que me levam a patinar na velha dúvida: falo ou calo?  Minha primeira opção, nessas ocasiões, é calar, sobretudo quando aquilo que pretendo dizer é óbvio e deveria dispensar apresentações. Por outro lado, se, mesmo sendo óbvio, a outra parte insiste em ignorar os limites da razoável convivência, entendo que o irmão de raça carece de uma interpelação.  Refiro-me aqui, mais exatamente, ao in

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  • 29 novembro

    Nova 99, a estrada perfeita

    Toda vez que eu me vejo diante de uma situação de entrave burocrático causado pela tecnologia eu me lembro da Nova 99. Era uma autoestrada controlada por computador, considerada perfeita, e era personagem de uma estória em quadrinhos publicada na saudosa revista Kripta, lá dos loucos anos 70, que misturava ficção e terror. No enredo uma família entra com seu carro autônomo, programava seu destino e quantas paradas fariam, e seguiam descansados e contentes

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  • 28 novembro

    Nem um pouco bonito!

    Há uma frase atribuída ao renomado psicanalista austríaco Sigmund Freud que diz o seguinte: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”. Embora sua autoria seja discutida — há quem sustente que a frase é da ensaísta canadense Lise Bourbeau, porém, é certo que a declaração atinge em cheio quem tem mania de fofocar. É válido ressaltar que fazer fofoca consiste em um hábito socialmente arraigado em praticamente todas as cultura

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  • 27 novembro

    Spoiler a contragosto

    Henzo Felisberto, com agá, por favor, nunca gostou de spoilers. Quem conviveu com ele sabe disso. Ninguém se atrevia a lhe contar algo de antemão ou lhe adiantar o assunto. Era avesso a trailers de filmes, orelhas de livros e introduções. Nunca foi público para a fofoca e achava que a experiência perdia muito nessas antecipações indevidas. O comportamento de Henzo Felisberto afastava, talvez, uns quatro quintos da população, era um moço difícil, pra dizer

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  • 26 novembro

    O tempo que não temos

    Ao escritor faltam muitas coisas, dinheiro, valorização, suporte e – frequentemente – sobre o que falar. O cronista, tendo a obrigação periódica de sentar e tirar algo do papel, é o que mais sofre com isso. Mas não, não divagarei aqui sobre a falta de assunto. Não irei cair nesse lugar comum dos autores de crônicas. Pelo menos, não agora. Não será desta vez que adentrarei no rol daqueles que possuem um texto com essa temática. Pelo menos, não agora. Do que

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