Crônicas

Aos 16!

Enfrenta seus porquês: quer respostas, quer experimentar… Arrisca-se, arroga-se, ensoberbece! Sabe o que ninguém nunca soube.

Seu caminho, com certeza, será diferente de todos os outros.

Empina o nariz, responde com autoridade, briga com o vento.

Sabe, mas não sabe. Pensa que não, mas precisa…

O som alto disfarça a ansiedade, os amigos disfarçam a solidão.

Envolvida numa interna guerra entre ser e querer, todos os caminhos estão diante de si. Todas as possibilidades. Aflige-se. Não quer ouvir; grita!

Aos dezesseis, não se lembra mais da Alice do livro de capa dura e desenhos coloridos. Talvez agora seja a hora de saber que não afundará nas próprias lágrimas e que a escuridão de agora é apenas passageira. O mundo tem um lugar que lhe pertence, que está lá à espera.

Menina, sofrer faz parte, mas não vá além do limite! A dor pode acomodar o espírito e aquecer nossa alma.

Aprisiona.

Vai, menina, o camundongo só virará rinoceronte se você permitir. Feche esta porta e abra a outra. Só você pode fazê-lo.

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Valeria Soares

Valeria Soares é membro da Academia de Letras do Brasil -  nasceu e vive em Teresópolis- RJ. Formou-se em Letras - Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa pela Universidade Gama Filho. Cursou MBA em gestão educacional e empreendedorismo pela Universidade Federal Fluminense. Professora desde 1986, atuou na rede privada e na rede pública municipal. Atualmente, é Diretora Geral do Colégio Estadual Euclydes da Cunha.

Um comentário

  1. O olhar de quem observa. A vivência de quem já passou pela idade da contradição.
    “Vai, menina, o camundongo só virará rinoceronte se você permitir. Feche esta porta e abra a outra. Só você pode fazê-lo.”
    Belo texto!

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