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  • set- 2026 -
    19 setembro

    O dia em que as tatuagens saíram de moda

    Foi numa sexta-feira nublada de setembro que o mundo estremeceu. Nada de tornados, terremotos ou tsunamis. Tampouco o lançamento massivo de mísseis balísticos ou ameaças de guerra nuclear iminente. Algo mais bombástico: uma postagem de um influencer de moda decretou as seguintes palavras a seus milhões de fiéis seguidores: “A tendência para a próxima estação será exibir a pele nua e crua em seu esplendor natural. Tatuagem? Sai fora dessa brega intervenção

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  • 19 setembro

    Quem ou o quê?

    Nem só de pão vive o homem… Vive atrás do salário, da prestação da casa própria, do preço da gasolina, da promoção que não veio, da aposentadoria que talvez venha, da dieta que começa na segunda-feira e do boleto que, pontualíssimo, nunca se esquece dele. Ah, e também de notícias. Escândalos financeiros, guerras, feminicídios, golpes, corrupção, propaganda eleitoral. Mudam os candidatos, às vezes os partidos, raramente o modelo. Entre uma tragédia e outra,

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  • 19 setembro

    Fogos de artifício

    Era uma casa no subúrbio, e Maria acabava de preparar o jantar. Mexia as panelas e pensava que o início da reforma no telhado teria de esperar mais um pouco. Tomara que não chova forte, torcia. Naquele sábado de inverno brando, o clima no país era de tristeza e perplexidade. A eliminação do Brasil na Copa do Mundo era a responsável por essa depressão coletiva. A mulher ganhava a vida como diarista e tinha 66 anos. Aparentava mais. Vivia se queixando de dor

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  • 18 setembro

    Famosos

    Morar no Rio de Janeiro exige algum preparo. Por exemplo, é preciso dominar os delicados protocolos de etiqueta envolvidos no avistamento de famosos. Do contrário, não é pequeno o risco de passar vergonha. Tipo: “Só tinha latão. Bora dividir?” “Bora!” “Você viu aquele famosão passando aqui?” “Hein?” “Aquele cara super famoso! Acabou de passar aqui, você não viu? Aquele que fez aquele filme, que fez par romântico com aquela famosona na novela. Maior sucesso

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  • 18 setembro

    Lua no mapa astral

    Uma prima travou uma conversa bem humorada comigo quando soube que não acredito em horóscopo. Ela me lembrou que existem essas forças do universo, superiores a todos nós e que para os astrólogos de alguma maneira exercem alguma influência sobre nossas vidas. Minha prima não passa nem perto de acreditar nisso mas não é mulher de perder a piada. De qualquer maneira a conversa acendeu em mim a questão a respeito do mapa astral. Calma, não mudei de ideia sobre

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  • 18 setembro

    O menino que se apagou num sopro

    Eram três meninos vendo os pais derrubar uma árvore. Quando a peroba foi derrubada, um dos meninos se apagou no sopro – o enorme deslocamento de ar que ela provocou. Parecia que tinha morrido, era o que os outros dois pensavam. Na cidade, o médico disse que estava em coma. Não tinha nenhum tratamento, o jeito era esperar. Ficou em coma por um tempo imenso. Os outros dois morriam de preocupação, esperando que ele acordasse. Passavam os dias, passavam as noi

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  • 17 setembro

    Fazer tudo

    Eram catorze itens, dos quais eu já estava atrasado em três deles na minha lista, mesmo antes de escovar os dentes. Foi então que me lembrei de Sêneca, o velho romano que, há dois mil anos, já sabia que a nossa maior ilusão é achar que vamos viver para sempre. Sêneca não tinha WhatsApp, não precisava acumular pontos em programa de milhagem, não sofreu de ansiedade para escolher um filme no streaming. Mas, curiosamente, sabia tudo sobre a agitação inútil qu

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  • 17 setembro

    Os pragmáticos

    Os pragmáticos saíram às ruas proclamando seus interesses. Eles não acreditavam no amor e diziam, gritavam a nós, que amar era um pecado capital. E aqueles que formassem resistência seriam punidos com a mais severa das penas: padeceriam de amor pelo resto da vida. Viveriam com suas mentes doentes, pois de amor não se morre, mas se chega quase lá. Eu não pude deixar de me tornar resistência. Todos os dias, eles chegavam em nossas ruas, despertavam-nos dos m

