Crônicas

Ouvir estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo, Perdeste o senso!”

Lembrei-me desses versos de Olavo Bilac ao tentar responder a algumas perguntas que eu mesma me fiz.

Por que escrever histórias de crianças? Por que voltar a acontecimentos tão simples, guardados há tantos anos na memória?

Ao escrever de forma lúdica, trazendo de volta pequenos episódios do meu próprio cotidiano, percebi que não precisava encontrar explicações lógicas.

Penso que seja apenas uma maneira de recordar da infância e reencontrar as travessuras, as descobertas e aquela maneira tão particular que as crianças têm de compreender o mundo.

Foi então que encontrei nas palavras do poeta a resposta que procurava:

“Só quem ama pode ter ouvido. Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

E eu, que nunca ouvi estrelas, continuo ouvindo as vozes daquelas crianças, meus filhos, num espaço que hoje me lembra um espelho reverso.

Ora direis: Ouvir estrelas! 

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Maria Elza G. Gonçalves

Aposentadoria e entrada na Terceira Idade. Duas mudanças importantes que ocorrem na vida das pessoas e que merecem nossa reflexão.

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