
Para a minha análise
Olho à frente. Como um marinheiro cheio de expectativas de aportar. Às vezes a visão me sabota. Quero ir com muita sede ao pote e me deparo com um paredão. E volto ao estado inicial, de principiante; um novo aprendiz de mim. Pequeno, desprotegido, parto para um possível recomeço. Tenho de olhar em volta e buscar um remanso; a vida está muito dura. Logicamente, emaranhei-me em tentativas de felicidades; ou o que julgava ser felicidade. Quantas vezes me arrisquei e me frustrei. O que sei de mim é que estou, quase sempre, inspirado ou de corpo aberto para ser provocado. Quero perceber sensações novas. Quero uma vida abundante, notadamente de saúde, que, no meu caso, não anda tão boa assim. Não posso culpar ninguém, eu mesmo entrei nesse redemoinho, e deverei sair vitorioso, quiçá. Se tiver forças, farei isso, para o meu orgulho próprio de ter conseguido alcançar meus objetivos. Não, isso não é uma carta de desaforos. É somente um bocado de palavras, sentimentos, que estavam, a priori, guardados em mim. Eu as encontro em pensamentos esparsos, que vagam por esse corpo sensível e ridiculamente acostumado a psicotrópicos. Veja bem, não estou pedindo socorro, é só um modo de pensar e de me esvaziar. Estou cheio e farto, e ainda tenho de aguentar o período eleitoral. Hoje, dia 7 de setembro de 2026, a dor de cabeça me abateu, profundamente, pensei que ia morrer, com tanta maluquice que vejo nos noticiários. Brasileiro com bandeira de americano, com Trump como orgulho nacional (de que nação, cara-pálida?!)… Se você se julga meu amigo, me diga coisas boas, para ver se retomo os trilhos, mesmo diante de tantas provocações. É preciso viver; estou certo disso, mas não sei como. Desviei-me, talvez, do caminho correto da bondade, do olhar casto (que tinha quando menino), de o bem praticar, a quem precisar, indistintamente (reclamo agora porque já fui assim). Ajudar as pessoas me dá um prazer enorme, mas, infelizmente, me afastei disso, pela crueza da vida, que tanto relato. Não sei se tenho forças para mudar esse fado. Mas vou tentar me reinventar, como sempre o faço, para crer na boa nova, para crer que tudo pode mudar, para melhor, como já me aconteceu. Estou somente, momentaneamente, desnorteado, bagunçado. Preciso que me deixem pensar. Preciso parar e pensar, organizar os meus conflitos. Insisto em escrever no meu diário, porque, só assim, sei do sentimento que percorre o meu corpo a cada dia. Faz, talvez, dez dias que não o atualizo. Pois agora pretendo deixá-lo em dia, para que eu possa conversar com o meu analista e pegar a onda da vitória. Nada a ver com competição. A vitória que digo é saber lidar bem com as minhas inúmeras e desorganizadas emoções. Paro por aqui, pois penso que escrever demais leva à confusão.