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  • 17 setembro

    A falta do vovô

    Acho que o vovô estava triste. Ele pôs as duas mãos no peito e fechou os olhos, parecia que falava com alguém que só ele sabia quem era. Chamaram uma ambulância e ele foi com minha mãe e meu pai para o hospital. Os tios que ficaram em casa conversavam em voz baixa e bebiam cafezinho da garrafa térmica. Me mandaram brincar com o Chino. O Chino é mais crescido do que eu e é meu amigo. Somos colegas na escola. Ele sempre me defende quando o Orelha ameaça me b

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  • 16 setembro

    Os famosos doces de Pelotas

    Dizem os entendidos no assunto que não conseguimos recordar lembranças de nossa primeira infância por conta de uma tal amnésia infantil. Por razões que escapam de minha leiga compreensão, nossas recordações mais antigas não passam, muitas vezes, de fragmentos dispersos entre sensações, odores, sons e gostos desconexos. Mas daqueles doces eu me lembro muito bem… Talvez por eu ter, àquela época, cerca de 11 anos e estar, portanto, numa idade um pouquin

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  • 16 setembro

    Para a minha análise

    Olho à frente. Como um marinheiro cheio de expectativas de aportar. Às vezes a visão me sabota. Quero ir com muita sede ao pote e me deparo com um paredão. E volto ao estado inicial, de principiante; um novo aprendiz de mim. Pequeno, desprotegido, parto para um possível recomeço. Tenho de olhar em volta e buscar um remanso; a vida está muito dura. Logicamente, emaranhei-me em tentativas de felicidades; ou o que julgava ser felicidade. Quantas vezes me arri

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  • 15 setembro

    Ninguém dirige melhor que o Carlito

    O Carlito é motorista de tudo, tem CNH categoria C, coisa de que muito se orgulha, e que o permite dirigir qualquer veículo: até colhedeira de soja, até empilhadeira de aeroporto, ele diz.     No primeiro emprego dirigia um treminhão, que jurava chamar-se assim porque era esse o preço do veículo: treminhão de real! Acreditava ainda que se o patrão tinha esse dinheiro pra pagar pelo caminhão era porque era mais que rico, havia de ser miliardá

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  • 15 setembro

    O agridoce amanhã

    I’ve been livin’ for the moment /But I just can’t have my way / And I’m afraid to go to sleep / ‘Cause tomorrow is today – “Tomorrow is today”, Billy Joel Há um livro e um filme chamados “O doce amanhã”. Escrito por Russell Banks, trata-se de uma cidade que lida com o luto após todas as crianças serem mortas devido a um acidente de ônibus. Vale a recomendação. Eu me recordei disso enquanto escrevo essa crônica inspirada por um

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  • 15 setembro

    A inveja de cada dia nos dai hoje

    Herdeiros. Gente que tem casa própria. Gente com família presente e, sobretudo, acolhedora e que sempre a respeitaram. Gente que se formou antes dos 25. Gente que come de tudo e não engorda. Gente que pode viajar, mesmo que seja uma vez ao ano. Gente que tem carreira acadêmica, doutorado aos 30. Gente que sabe falar outros idiomas bem e não tem medo ou vergonha de errar. Veja bem: inveja não é ódio. É aquilo que eu gostaria de ter e não tenho; é algo para

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  • 14 setembro

    Taciturna

    A escuridão a excitava. Gostava das sombras e de imaginar monstros sob a silhueta da lua. Não tinha medo. Nunca teve. Conversava por horas com figuras imaginárias, criadas pelo jogo de luzes e sombras no jardim. Se havia névoa, melhor! Tudo parecia mais misterioso. Seu coração, então, disparava. Era tanto para imaginar! Cresceu assim: apegada à solidão. Amiga das fases lunares. Brincando de esconde-esconde com a neblina. Contando segredos às formas sombria

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  • 14 setembro

    Poema #86: A Visita

    De súbito a chuva cessou.Ponho-me a escrever sobre ti,criatura sem carneque me visita. Não sei de onde vens,mas sempre chegasnas horas mais extenuantesde minha fuga. Fecho portas e janelaspara não te permitirlivre acesso sobre mim,que de cansado me basto. Mas tu me vens sem ser chamadae mesmo sem chegar em forma clara,sei que és minha consciência,e te incorporo. O Acaso das Manhãs

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  • 13 setembro

    Manta, pipoca e duas em uma

    Me dói. Um sofá cinza acolhe um corpo enrolado em uma manta pequena. Uma almofada faz as vezes de travesseiro. O ambiente é iluminado pelos feixes de luz que mudam constantemente de intensidade e cor, vindos da tela de grandes proporções, onde a Netflix permanece em pausa, e pela abertura mínima da cortina da varanda — mantida assim para que a planta ali postada, de sentinela, possa respirar. Certas dores dispensam gramática; já chegam sabendo ser substant

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  • 13 setembro

    Vai que…

    Severo olhou para a gaveta. Tentou desviar o olhar, mas viu a gaveta sacudir, tentando cuspir seu conteúdo. Piscou três vezes, tipo superstição das três ondinhas da sorte na passagem do ano. Mas o recado estava dado – de hoje não passaria a tarefa que vinha procrastinando – enfrentar os cabos. Imbuído do seu melhor espírito esportivo, arregaçou as mangas. Colocou uma lixeira ao lado da gaveta. (otimista.) Puxou o trinco. Ela, desacostumada a se expor dessa

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  • 13 setembro

    Os influenciadores

    Quem influencia você? Essa pergunta, feita há uns vinte ou trinta anos, teria como resposta muitas pessoas: pais, professores, escritores, jornalistas, grandes ícones da música e da atuação, enfim, homens e mulheres que tinham algo a dizer. E diziam! Hoje, essa mesma pergunta oferece como resposta as redes sociais. Geralmente, toda regra tem a sua exceção, as pessoas que influenciam não têm nada a dizer. Mas dizem! Eis o problema! Este o grande drama da so

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  • 13 setembro

    Benedita em Buenos Aires

    Ela era toda estranha. Branca, rubicunda, judia, tinha nascido na Argentina e se chamava Benedita. Logo ao nascer seus pais desconfiaram: a recém-nascida não chorou, esboçou um leve sorriso. A bebê Benedita adorava o escuro. Qualquer facho de luz ou um abajur aceso era o bastante para ela não dormir. Sua mãe jurava que a filha dormia com um dos olhos abertos. Ora o direito, ora o esquerdo. Revezando. Benedita colecionava baratas, joaninhas e pequenos besou

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  • 12 setembro

    Vivo emoções em seu lugar ou tributo a Ariano

    Doralice ganhava a vida de um modo estranho. Pelo menos eu nunca tinha ouvido falar que alguém pudesse tirar o próprio sustento por meio de uma atividade como aquela. Até que vi numa revista a reportagem de título chamativo: “Vivo emoções em seu lugar”. Ela se intitulava artista performática, morava em Recife e garantia poder realizar desejos – sonhos também, por que não? – de moradores de outras cidades brasileiras e até estrangeiras, coisas como visitar

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  • 11 setembro

    O limbo da dúvida

    Nada mais shakespeareano que estar diante de uma encruzilhada. Ter que decidir para onde ir, o que fazer. Sem verborragia, sem teorias ou viagens intelectuais. Tudo resumido na questão mais famosa da humanidade: ser ou não ser. Escolher o caminho que leva a ser, evitando onde não seremos. Aparentemente simples mas verdadeiramente muito complexo. Não somos e queremos ser ou somos mas queremos ser diferentes? Onde seremos e onde não seremos? No lugar onde nã

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  • 11 setembro

    O mundo além do horizonte

    O vô Júlio tinha umas ideias esquisitas. Uma tarde ele estava cortando cavacos – uma pilha de cavacos, todos iguais: um palmo, e um palmo tinha que ter vinte e dois centímetros. Encostou o pequeno machado no cepo onde realizava a delicada operação, enxugou o suor com o lenço do pescoço, e ficou olhando o horizonte. – O que é que tem para lá do horizonte, vô? – eu perguntei. – Ara, nada – ele disse. Eu fiquei matutando um tempo, o sol se pondo no alto do mo

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  • 10 setembro

    A riqueza fez suas vítimas!

    Quantos anos são necessários para reconstruir um belo e charmoso instante, que nos fez bem há muito tempo?  É uma tentativa lúdica Impossível de ser documentada, porque somente o tempo decanta o passado, glorioso e fértil, e que esteve às margens de nossas ideias e esperanças.  Muitos desses eventos se tornaram a natureza de novos rumos prósperos e saborosos, outros nem tanto, pois muitas cortinas se fecharam com tristeza e medo, de que retornass

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  • 10 setembro

    Alimentar o silêncio

    Ele sabe e por isso se cala. Ela sabe e por isso fala. Ele bebe o seu café com creme. Fica com um pouco de espuma no lábio superior. Ela se incomoda com isso, mas não diz nada. Não vai pronunciar a palavra lábio, porque é uma palavra perigosa. Suscita ideias, desejos, vontades. O silêncio a protege, ela imagina, assim como o ruído ao redor: naquele momento, o burburinho do entorno é seu melhor aliado porque preenche o vazio entre os dois. Muito ruído

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  • 9 setembro

    Gastura de vida

    Uma dose de amargura espreita os meus dias. Posso deixar-me cair, mas posso, inclusive, não permitir que isso aconteça. A dor é um karma que me segue há longas datas, desde que meu pai se foi (essa é a minha forte lembrança) – ou bem antes disso, pois fui afeito ao gosto de sal que saía dos meus olhos e inundavam a minha boca. Sou sagitariano, de poucas palavras, de perseguições absurdas pelo conhecimento, e é isso que me salva – ainda. Sim, há tempo para

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  • 8 setembro

    A loja

    “Ainda existe a Lobrás?” “O que é Lobrás?”. O outro, mais novo, não sabia do que se tratava. “Lojas Brasileiras” “Existem as Americanas, ainda, apesar dos balanços Mandrake”. “Eram concorrentes”. Aí o mais novo se ligou no que se tratava. “Ah, agora eu meu lembro. Eu era bem pequeno, passava de ônibus aqui com a minha mãe e via o letreiro da janela”. E foi exatamente por causa disso que a memória do mais velho foi buscar lá no fundo a lembrança de uma marc

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  • 7 setembro

    Poema #85: A verdade sobre a mentira

    Tenho dito mentirassem tomar consciênciade sua contextura falsa. Não tenho desmentido o que digopois tenho a concepção de que mintosobretudo para mim mesmo. Sendo assim as minhas mentirasnão podem acarretarna perda de qualquer afeição. E já que é precisamente sobre a falsidadeque se alicerça o convívio entre os homens,as palavras de mentira ou verdade que eu dissernada significam de permanente num relacionamento. Mas não posso deixar de convirque assim faz

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  • 7 setembro

    Sincronia

    As mãos ágeis dão forma a mais uma encomenda. Tecem em lã o desejo de alguém, na velocidade do som. A mulher de um metro e meio, se tanto, observa os carros passando a vinte quilômetros por hora e a vizinha no tanque. Conversam. Enredam dúvidas e certezas; criam histórias da vida alheia, sem nenhum pudor. Parecem amigas e são, até que deem as costas uma à outra. O ruído do motor na tarde. As mulheres que chegam e saem. O molde sobre a mesa. A almofada de a

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  • 6 setembro

    Íris

    “Às vezes, Deus não muda o cenário. Ele muda você…” Era domingo, chovia, e fazia aquela temperatura imprevisível de fim de inverno – “esse tempo bipolar..!”  (diria sua mãe). Com um guarda-chuva transparente sobre a cabeça, Íris leu a frase no muro da rua nove com a rua dois. Era a quarta cidade diferente, temporariamente sua, dentro de todo um ano. Um ano não exatamente de calendário; setembro ainda nem havia terminado. Era outra contagem. A de

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